Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
ESTRANHO… OU NÃO!
Ai Relvas, Relvas!
O Conselho de Redação do jornal Público acusa Miguel Relvas de pressionar, via telefone, uma jornalista do diário. Visava, alegadamente, o sr. ministro, que o jornal não publicasse uma peça sobe as contradições observadas aquando do depoimento do sr. relvas, no Parlamento, no “caso das secretas”. Segundo o Conselho de Redação, Miguel Relvas terá ameaçado o Público com blackout de todos os elementos do governo, bem como com a divulgação de dados pessoais da jornalista Maria José Oliveira na net.
Ora, para além da gravidade destes tiques “estado-novenses”, o mais caricato é a direção do jornal, logo assim numa primeira reação mas já a par dos factos, não apoiar cristalinamente nem o Conselho de Redação nem a jornalista em causa!... Por que será?... Estranho, não?
PS hoje, parece, já estão mais com os jornalistas… Tiveram o fim-de-semana para pensar!
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
CARTA ABERTA AO SR. MINISTRO DA SAÚDE
Falta de medicamentos nas farmácias portuguesas
Olhó o sr. do burro!
Talvez por não permitirem, às farmacêuticas, o retorno desejado… ou mesmo o necessário, é possível que os fabricantes de medicamentos estejam a preferir outros “mercados” dispostos a pagar mais e melhor que o nosso. Daí, a já preocupante falta de medicamentos nas farmácias portuguesas e nos armazenistas. Eu próprio tenho sido, desse ignóbil fenómeno, vítima.
Culpa vossa ou não, srs. gestores e decisores do Ministério da Saúde, é obrigação de vossas excelências, pela deontologia inerente às funções que abraçaram, enfrentar e pugnar pela resolução do problema. Desta empresa não deveis vós eximir-vos, pois!
Não queira, sr. Ministro da Saúde, seguir o exemplo do sr. do burro… Daquele que queria desabituar o animal de comer… Todos sabemos o que aconteceu ao mesmo.
PS: A vós, srs. administradores da indústria farmacêutica e das empresas de armazenamento e distribuição de medicamentos, um apelo: ouçam também a voz do vosso humanismo, os sinais do bom-senso que, tenho a certeza, possuem na plenitude! O binómio farmácia/cliente, com tudo o que se encontra a montante, constitui, quando tudo deliberado como supra defendo, uma simbiose perfeita!
Sábado, 12 de Maio de 2012
Homenagem a Bernardo Sassetti
Morreu ontem, na minha modesta opinião, um dos maiores executantes/músicos portugueses de sempre. Quer no erudito (clássico); quer no tb erudito (jazz); quer ainda em tipologias mais abrangentes... mas não menos eruditas, apenas mais acessíveis. Habitou nele um génio, tenho para mim. A minha homenagem num pequeno texto que escrevi acerca de uma das linguagens que dominava com mestria e musicalidade genuína, qualidades que, só coexistindo, me levam a seguir e a predispor os meus ouvidos e o meu cérebro a qualquer composição de sons. Ele era um exemplo paradigmático do que escrevo:
JAZZ
Quando o jazz não é “só” um exímio desfilar de escalas embebidas num ambiente harmónico dissonante - mas lógico; quando o jazz não é “só” isto, e a rítmica empatiza..., não se torna o ramo sonoro da Matemática e, então, é música Divinal!
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
OLHE QUE NÃO, SR. PRIMEIRO!
O primeiro ministro é tão arrogante e obstinado que, e só pode ser por acinte!, teima em afirmar que existe consenso político em Portugal, quando quem pode concedê-lo, o PS, por tão repetidamente ser por ele despeitado, através do seu líder afirma que não. António José seguro acaba de afirmar que não existirá consenso político em Portugal, enquanto o governo teimar em dar cabo do Sistema Nacional de Saúde, da Educação, do Estado Social em geral; enquanto se verificar ausência de políticas de emprego e crescimento económico; enquanto o governo continuar a sonegar ao Parlamento documentos que envia a Bruxelas e que carecem da apreciação dos representantes do POVO.
Cuidado com estes! Se os outros não eram bons, estes são ainda "bem menos bons"… já o provaram.
Já agora, convém não deixar cair em saco roto o envolvimento do ministro Miguel Relvas na questão das Secretas!
Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
HUGUINHO, ZEZINHO E LUISINHO
Huguinho, Zezinho e Luizinho, leia-se: Gaspar, Passos e Relvas – sim, por esta ordem! -, podem agora, graças à França – sempre na vanguarda revolucionária… revolucionária, não reacionária! -, graças a Holland, deixar de seguir compulsiva e obstinadamente o Pato Donald, leia-se: Merkel!
Entretanto, o primeiro da lista acaba de anunciar, via Público, que a Troika irá, na próxima “visita”, rever em alta os números do desemprego.
Ó governo teimosão, farto de ser avisado!; ó governo trapalhão, que nem com os erros aprende!
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Confiança
Não sei, por ausência de avaliação, se é menos penoso viver num ERG, se num REG! Sei é que atravessar um deserto, qualquer que seja, não é fácil. Valem-nos, nessas odisseias, a ESPERANÇA e a CONFIANÇA… Será que ainda não viram?!
PS pergunta retórica.
Sábado, 5 de Maio de 2012
CLIMA MEDITERRÂNICO COM MANIAS II
Este ano as coisas não se têm passado bem assim, aliás, segundo a tipologia climática, normalmente, o que escrevo a seguir não constitui um facto. Todavia, como nas últimas semanas, e ainda bem para o país, o adorado Sol tem escasseado, e como nos últimos anos se tem verificado uma certa "bipolaridade", escrevo: O sol por vezes acorda tarde. Talvez em resultado de noites agitadas… Pior é quando nem dá acordo de si durante largos períodos – tal não é a bebedeira!...Alguns Invernos são propícios a hélio-bebedeiras, tantos são os dias em que se encontra de ressaca!... Mas, e de volta à carga, a meu ver, no tipo climático que actua no nosso território peninsular, a designação " Bom-Tempo" carece de revogação, pois em anos como o que vivemos, "Bom-Tempo", por mais que adoremos o Sol, é, na realidade... chuva, "chuva velha"!
Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
TERÁ SIDO ENCOMENDA, A INUSITADA PROMOÇÃO?
Como podemos interpretar a desusada promoção levada a cabo ontem pelo grupo Jerónimo Martins? Bem, poderá ter sido puro altruísmo; estratégia de marketing; encomenda política… Logo no dia do trabalhador?!... Será que eles terão formulado, para si próprios, claro!, a seguinte questão: é uma promoção, estão connosco ou com a manifestação?... Não sei!
Uma coisa é certa, valendo-se do desespero das pessoas, do extremo estado de necessidade, esta anunciada promoção (50% de desconto em compras superiores a 100 euros nos supermercados Pingo Doce) tirou das ruas, das genuínas e ora legais manifestações do Dia do Trabalhador, milhares de pessoas. Claro, o homem-consumidor sobrepôs-se ao homem-cidadão… É humano! Se estes senhores repetirem o fenómeno ao longo do ano, ao longo dos anos de austeridade, tudo bem. Aí até eu me convenço que se trata de puro altruísmo. Espero, e muito, que o não façam à custa dos já sobrecarregadíssimos produtores!
Bem, se de publicidade se tratou, há sempre o risco de “efeito boomerang”.
Bem, depois há a questão do dumping económico. Deixemos isso para as autoridades!
Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E NATAL - REPOSIÇÃO
Segundo o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), os subsídios de férias e de natal serão repostos, a funcionários públicos e pensionistas, a partir de 2015... (e… talvez!, depreende-se das palavras do sr. ministro Gaspar). Pela voz do sr. ministro das finanças, ficámos a saber que o governo, caso venha a repor os preciosos rendimentos - mais que preciosos, vitais para alguns -, o pensa fazer ao “ritmo” de 25% ao ano. Ora, a condição justa, o auferimento destes rendimentos, e que para estes senhores - leia-se governo! - era, a 1 de Abril de 2011, absolutamente fundamental e impensável de, sequer, ser ponderada a sua suspensão, será alcançada no ano de 2018, isto… talvez, como diz o sr. Gaspar, verdadeiro técnico de gabinete! Já agora, sr. ministro, o sr. que pretende ser tão eficiente e rigoroso – hoje, sabemo-lo, encontra-se a milhas da putativa sapiência! -, não cometa o erro de outros a quem, tenho para mim, julgará menos sapientes: não utilize o termo “ritmo”, nestes contextos. O termo correcto é “andamento”. Se quiser, explico-lhe… de borla!
Sr. ministro, vós que para mim sois o verdadeiro chefe do governo, uma espécie de comandante supremo à paisana, elucidai, por favor!, os portugueses, todos, se vamos ter aumentos nos salários ao “andamento” da inflação. É que, caso não, a pobreza atingirá força inexorável.
À guisa de nota final, sr. Ministro Gaspar, penso, e pensarão muitos portugueses, julgo, que o Partido Socialista não deveria ter sido posto à margem das negociações, da redacção deste novo “PEC” – sabemos que o não é formalmente, mas é-o na prática! -, pois a sua vigência alcançará, no mínimo, o ano 2016, altura em que poderão já não estar “lá” os srs. Para mais, se desejam tanto um consenso, pois é bom “ lá para fora”…! Diz o sr., em jeito de desculpas de mau pagador, que o PS não foi tido nem achado porque, no essencial, as políticas já previstas no famoso memorando não sofreram alterações significativas, que o novo documento apenas dá cumprimento à Lei de Enquadramento Orçamental e ao Memorando… Ora, ora!!! Não será preciso um exegeta para ver que assim não é!
Meus srs., governem para o país, e não para eleições!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
CONSENSO
Vós, sr. presidente, a mais os srs. primeiro e segundo, digo ministro das finanças e putativo chefe do governo… não, não estou a cometer um lapso, é assim mesmo… que eu penso!, não vos cansais de dizer, aqui e lá fora, que em Portugal existe um enorme consenso político e social, que o Povo está absolutamente mobilizado para os sacrifícios - sacrilégios, digo eu. Cá dentro, proferem, reiteradamente e em alta voz, que este é um enorme activo do país. Cuidado com a valoração dos factos; atenção à interpretação da Sociedade! Algo, que vós por certo não considerareis um activo, pode estar em gestação.
António José Seguro, o por ora “enjeitado“, arrisca-se a tornar-se, a breve trecho, no “Desejado”, por tão enorme ser a veemência com que repetidamente é despeitado pelo governo.
O governo tem que aprender a negociar, srs.. Tal implica saber ceder – o que, pelo menos à hora a que escrevo, não está, mais uma vez, a suceder com o novo “PEC” – sabemos que formalmente não o é, mas na prática de outra coisa não se trata. É um documento de estratégia orçamental, com imensas reformas a levar a cabo, o que mexerá imenso com o futuro dos portugueses, daí a necessidade de obtenção de um verdadeiro consenso com o Partido Socialista.
Reitero: negociar implica também ceder!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Miguel Portas, que tenhas o melhor que a transcendência dispõe!
Nasceste, segundo parece, em berço de oiro; preferiste, depois das exigentíssimas tarefas diárias a que te propunhas - das quais materialmente poderias eximir-te -, descansar em cama de ferro! Foste, és um exemplo de idoneidade, trabalho, abnegação, humanismo... cultura e educação!
Estou triste por teres partido!
Terça-feira, 24 de Abril de 2012
PASSOS COELHO E O VALOR DA PALAVRA
Em tempos de campanha, Passos promete:
- Reabilitação do valor da palavra!;
- Não mentirei!;
- Não enganarei os portugueses!;
- Não me desculparei com o passado!
Com dez meses já idos, até dá vontade de…
- Mal vai o valor da palavra!
Bem sei que são coisas de campanha, das campanhas, bem sei, mas carago, já mete nojo…, sim, asco!
Mal vai o valor da palavra!
Sábado, 21 de Abril de 2012
A TESE DE MARCELO - PROBLEMA DO GOVERNO: MÁ GESTÃO DE IMAGEM!
A MINHA MODESTA TESE:
Não me venham dizer que os recorrentes problemas do governo e da governação, da crescente degradação da sua imagem na opinião pública, resultam de uma ineficaz gestão de imagem, de erros de comunicação! Eles até dispõem de um “batalhão” de profissionais da área, marketeers e gestores de imagem, a quem pagam, creio, algo razoável acima do ordenado mínimo…
O seu problema, tenho para mim, é incompetência pura, e, como qualquer outro tipo de…, dura!
Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
GOVERNO PREPARA A ANTECÂMARA DOS DESPEDIMENTOS SEM DIREITO A INDEMNIZAÇÃO
É a pedra de toque que falta ao futuro código de trabalho… o mais neoliberal de sempre... aquele que, mais que qualquer outro, prima pelo primado dos números, em detrimento do sublime primado das pessoas, as quais, pasme-se, ou não, são quem consegue os números!
A antecâmara: novos valores - a partir de 1 de Novembro de 2012 - propostos para indemnização em caso de despedimento, serão o correspondente a de 6 a dez dias por ano de trabalho, consoante decisão ainda a tomar por este executivo tão…, tão…, vejamos nós, o “tão” que eles são. Até dos parceiros sociais com quem conseguiram “concertação” sonegaram intenções!. Vergonha!
Carlos Jesus Gil
A antecâmara: novos valores - a partir de 1 de Novembro de 2012 - propostos para indemnização em caso de despedimento, serão o correspondente a de 6 a dez dias por ano de trabalho, consoante decisão ainda a tomar por este executivo tão…, tão…, vejamos nós, o “tão” que eles são. Até dos parceiros sociais com quem conseguiram “concertação” sonegaram intenções!. Vergonha!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 14 de Abril de 2012
SOBRE MÚSICA
Um bom cantor, um bom intérprete musical – seja de que instrumento for -, quando canta, quando interpreta temas de outro deve pôr neles a sua alma, a sua musicalidade… acrescentar! Deve, ainda que de um cover de trate, fazer dele um “ cover “ ou, tanto melhor, uma quase versão, melhor ainda, uma versão! É isto, o dar de si, que fazem os grandes maestros com as enormes obras clássicas. Simon Rattle, Herbert von Karajan, Leonard Bernstein, nos concertos que regem as obras não deixam de ser do Mestre Maior, mas passam também a ser um tanto suas… Sempre diferentes, consoante quem as rege, e até quem as interpreta.
Desta forma é-se completo, cada um diferente, com maiores ou menores virtudes, mas completo. Na diferença, a riqueza!
“ Fernandos Pereiras “ há-os por todo o mundo… e têm, sem discussão, o seu valor, o seu cabimento, porém jogam noutro campeonato.
Carlos Jesus Gil
Desta forma é-se completo, cada um diferente, com maiores ou menores virtudes, mas completo. Na diferença, a riqueza!
“ Fernandos Pereiras “ há-os por todo o mundo… e têm, sem discussão, o seu valor, o seu cabimento, porém jogam noutro campeonato.
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
A POSTOS, COM ESTE MINISTRO DA SAÚDE!!!
Cuidado com este ministro da Saúde! Tenhamos cuidado, por maior competência que o senhor demonstre com os números, por melhor que ele domine a álgebra, falta-lhe a noção do todo… carece de uma visita demorada à noção de holismo, talvez aí ganhe a condição necessária ao cargo que ocupa: sensibilidade social. Carece, igualmente, de “revisitar” princípios básicos de Economia e Sociedade, com aqueles talvez aprenda que uma Sociedade saudável é uma Sociedade apta a produzir e a menos onerar o Estado.
Compatriotas, este senhor já pensa no fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS)… pensa-o e não o esconde, conforme pudemos constatar dia 11 de Abril. Isso, portugueses, seria inevitavelmente um desastre social de dimensões inauditas. Tirem-nos, tudo, senhores mercadores, tirem-nos tudo, melhor, quase tudo, deixem-nos, por favor, ao menos o SNS… a Saúde!
Carlos Jesus Gil
Compatriotas, este senhor já pensa no fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS)… pensa-o e não o esconde, conforme pudemos constatar dia 11 de Abril. Isso, portugueses, seria inevitavelmente um desastre social de dimensões inauditas. Tirem-nos, tudo, senhores mercadores, tirem-nos tudo, melhor, quase tudo, deixem-nos, por favor, ao menos o SNS… a Saúde!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
BOA, SÔ PASSOS; BOA, SÔ GASPAR!
Afinal, ao contrário do que o governo tanto propalou, a última avaliação da Troika não foi assim tão positiva. Com base nela - e noutros indicadores, claro, como o desemprego e as políticas inadequadas reiteradamente postas em vigor por este consulado em Portugal… -, o FMI vem prospectivar uma diminuição real dos salários dos portugueses - todos, públicos e privados - em cerca de 14%, até 2014. O poder de compra cai para níveis de 1996… a meu ver cairá muito mais, pois os preços dos bens estão muito mais elevados, mesmo ao nível dos praticados nos países onde se auferem salários verdadeiramente dignos!
Sem o consumo ao nível do que será necessário para que haja crescimento, o que será desta Sociedade? Desta Sociedade – que pressupõe, como qualquer outra, que sejamos todos sócios… a designação é importante! - onde as quotas são tão desiguais?!... Não, não é uma questão do “ovo ou da galinha”, a de saber qual é que deve vir primeiro: a austeridade – contenção ao extremo – ou a promoção do crescimento – que exige, obviamente mais gastos… Não, sem endividamento – regra, mais uma, básica em Economia – não haverá crescimento. Logo, menor encaixe em contribuições e impostos; maior montante a sair para subsídios… Claro que eles sabem… ou não!, que se exige aqui um sistema híbrido, já!
Continuem a desculpar-se com o passado – ao contrário do que prometeram -, continuem, e vão ver que o povo vai dar por “ela”.
Boa, sô Passos; boa, sô Gaspar!
Carlos Jesus Gil
Sem o consumo ao nível do que será necessário para que haja crescimento, o que será desta Sociedade? Desta Sociedade – que pressupõe, como qualquer outra, que sejamos todos sócios… a designação é importante! - onde as quotas são tão desiguais?!... Não, não é uma questão do “ovo ou da galinha”, a de saber qual é que deve vir primeiro: a austeridade – contenção ao extremo – ou a promoção do crescimento – que exige, obviamente mais gastos… Não, sem endividamento – regra, mais uma, básica em Economia – não haverá crescimento. Logo, menor encaixe em contribuições e impostos; maior montante a sair para subsídios… Claro que eles sabem… ou não!, que se exige aqui um sistema híbrido, já!
Continuem a desculpar-se com o passado – ao contrário do que prometeram -, continuem, e vão ver que o povo vai dar por “ela”.
Boa, sô Passos; boa, sô Gaspar!
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
NOBEL DO RACIOCÍNIO
Eh pá, pessoal, se eu pudesse!, ai se eu pudesse!... Se eu pudesse proporia ao Comité Nobel uma nova categoria: a do raciocínio. Mais, pediria às autoridades portuguesas que candidatassem o sr. Gaspar das Finanças… Não, não por causa da forma teatral com que expõe o raciocínio, mas pela própria substância do mesmo. Só com este, o prémio estaria garantido: “ O ano 2015 é imediatamente consecutivo a 2014 “ (hoje, no Parlamento). Espantoso, não?!
Bem com que propósito veio o iluminado sr. com aquele axioma? Este foi o propósito: o governo, este consulado de Passos, de há muito que não mostra orientação – com as “rendas”, com a Educação, com a Saúde, com as formas de vencer a crise… Mesmo que lhe mostrem por A+B que só com austeridade não!, eles lá deambulam mas voltam sempre ao trilho, à vereda… cheia de armadilhas, de minas -, muito pelo contrário, são já imensas as trapalhadas (alguns já dão de frosques, alegadamente por motivos pessoais… pessoais são todos os motivos, não?! Esta é mais uma: os subsídios eram para se ausentarem por “apenas” dois anos, ainda há pouco o reafirmaram. Agora, só para dois mil e quinze. Gaspar diz que cometeu um lapso… que, vendo bem as coisas, só para dois mil e quinze, pois este é o ano a seguir ao de dois mil e catorze. Ora bolas, esse é, isso sim, é o ano de eleições!
Carlos Jesus Gil
Bem com que propósito veio o iluminado sr. com aquele axioma? Este foi o propósito: o governo, este consulado de Passos, de há muito que não mostra orientação – com as “rendas”, com a Educação, com a Saúde, com as formas de vencer a crise… Mesmo que lhe mostrem por A+B que só com austeridade não!, eles lá deambulam mas voltam sempre ao trilho, à vereda… cheia de armadilhas, de minas -, muito pelo contrário, são já imensas as trapalhadas (alguns já dão de frosques, alegadamente por motivos pessoais… pessoais são todos os motivos, não?! Esta é mais uma: os subsídios eram para se ausentarem por “apenas” dois anos, ainda há pouco o reafirmaram. Agora, só para dois mil e quinze. Gaspar diz que cometeu um lapso… que, vendo bem as coisas, só para dois mil e quinze, pois este é o ano a seguir ao de dois mil e catorze. Ora bolas, esse é, isso sim, é o ano de eleições!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
AUSÊNCIA TOTAL DE SENSIBILIDADE SOCIAL; PARADOXO DEMOGRÁFICO
Cortes no subsídio de doença – um direito consagradíssimo no nosso ordenamento jurídico, um direito adquirido porque para isso se descontou… não se trata de uma benesse!; doentes a quem não são ministrados os mais adequados medicamentos, por motivos economicistas – a Saúde é um investimento, o mais Sagrado de todos, não é uma simples e grosseira despesa . Ao mesmo tempo, o ministério da tutela resiste à entrada de medicamentos inovadores, nomeadamente na área oncológica. Mas muito mais, como carência de pessoal e de meios, o fecho de excelentes urgências polivalentes…
Quanto à Demografia, então numa altura em que tanto necessitamos de políticas de natalidade, até por fins económicos, o governo avança com uma medida anti-natalista?: cortes nos subsídios de maternidade e paternidade!!!
PS: atenção a todos, trabalhadores do público e do privado, há uma tentativa, ainda que subliminar, de corte definitivo dos décimo terceiro e décimo quarto meses… para todos. Lembrar que estes subsídios só existem em países onde o custo e vida é acima da média mundial, onde os ordenados, não sendo à chinesa, ostentam alguma das suas nuances… Atenção, tal não irá acontecer… se nós, todos, quisermos. Acham preferível diluir o montante pelos doze meses, acabando assim com aquelas figuras, tudo bem, agora o poder de compra, a dignidade social e humana, isso é que tem que voltar. Queremos um modelo económico com uma competitividade baseada na inovação, na qualidade, com ordenados dignos – modelo europeu, norte-americano, japonês – ou, pelo contrário, desejamos voltar ao velho paradigma da mão-de-obra intensiva e barata? Com esse, nunca fomos a lado algum… E agora os preços, os preços da coisas, são outros!.. Novidade? Talvez não!: O modelo chinês começa a dar de si. Em 2012 a Economia chinesa começa a abrandar, pelo contrário, a norte-americana recomeça a mostrar pujança.
Atenção!... A todos nós.
Carlos Jesus Gil
Quanto à Demografia, então numa altura em que tanto necessitamos de políticas de natalidade, até por fins económicos, o governo avança com uma medida anti-natalista?: cortes nos subsídios de maternidade e paternidade!!!
PS: atenção a todos, trabalhadores do público e do privado, há uma tentativa, ainda que subliminar, de corte definitivo dos décimo terceiro e décimo quarto meses… para todos. Lembrar que estes subsídios só existem em países onde o custo e vida é acima da média mundial, onde os ordenados, não sendo à chinesa, ostentam alguma das suas nuances… Atenção, tal não irá acontecer… se nós, todos, quisermos. Acham preferível diluir o montante pelos doze meses, acabando assim com aquelas figuras, tudo bem, agora o poder de compra, a dignidade social e humana, isso é que tem que voltar. Queremos um modelo económico com uma competitividade baseada na inovação, na qualidade, com ordenados dignos – modelo europeu, norte-americano, japonês – ou, pelo contrário, desejamos voltar ao velho paradigma da mão-de-obra intensiva e barata? Com esse, nunca fomos a lado algum… E agora os preços, os preços da coisas, são outros!.. Novidade? Talvez não!: O modelo chinês começa a dar de si. Em 2012 a Economia chinesa começa a abrandar, pelo contrário, a norte-americana recomeça a mostrar pujança.
Atenção!... A todos nós.
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
LIBERALIZAÇÃO + REGULAÇÃO = PARADOXO
“Pontifica” uma das mais básicas regras da ciência económica que, em mercado, a liberalização – com regulação – leva a uma maior concorrência… inevitavelmente, logo a uma baixa nos preços.
Por cá – Ó Portugal, Portugal! – a dita regra mais a putativa regulação levam precisamente ao contrário. Temos hoje os combustíveis mais caros dos 27 países da U.E.
Hoje, mais dois cêntimos e meio no preço da gasolina!
Carlos Jesus Gil
Por cá – Ó Portugal, Portugal! – a dita regra mais a putativa regulação levam precisamente ao contrário. Temos hoje os combustíveis mais caros dos 27 países da U.E.
Hoje, mais dois cêntimos e meio no preço da gasolina!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 31 de Março de 2012
MAIS UM “TESTA DE FERRO” DO PSD NO SECTOR FINANCEIRO
Espanto, ou não, todos os administradores que levaram à ruína o BPN – caso de polícia – são, sabemo-lo, personalidades do PSD, personalidades relevantes, diga-se! Agora, o Banco torna-se propriedade do já muito poderoso BIC, passando a integrar a rede BANCO BIC PORTUGUÊS, liderado – e aqui, de não mais do que coincidência se trata, acredito! – por Mira Amaral, notável Barão do PSD. Não passa de coincidência, reitero, mas carago!...
Ah, os quarenta milhões pagos por um Banco onde já injectámos cerca de oito mil milhões?!... Pois, disso muito se irá falar, não tardará!
Carlos Jesus Gil
Ah, os quarenta milhões pagos por um Banco onde já injectámos cerca de oito mil milhões?!... Pois, disso muito se irá falar, não tardará!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
PASSOS E GASPAR, AINDA MAIS TEIMOSOS DO QUE AQUELE CUJO NOME NÃO PODEMOS PRONUNCIAR!
O défice do subsetor Estado triplicou no passado mês, em relação a Fevereiro de 2011; o desemprego não para de aumentar… Não, não há lugar a estupefação alguma. Eles têm recebido Himalaias de conselhos e de avisos: apenas com este remédio (austeridade) não se cura a doença; é necessário crescimento, fomento à economia… consumo, regradamente, mas consumo!... Mas como?! Se quiserem faço um desenho, desculpem!, uma lista… à borla. Entretanto vão lendo com atenção e reflexão aturada aquilo que fez Alexander Hamilton, secretário do Tesouro do presidente Washington, em 1790 e 1791 para salvar os ora todos poderosos Estados Unidos da América do norte, quando passavam por uma situação em tudo semelhante àquela por que passamos agora. Leiam!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 20 de Março de 2012
Cortes cegos na Saúde
Os cortes cegos na Saúde já levam a tentativas de reutilização de material não reutilizável, em actos médicos como hemodiálise, cirurgias cardíacas, transplantes vários…, isto segundo a ordem dos enfermeiros.
O descalabro!
Srs., a Saúde, mais que uma despesa é um investimento!
O descalabro!
Srs., a Saúde, mais que uma despesa é um investimento!
Sábado, 17 de Março de 2012
BPN – DUPLA COMISSÃO PARLAMENTAR?!
CDS, CDS; PSD, PSD… Vão enganar o “real”!
Então agora também á vos interessava uma comissão de inquérito ao “caso de polícia” BPN?; não têm nada a temer? Não sei se não – quanto ao CDS, ainda vá lá…! -, todos os administradores do incrível Banco, por acaso ou não, eram do PSD.
O PS, requereu-a – parece que vós só vos lembrais da nacionalização, esquecendo todo o rol de ilicitudes que levaram a tal! – potestativamente (necessidade de apenas 1/5 dos deputados para a meter na agenda das actividades parlamentares), quer vê-la a funcionar antes da reprivatização (por, é de levar as mãos à cabeça!.. - levem, levem! – 40 milhões de euros… cum caneco!); os srs., PSD/CDS, também queriam uma agora (- ai nós também queremos uma, - pois, mas para isso têm que se portar bem… e não darem tanto nas vistas, ai os meninos!). Eh pá, pessoal, duas em simultâneo?! Não querem ler melhor o regulamento da Soberana Assembleia, assim, tipo em vez de ir ao cinema, numa destas noites? Malta, pá, para depois da reprivatização?! O quê, para os amigos clientes não terem que pagar mais do que essa prodigiosa quantia de 40 milhões?
Bem, agora falo com vocês, PSD/CDS com funções executivas: em menos de um ano , srs., já abusaram tanto da nossa paciência e dos nossos brandos costumes, que nem com xanax a coisa já lá vai! Memorando a toda a hora, Troika – quando deveria ser quarteto, pois a parte objecto de intervenção também deve ter algo a dizer e a ficar em acta, caso não, é mesmo a selvajaria, a lei do mais forte. Depois, ambos os bodes servem apenas para justificar o que vos dá jeito – indo até bem mais longe do que lá está, se tal vos aprouver -, noutros pressupostos lá plasmados, como, por exemplo, as rendas da EDP… ou a renegociação das Parcerias Público-Privadas, aí vão protelando, protelando, até, eventualmente, esquecer.
Srs., conforme prometeram, o sr. Passos, especialmente, não se desculpem com o passado e comecem a governar idoneamente, tendo como desiderato o país e as pessoas.
Já agora: abandonem os clássicos ingleses ( não estou a referir-me à Literatura)!
Carlos Jesus Gil
CDS, CDS; PSD, PSD… Vão enganar o “real”!
Então agora também á vos interessava uma comissão de inquérito ao “caso de polícia” BPN?; não têm nada a temer? Não sei se não – quanto ao CDS, ainda vá lá…! -, todos os administradores do incrível Banco, por acaso ou não, eram do PSD.
O PS, requereu-a – parece que vós só vos lembrais da nacionalização, esquecendo todo o rol de ilicitudes que levaram a tal! – potestativamente (necessidade de apenas 1/5 dos deputados para a meter na agenda das actividades parlamentares), quer vê-la a funcionar antes da reprivatização (por, é de levar as mãos à cabeça!.. - levem, levem! – 40 milhões de euros… cum caneco!); os srs., PSD/CDS, também queriam uma agora (- ai nós também queremos uma, - pois, mas para isso têm que se portar bem… e não darem tanto nas vistas, ai os meninos!). Eh pá, pessoal, duas em simultâneo?! Não querem ler melhor o regulamento da Soberana Assembleia, assim, tipo em vez de ir ao cinema, numa destas noites? Malta, pá, para depois da reprivatização?! O quê, para os amigos clientes não terem que pagar mais do que essa prodigiosa quantia de 40 milhões?
Bem, agora falo com vocês, PSD/CDS com funções executivas: em menos de um ano , srs., já abusaram tanto da nossa paciência e dos nossos brandos costumes, que nem com xanax a coisa já lá vai! Memorando a toda a hora, Troika – quando deveria ser quarteto, pois a parte objecto de intervenção também deve ter algo a dizer e a ficar em acta, caso não, é mesmo a selvajaria, a lei do mais forte. Depois, ambos os bodes servem apenas para justificar o que vos dá jeito – indo até bem mais longe do que lá está, se tal vos aprouver -, noutros pressupostos lá plasmados, como, por exemplo, as rendas da EDP… ou a renegociação das Parcerias Público-Privadas, aí vão protelando, protelando, até, eventualmente, esquecer.
Srs., conforme prometeram, o sr. Passos, especialmente, não se desculpem com o passado e comecem a governar idoneamente, tendo como desiderato o país e as pessoas.
Já agora: abandonem os clássicos ingleses ( não estou a referir-me à Literatura)!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 12 de Março de 2012
À nora!
Parece-me que o sr. presidente de Portugal, corrijo: de alguns portugueses, anda nitidamente à nora. Ressabiado tb?, talvez. Caro sr., do outro e de si...! Guarde os ressabiamentos para as suas memórias, não venha neste momento bem quente, meter mais lenha na fogueira. Precisamos do apoio de todos! Se tinha algo a dizer ou a fazer, era na altura... Já agora, se quer uma magistratura verdadeiramente activa, faça ver ao governo do seu Partido que a teoria económica dos clássicos não vinga nestes momentos. É necessária procura e consumo, para que haja emprego. Redução de salários, nunca!... Muito menos quando há excepções!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 9 de Março de 2012
Designações
DESIGNAÇÕES
Ensino
Há quem afirme, e eu sou desses, que não importa assim tanto a
designação que atribuímos às coisas. Pois, não é por eventualmente me chamarem carro-de-mão que eu deixo de ser automóvel. É ou não é? Então aqueles teimosões que veementizam a
defesa de que tal é de madeira, quando toda a gente sabe que é pedra –
puro calcário de Ançã -, põem em risco a natureza da coisa?... Claro
que não. Logo, pois é!
É o quê?, o que é que é , no meio de toda esta embrulhada? É a
essência, a substância, o ser não sofrerem qualquer alteração pelo
facto de, inadvertidamente ou não, lhes ser mudada a designação. A
minha - e dos outros – Barrinha da Praia de Mira não passou a mar
quando, há tempos, muitos, um turista – sim, que também o era –
proferiu (contemplando-a genuinamente maravilhado): “ Olha, o mar está
tão calminho! “… Ela lá continua, doce como mel de urze (de urze,
pois!), apesar de o verdadeiro, o salgadinho, se encontrar ali à
beira, a escassos metros.
Mas toda esta lábia para quê? Simplesmente para vos dar conta daquilo
que todos sabemos: não há verdades absolutas – exceto algumas, umas
tantas… É que dei-me conta de que faz toda a diferença o Ministério da
Educação ser assim designado, e não como a meu ver deveria ser:
Ministério do Ensino. É, é uma questão de designação mas não só.
Aquela traz, atrelada, uma série de posturas, de incumbências mais
próprias de outras geografias sociais (como hodiernamente convém).
"Educare"… não renegando a etimologia, aceitando sem pruridos que o
vocábulo ainda pode assumir a vetusta versão semântica de “alimentar
de conhecimento”, creio que, fruto da inevitável dinâmica do "físico"
e do "Humano", educar é hoje algo bem diferente; não afastando a
vertente conhecimento - pois é necessária a aquisição de regras, de
princípios… -, educar implica algo de mais emocional, de
fundamentalmente emocional. Ensino, aí sim, sem, reciprocamente,
rechaçar a emoção, pois tudo o que toca ao homem dela está eivado,
deve dedicar-se em pleno à alimentação de conhecimento…Logo:
Educação?, é em casa. A Escola pode e deve participar nessa empresa,
mas…é em casa.
Desempenhar a mui grande e imprescindível tarefa do ensino deve ser o
objetivo primeiro da Escola. Depois… já que os professores não têm
família, já que… são funcionários públicos, poder-se-á pensar noutras
coisas – sim, não custa dar uma ajudinha na educação. Ajudinha!, que o
mester é outro.
Depósito?!, vê-la como depósito?!, é pá, isso é que não!
Bem, já deu p`ra ver que a designação em questão constitui vigorosa
exceção ao que supra defendi. Ah, e "aquela" do Ensino Secundário?
Secundário?!, como assim?! Bem fundamental que ele é!
Eu sei que aqui eles queriam dizer outra coisa…, mas falharam!
Carlos Jesus Gil
Ensino
Há quem afirme, e eu sou desses, que não importa assim tanto a
designação que atribuímos às coisas. Pois, não é por eventualmente me chamarem carro-de-mão que eu deixo de ser automóvel. É ou não é? Então aqueles teimosões que veementizam a
defesa de que tal é de madeira, quando toda a gente sabe que é pedra –
puro calcário de Ançã -, põem em risco a natureza da coisa?... Claro
que não. Logo, pois é!
É o quê?, o que é que é , no meio de toda esta embrulhada? É a
essência, a substância, o ser não sofrerem qualquer alteração pelo
facto de, inadvertidamente ou não, lhes ser mudada a designação. A
minha - e dos outros – Barrinha da Praia de Mira não passou a mar
quando, há tempos, muitos, um turista – sim, que também o era –
proferiu (contemplando-a genuinamente maravilhado): “ Olha, o mar está
tão calminho! “… Ela lá continua, doce como mel de urze (de urze,
pois!), apesar de o verdadeiro, o salgadinho, se encontrar ali à
beira, a escassos metros.
Mas toda esta lábia para quê? Simplesmente para vos dar conta daquilo
que todos sabemos: não há verdades absolutas – exceto algumas, umas
tantas… É que dei-me conta de que faz toda a diferença o Ministério da
Educação ser assim designado, e não como a meu ver deveria ser:
Ministério do Ensino. É, é uma questão de designação mas não só.
Aquela traz, atrelada, uma série de posturas, de incumbências mais
próprias de outras geografias sociais (como hodiernamente convém).
"Educare"… não renegando a etimologia, aceitando sem pruridos que o
vocábulo ainda pode assumir a vetusta versão semântica de “alimentar
de conhecimento”, creio que, fruto da inevitável dinâmica do "físico"
e do "Humano", educar é hoje algo bem diferente; não afastando a
vertente conhecimento - pois é necessária a aquisição de regras, de
princípios… -, educar implica algo de mais emocional, de
fundamentalmente emocional. Ensino, aí sim, sem, reciprocamente,
rechaçar a emoção, pois tudo o que toca ao homem dela está eivado,
deve dedicar-se em pleno à alimentação de conhecimento…Logo:
Educação?, é em casa. A Escola pode e deve participar nessa empresa,
mas…é em casa.
Desempenhar a mui grande e imprescindível tarefa do ensino deve ser o
objetivo primeiro da Escola. Depois… já que os professores não têm
família, já que… são funcionários públicos, poder-se-á pensar noutras
coisas – sim, não custa dar uma ajudinha na educação. Ajudinha!, que o
mester é outro.
Depósito?!, vê-la como depósito?!, é pá, isso é que não!
Bem, já deu p`ra ver que a designação em questão constitui vigorosa
exceção ao que supra defendi. Ah, e "aquela" do Ensino Secundário?
Secundário?!, como assim?! Bem fundamental que ele é!
Eu sei que aqui eles queriam dizer outra coisa…, mas falharam!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Quando o mar bate na rocha...
Mais uma excepção aos cortes nos ordenados dos funcionários do patrão-Estado. Desta feita são os trabalhadores da TAP. Ó pá, mas quanta injustiça! Ele é a empresa, A, ele é a B, a C, etc., e só connosco, pois, o mexilhão, tudo fica na mesma, que é como quem diz, com reduções nominais e reais nos vencimentos e no poder de compra. Haja equidade!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Mais um exemplo do Estado-Social praticado por este governo
Mais uma do nosso competentíssimo - aquele que nunca iria desculpar-se com o passado - governo: a Lusoponte recebe, quando não cobra portagens na Ponte 25 de Abril, em Agosto, uma compensação financeira. Ora, este ano tem "autorização" do ministério das finanças para cobrar 4,4 milhões de euros, mesmo tendo cobrado as portagens em Agosto. Recebe, portanto, duas vezes! Rerá por da administração fazer parte um tal senhor Amaral, ex ministro de um governo PSD?... Claro que não, apenas coincidência.
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Krugman, "o rendido" ou o "vendido"?
Será Krugman um rendido, cujas teorias económicas, cuja doutrina, afinal, nada tinha de consistente, ou será este um vendido?... Na minha modesta opinião - é só uma opinião, malta da nota e do poder! -, é um vendido: terão bastado um almocinho em S. Bento e uns doutoramentos honoris causa?... Bem, sobre isso - quantidades de "bens", preços, em matérias que tais - não consigo opinar.
Vergonha: de referência a indecência! Ganhar, não como os chineses, mas lá perto, quando, sabêmo-lo, a vida aqui é tão "cara"!!! Ó pá, senhor nobel, pense ainda mais antes de falar para os microfones dos media... é que o senhor tem enormes responsabilidades, pois é ouvido... pelo menos quando diz o que os governantes querem ouvir.
Reduzir os ordenados, mas não ao nível dos chineses!!! Ó caro senhor!
Carlos Jesus Gil
Vergonha: de referência a indecência! Ganhar, não como os chineses, mas lá perto, quando, sabêmo-lo, a vida aqui é tão "cara"!!! Ó pá, senhor nobel, pense ainda mais antes de falar para os microfones dos media... é que o senhor tem enormes responsabilidades, pois é ouvido... pelo menos quando diz o que os governantes querem ouvir.
Reduzir os ordenados, mas não ao nível dos chineses!!! Ó caro senhor!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
A Roche, gigante farmacêutica, acaba de cortar o fornecimento de medicamentos a 23 hospitais do SNS… Lamentável, da parte daqueles, pois esquecem as muitas centenas de milhões, os balúrdios encaixados ao longo dos anos, desprezam também o porvir. Não demonstram qualquer, por mínima que seja, centelha de Inteligência Emocional, ao não atenderem ao difícil momento que vivemos… É o capitalismo selvagem – oh não, ele existe mesmo! – no seu melhor… E depois o Ministério da Saúde… e o das Finanças… apenas números. Calma, o estudo dos números, a Álgebra, a Aritmética e a Estatística têm um fim… o Homem!
Pessoal, vão-se os anéis mas que fiquem os dedos! Antes da saúde económica, antes da financeira, a Saúde orgânica, não?
Carlos Jesus Gil
Pessoal, vão-se os anéis mas que fiquem os dedos! Antes da saúde económica, antes da financeira, a Saúde orgânica, não?
Carlos Jesus Gil
Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
" Cassete Coelho "
“ Nem mais tempo, nem mais dinheiro! “
…
Refrão
Não pediremos
Não pediremos
Não pediremos mais um tostão!
Não vamos
Não vamos
Não vamos mais estender a mão!
Também não vamos
Também não vamos
Não vamos pedir um alargamento!
Não sejam piegas
Seus pieguinhas
Encarem com sorriso este tormento!
Ah, a música, terão k ir ao “tube” :)
Carlos Jesus Gil
…
Refrão
Não pediremos
Não pediremos
Não pediremos mais um tostão!
Não vamos
Não vamos
Não vamos mais estender a mão!
Também não vamos
Também não vamos
Não vamos pedir um alargamento!
Não sejam piegas
Seus pieguinhas
Encarem com sorriso este tormento!
Ah, a música, terão k ir ao “tube” :)
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Soberanos, "soberanar"
Soberano é o Povo! É quem tudo paga, em termos públicos: a luz das ruas, os hospitais públicos, a Educação pública, as estradas…; é quem, em Democracia, vota e elege. Se quem paga é quem deve mandar, e não podendo mandar todos, deverão mandar aqueles que o Povo escolheu, os verdadeiros delegados do Povo. ... Andamos a "soberanar" mal cumócaraças... com delegados destes! Aprendamos a "soberanar", caraças!
Carlos Jesus gil
Carlos Jesus gil
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Piegas, pois!!!
Um líder que teima em hostilizar um povo – exemplos?!... vamos só a estes: “ emigrem!”; “ custe o que custar! “; “… sermos exigentes, não sermos piegas… “; “… trincar a língua, se for preciso… “ -, dificilmente o lidera. Ora, não o liderando… Pois!
Piegas, os portugueses?! Acha que nos lamentamos muito, sr. primeiro?!
Inteligência emocional, precisa-se!… na governação deste país, na governança do mundo.
Carlos Jesus Gil
Piegas, os portugueses?! Acha que nos lamentamos muito, sr. primeiro?!
Inteligência emocional, precisa-se!… na governação deste país, na governança do mundo.
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Cimeira de Bruxelas
Foi aprovada, no Conselho Europeu de 30 de Janeiro, a famosa “regra de
ouro” da disciplina orçamental - o défice orçamental não poderá
ultrapassar os 0,5%; a dívida pública não poderá ir além dos 60% do
PIB. Não sei como conseguirão os srs. tecnocratas europeus impulsionar
o imprescindível crescimento económico com tão enormes restrições, mas
"acredito" que eles lá sabem. Será que almejam um mundo de países
livres de dívida, com dívida zero?! Isso, julgo, só aconteceu na
Roménia, no tempo do ditador Ceausescu, à custa bem sabemos de quem.
Afinal, a montanha pariu um... uma formiga! Austeridade, mais
austeridade, mais austeridade... De Agenda Económica, a agora – só
agora! – tão propalada, por tão enorme ser a nossa necessidade dela,
muito pouco. Falou-se da urgência em fazer crescer positivamente a
Economia, do combate ao desemprego, mas muito pouco de soluções, a
tónica continua na “sagrada “austeridade.
Portanto houve, sim, Agenda Económica, porém apenas uma daquelas
pequeninas, pois, uma agendazita de bolso.
Carlos Jesus Gil
ouro” da disciplina orçamental - o défice orçamental não poderá
ultrapassar os 0,5%; a dívida pública não poderá ir além dos 60% do
PIB. Não sei como conseguirão os srs. tecnocratas europeus impulsionar
o imprescindível crescimento económico com tão enormes restrições, mas
"acredito" que eles lá sabem. Será que almejam um mundo de países
livres de dívida, com dívida zero?! Isso, julgo, só aconteceu na
Roménia, no tempo do ditador Ceausescu, à custa bem sabemos de quem.
Afinal, a montanha pariu um... uma formiga! Austeridade, mais
austeridade, mais austeridade... De Agenda Económica, a agora – só
agora! – tão propalada, por tão enorme ser a nossa necessidade dela,
muito pouco. Falou-se da urgência em fazer crescer positivamente a
Economia, do combate ao desemprego, mas muito pouco de soluções, a
tónica continua na “sagrada “austeridade.
Portanto houve, sim, Agenda Económica, porém apenas uma daquelas
pequeninas, pois, uma agendazita de bolso.
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Todos aos capacetes!
Mais uma Cimeira Europeia... tantas, em tão pouco tempo! Em todas, eles, lá do cimo da cimeira, têm mandado pedregulhos, enormes penhas. Vamos lá a ver se começam ao menos a arremessar pequenos calhaus rolados... os danos sempre serão menores. Pelo sim pelo não, capacetes, todos aos capacetes!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Ó Sr. Presidente!
Pessoal, bom mesmo é que este fim-de-semana traga assim uma grande polémica futebolística para fazer esquecer aquela trapalhada do Sr. Presidente Cavaco... E tb a do sr. Primeiro ministro que veio dizer, de certa forma e por outras palavras, que ele tem que pagar como os outros, como se de facto o Sr. da Belém portuguesa vivesse com dificuldades económicas, tendo mesmo que recorrer às suas poupanças de décadas para as colmatar.
Venham ao terreno, mas in situ mesmo, Srs. do Poder!
Venham ao terreno, mas in situ mesmo, Srs. do Poder!
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Dividir para melhor reinar!
... Ai UGT, UGT, quem te viu e quem te vê!!!
E deram "eles" o exemplo da Auto Europa!... Esse colosso funciona bem, sabe conversar, comunicar, negociar, "concertar"... adaptar-se às conjunturas. Para além do mais, soube estruturar-se bem. Sabiam que a empresa-mãe tem um Conselho Fiscal com poder efectivo e
enorme, por exemplo ao nível das reestruturações da empresa, no qual 50% dos seus elementos são eleitos pelos trabalhadores da mesma, mais, que qualquer decisão de maior monta carece de 80% dos votos neste conselho, logo dos votos dos representantes dos trabalhadores?... Aqui, nesta empresa-exemplo, todos, os de cima e os de baixo, trabalham, lutam pelo bem da empresa no seu todo... pelo seu próprio bem. Fazem-no de vontade, pois sabem com o que contam, e que as "contas" são bem feitas.
Comparar o "banco de horas" desta empresa com o que é proposto no documento agora assinado na dita Concertação Social, dar esta empresa como exemplo nesta e noutras medidas, é, no mínimo, má fé.
Carlos Jesus Gil
E deram "eles" o exemplo da Auto Europa!... Esse colosso funciona bem, sabe conversar, comunicar, negociar, "concertar"... adaptar-se às conjunturas. Para além do mais, soube estruturar-se bem. Sabiam que a empresa-mãe tem um Conselho Fiscal com poder efectivo e
enorme, por exemplo ao nível das reestruturações da empresa, no qual 50% dos seus elementos são eleitos pelos trabalhadores da mesma, mais, que qualquer decisão de maior monta carece de 80% dos votos neste conselho, logo dos votos dos representantes dos trabalhadores?... Aqui, nesta empresa-exemplo, todos, os de cima e os de baixo, trabalham, lutam pelo bem da empresa no seu todo... pelo seu próprio bem. Fazem-no de vontade, pois sabem com o que contam, e que as "contas" são bem feitas.
Comparar o "banco de horas" desta empresa com o que é proposto no documento agora assinado na dita Concertação Social, dar esta empresa como exemplo nesta e noutras medidas, é, no mínimo, má fé.
Carlos Jesus Gil
Sábado, 7 de Janeiro de 2012
A Maçonaria na ordem do dia
Como para qualquer outra organização que preze o secretismo - ainda que possa tolerar excepções -, por mais filantrópicas que sejam as suas intenções, como por exemplo a solidariedade entre irmãos, é eticamente questionável que um membro da Maçonaria exerça cargos públicos, políticos ou não. A possível existência de princípios únicos e próprios à Irmandade pode legitimar a desconfiança, por parte da Sociedade em geral, de que alguns deles colidem com o Bem Público.
Bem, atendendo a este raciocínio, podemos ser levados a questionar seriamente a admissão de elementos de organizações como a Maçonaria e quejandas em instituições como o Parlamento, sede “real” da Democracia representativa. Podemos aceitar e acreditar em deputados maçónicos, de uma ou outra Loja?; podemos aceitá-los da Opus Dei?... Depende... obviamente da pessoa, da sua competência mas fundamentalmente do seu carácter. Terá a pessoa, depois de eleita, que clarificar na sua declaração de interesses que pertence a esta ou aquela organização? Não, decididamente! Deve fazê-lo, isso sim, antes, bem antes, aquando da constituição das listas de candidatos às legislativas. O Povo tem direito a uma total transparência, a saber em quem vota!
Carlos Jesus Gil
Bem, atendendo a este raciocínio, podemos ser levados a questionar seriamente a admissão de elementos de organizações como a Maçonaria e quejandas em instituições como o Parlamento, sede “real” da Democracia representativa. Podemos aceitar e acreditar em deputados maçónicos, de uma ou outra Loja?; podemos aceitá-los da Opus Dei?... Depende... obviamente da pessoa, da sua competência mas fundamentalmente do seu carácter. Terá a pessoa, depois de eleita, que clarificar na sua declaração de interesses que pertence a esta ou aquela organização? Não, decididamente! Deve fazê-lo, isso sim, antes, bem antes, aquando da constituição das listas de candidatos às legislativas. O Povo tem direito a uma total transparência, a saber em quem vota!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
China... à Futre
O governo neoliberal que gere a coisa pública em Portugal não quer o Estado na Economia… peço esculpa, não quer o Estado português, se for outro, por exemplo o chinês, isso já pode ser.
Bem, cá para nós, prefiro o Estado chinês à maioria das empresas alemãs!... O engraçado é o paradoxo: PSD; CDS; China… em negociações directas e cordiais!! É bom…é excelente, preconceitos para trás das costas.
Ora, a lógica e o bom senso imperaram. Em ambas as partes. Os chineses consciencializaram-se do verdadeiro potencial da EDP, nas vantagens que a sua entrada na companhia lhes traz: Para já, são treze os países onde a eléctrica nacional se encontra - em pujança, diga-se! Depois, claro, são portas abertas à Europa, África, América… sim, eles já lá estão, mas não desta forma tão vincada. O negócio EDP não é, e os chineses sabem-no, despiciendo. O facto de a empresa ainda sedeada em Portugal ser uma referência mundial nas energias renováveis – para tal muito contribuiu o consulado se Sócrates, diga-se também! – é uma enorme mais-valia. A Three Gorges Corporation pesou tudo isto com balança de ourives.
Este mega negócio escancara as portas, aos chineses, a mercados importantíssimos, ao mesmo tempo que inaugura um “divisoduto” da China para Portugal… Proporciona-nos o primeiro treino de musculação financeira para enfrentar os famosos “mercados” e as agências de notação financeira, pois outros pipelines financeiros virão “ por simpatia “. Já se fala no BCP, numa fábrica de aerogeradores, numa outra de automóveis… Daí eu ir ainda mais longe: este é também o início do ginásio financeiro que afastará, pelo menos por tempo apreciável, as dúvidas sobre o futuro da Economia portuguesa. Ainda mais longe – lírico, não?!... Talvez não. - : Portugal a contribuir para a estabilidade da Zona Euro, do próprio euro… Portugal, um potente candidato à saída. Ele há coisas!
Carlos Jesus Gil
Bem, cá para nós, prefiro o Estado chinês à maioria das empresas alemãs!... O engraçado é o paradoxo: PSD; CDS; China… em negociações directas e cordiais!! É bom…é excelente, preconceitos para trás das costas.
Ora, a lógica e o bom senso imperaram. Em ambas as partes. Os chineses consciencializaram-se do verdadeiro potencial da EDP, nas vantagens que a sua entrada na companhia lhes traz: Para já, são treze os países onde a eléctrica nacional se encontra - em pujança, diga-se! Depois, claro, são portas abertas à Europa, África, América… sim, eles já lá estão, mas não desta forma tão vincada. O negócio EDP não é, e os chineses sabem-no, despiciendo. O facto de a empresa ainda sedeada em Portugal ser uma referência mundial nas energias renováveis – para tal muito contribuiu o consulado se Sócrates, diga-se também! – é uma enorme mais-valia. A Three Gorges Corporation pesou tudo isto com balança de ourives.
Este mega negócio escancara as portas, aos chineses, a mercados importantíssimos, ao mesmo tempo que inaugura um “divisoduto” da China para Portugal… Proporciona-nos o primeiro treino de musculação financeira para enfrentar os famosos “mercados” e as agências de notação financeira, pois outros pipelines financeiros virão “ por simpatia “. Já se fala no BCP, numa fábrica de aerogeradores, numa outra de automóveis… Daí eu ir ainda mais longe: este é também o início do ginásio financeiro que afastará, pelo menos por tempo apreciável, as dúvidas sobre o futuro da Economia portuguesa. Ainda mais longe – lírico, não?!... Talvez não. - : Portugal a contribuir para a estabilidade da Zona Euro, do próprio euro… Portugal, um potente candidato à saída. Ele há coisas!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
Agências de rating... o ataque continua
A propósito da nova investida das “praquéquesservem” agências de
rating, actividade terciária por certo muitíssimo bem paga – e,
pasme-se!, também por aqueles que deitam abaixo -, ocorre-me um
pequeno sketch ilustrativo… Sim, pois se não é do…, é das calças!
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau
ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau –
a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui
na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa –
mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem
jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu
amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha
motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa de
Algures B?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas
isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já
tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos
há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor,
pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho,
que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “;
“ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao
menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era
suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo
funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão
faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão
grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro
dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui!
“… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó
pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que é assim!
Carlos Jesus Gil
rating, actividade terciária por certo muitíssimo bem paga – e,
pasme-se!, também por aqueles que deitam abaixo -, ocorre-me um
pequeno sketch ilustrativo… Sim, pois se não é do…, é das calças!
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau
ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau –
a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui
na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa –
mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem
jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu
amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha
motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa de
Algures B?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas
isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já
tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos
há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor,
pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho,
que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “;
“ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao
menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era
suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo
funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão
faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão
grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro
dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui!
“… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó
pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que é assim!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Lei redundante
LEI REDUNDANTE
Como tantas outras, neste país atavicamente prolífico no acto de legislar, a nova lei que visa penalizar o enriquecimento ilícito é deveras redundante – estamos habituados! -, mais: é inútil. Então não existe já legislação que penaliza o branqueamento de capitais, a fuga ao fisco, a corrupção, o roubo, o furto…?! Não é cada um destes crimes uma forma de enriquecer ilicitamente?!... Hummm, legislar sob pressão pública… ou apenas “ para inglês ver”!... “tá mal”, digo eu!
Bem, no que a esta diz respeito ainda há “aquela” da inversão do ónus de prova. Mas isso fica ao cuidado do senhor Presidente da República e do Tribunal Constitucional.
Carlos Jesus Gil
Como tantas outras, neste país atavicamente prolífico no acto de legislar, a nova lei que visa penalizar o enriquecimento ilícito é deveras redundante – estamos habituados! -, mais: é inútil. Então não existe já legislação que penaliza o branqueamento de capitais, a fuga ao fisco, a corrupção, o roubo, o furto…?! Não é cada um destes crimes uma forma de enriquecer ilicitamente?!... Hummm, legislar sob pressão pública… ou apenas “ para inglês ver”!... “tá mal”, digo eu!
Bem, no que a esta diz respeito ainda há “aquela” da inversão do ónus de prova. Mas isso fica ao cuidado do senhor Presidente da República e do Tribunal Constitucional.
Carlos Jesus Gil
Domingo, 21 de Agosto de 2011
2012 - Mudança de Paradigma
2012 – Mudança de Paradigma
Os comportamentos governamentais;
A Economia e as Finanças;
O comportamento da Sociedade;
A supremacia do materialismo face ao espiritualismo;
Sinais em mudanças nos tópicos supra;
Catástrofes naturais ( sempre as houve, bem sei, só que agora... pois! );
Alterações climáticas ( também as houve ancestralmente, mas nos tempos
que correm... );
Manifestas vontades dos poderosos em mitigar os problemas, mas nunca
um verdadeiro compromisso. Parece que forças superiores impedem o
progresso das políticas da verdade!
Tudo isto, forçosamente, vai levar a um limite… Será 2012?
Pode ser. A sê-lo, acredito que o que os Maias previram foi uma
inevitável mudança de paradigma. Só com novas filosofias de fruir o
planeta haverá futuro "perene"!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Carta aberta ao professor Marcelo
Exmo Sr.
Professor Marcelo Rebelo de Sousa, gostaria que, caso veja pertinência na questão, falasse sobre esta inusitada e incoerente - a meu ver - decisão de aumentar o nº de "Chair-Men" na Caixa Geral de depósitos. Onde se enquadra isto na prometida e necessária redução da Despesa?!... Mais, a Caixa até vai necessitar - se a lógica funcionar - de um menor nº de executivos, pois vai deixar de ter responsabilidades no BPN.
Carlos Jesus Gil
Professor Marcelo Rebelo de Sousa, gostaria que, caso veja pertinência na questão, falasse sobre esta inusitada e incoerente - a meu ver - decisão de aumentar o nº de "Chair-Men" na Caixa Geral de depósitos. Onde se enquadra isto na prometida e necessária redução da Despesa?!... Mais, a Caixa até vai necessitar - se a lógica funcionar - de um menor nº de executivos, pois vai deixar de ter responsabilidades no BPN.
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Efeito de Dominó e o Rating
EFEITO DE DOMINÓ E O RATING
…
Por exemplo: há uns anos atrás, já lá vão uns quantos!, um ser humano,
em momento " Eureka ", concebeu um perfeito instrumento de afinação
ajustável, indispensável à " harmonia " da requintada " Orquestra
Especulação " … Sim, a " Agência de Rating "... Foi mais uma peça que
caiu. Antes, porém, outras peças caíram para que aquela, aquele
patamar do conhecimento musical fosse alcançado.
Sim, as peças que hoje caiem estão a ser empurradas por outras, que já
o foram por muitas outras por aí ancestralmente fora.
Obviamente, também podemos evocar o caso daquele cantor famoso que só
o é porque na hora XPTO o grande produtor resolveu, porque algo
concorreu para tal, ir tomar um copo ao bar de Beltrano… Tantas peças
que caíram para que o iluminado produtor pudesse encontrar o talentoso
cantor!
É, de facto, uma questão de toques em cadeia… é claro que é possível
desenhar e redesenhar o percurso, mas…há um limite para a inflexão. A
peça de trás só tomba a da frente se lhe tocar até determinada secção.
A primeira foi empurrada!... Desde aí... Se algum dia uma não cair…, é o nada!
Não temo; haverá sempre peças… a cair! Mas, estejamos atentos ao
desenho! Ao notarmos que um traço não encaixa na estética possível,
aproveitemos a margem de redesenho que temos... Ai aquela do
Rating!... Ainda podemos!
Carlos Jesus Gil
…
Por exemplo: há uns anos atrás, já lá vão uns quantos!, um ser humano,
em momento " Eureka ", concebeu um perfeito instrumento de afinação
ajustável, indispensável à " harmonia " da requintada " Orquestra
Especulação " … Sim, a " Agência de Rating "... Foi mais uma peça que
caiu. Antes, porém, outras peças caíram para que aquela, aquele
patamar do conhecimento musical fosse alcançado.
Sim, as peças que hoje caiem estão a ser empurradas por outras, que já
o foram por muitas outras por aí ancestralmente fora.
Obviamente, também podemos evocar o caso daquele cantor famoso que só
o é porque na hora XPTO o grande produtor resolveu, porque algo
concorreu para tal, ir tomar um copo ao bar de Beltrano… Tantas peças
que caíram para que o iluminado produtor pudesse encontrar o talentoso
cantor!
É, de facto, uma questão de toques em cadeia… é claro que é possível
desenhar e redesenhar o percurso, mas…há um limite para a inflexão. A
peça de trás só tomba a da frente se lhe tocar até determinada secção.
A primeira foi empurrada!... Desde aí... Se algum dia uma não cair…, é o nada!
Não temo; haverá sempre peças… a cair! Mas, estejamos atentos ao
desenho! Ao notarmos que um traço não encaixa na estética possível,
aproveitemos a margem de redesenho que temos... Ai aquela do
Rating!... Ainda podemos!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Viva Souto Moura Viva Portugal!
A propósito do Face Book e da sua constante curiosidade... bem, a propósito tb de algo muito importante, creiam!, para nós portugueses, aí vai:
Em que estou a pensar?... Olha, Face, estou a pensar que os portugueses, na sua maioria, não são, de todo, como a senhora Merkel os definiu. Tb aqui moram a excelência e o trabalho. O Pritzker, sim, o Nobel da Arquitectura, vem pela segunda vez para Portugal. Quantos países, dos desenvolvidíssimos, se dão a esse "luxo"?
Viva Souto Moura; Viva Siza Vieira; Viva Portugal!... Lá fora é k é bom..., mas... acabemos com isso!... Até pq o "lá fora" é muita Geografia!
Carlos Jesus Gil
Em que estou a pensar?... Olha, Face, estou a pensar que os portugueses, na sua maioria, não são, de todo, como a senhora Merkel os definiu. Tb aqui moram a excelência e o trabalho. O Pritzker, sim, o Nobel da Arquitectura, vem pela segunda vez para Portugal. Quantos países, dos desenvolvidíssimos, se dão a esse "luxo"?
Viva Souto Moura; Viva Siza Vieira; Viva Portugal!... Lá fora é k é bom..., mas... acabemos com isso!... Até pq o "lá fora" é muita Geografia!
Carlos Jesus Gil
Domingo, 29 de Maio de 2011
A Ricardina e o monstro do Loch Ness
Repostagem
A RICARDINA E O MONSTRO
Embora de um modo bastante subliminar, suponho ser esta a segunda vez que neste blog à minha terra faço referência. É que, para além de generalista, pretendo-o um albergue do ecletismo que é o todo. Não tenho absolutamente nada contra bairrismos, localismos, regionalismos, chauvinismos… palavra!, só que aqui não. Aqui cabe a ecúmena e tudo o que a ela e aos que a tornam o que é diz respeito; aqui cabe o ecumenismo, entendendo o termo no parto mais directo de “ecúmena”; aqui cabe o mundo, como o entendo, o Cosmos… assim me venha à real gana!
Mas o que me fez, afinal, pegar hoje na esferográfica?... Não, não foi apenas o inegável facto de me encontrar a entediar, sabe-se lá porquê!, e de detestar “ Palavras Cruzadas ”. A verdade é que pretendo partilhar convosco uma lenda da minha terra. Ora vamos lá então, sem mais delongas: desde a idade em que jogava ao pião e trocava cromos, que ouço - esporadicamente, diga-se, que não fazem disso obsessão! - gentes da minha vizinhança aludirem à Carpa Ricardina. Segundo a oralidade documental, a esplêndida, embora esquecida, lagoa de água doce – doce, só porque vedado lhe está o sal que mora a escassos metros, do outro lado da duna primária; doce, mas sem açúcar, portanto! -, a Barrinha, onde tantas vezes nadei e pesquei, é, há décadas, largas, habitada por animal tão grande e arisco que, não fora esta confortável singularidade de simultaneidade de qualidades, e já alguém o teria fotografado… ou filmado. Sim, que de há muito que existem meios, e gente de máquinas em riste é o que não falta todo o ano por cima da dita a deslizar em rústicos – ok, senhores conhecedores, a maior parte já são daqueles foleirotes à brava. Eu sei que a Barrinha agora mais se parece com um parque Disney! – barquinhos. Refiro-me, pois à Carpa Ricardina… Que fulano a viu, beltrano e sicrano a avistaram, disso não existam dúvidas! O problema é que, como sabemos, a bicha é arisca… e depois parece que conhece de ginjeira quem fotografa ou filma e se apresenta munido dos respectivos apetrechos. Mais, acho que tem radar que avisa destas coisas!... De maneira que a, dizem, monstruosa mas bela carpa, só aparece de vez em quando e a quem ela bem entende e que ache sozinho, outra das condições pelo animal impostas.
Ora bem, tirando o facto de ainda ninguém do desenho, da pintura, das revistas, dos livros e do cinema se ter ocupado, por uma vez que fosse, da Ricardina; posto fora também, e aqui em jeito de especulação, a questão do tamanho, temos que a Ricardina se encontra para a Barrinha como o mítico monstro nórdico se encontra para o Loch Ness.
… Agora que terminei o texto, é que me dou conta de que há buéréré que ninguém fala nem dum nem doutro. Será que já ninguém alucina!?... Esta saiu-me assim a modos que furtivamente… ou não!
Carlos Jesus Gil
A RICARDINA E O MONSTRO
Embora de um modo bastante subliminar, suponho ser esta a segunda vez que neste blog à minha terra faço referência. É que, para além de generalista, pretendo-o um albergue do ecletismo que é o todo. Não tenho absolutamente nada contra bairrismos, localismos, regionalismos, chauvinismos… palavra!, só que aqui não. Aqui cabe a ecúmena e tudo o que a ela e aos que a tornam o que é diz respeito; aqui cabe o ecumenismo, entendendo o termo no parto mais directo de “ecúmena”; aqui cabe o mundo, como o entendo, o Cosmos… assim me venha à real gana!
Mas o que me fez, afinal, pegar hoje na esferográfica?... Não, não foi apenas o inegável facto de me encontrar a entediar, sabe-se lá porquê!, e de detestar “ Palavras Cruzadas ”. A verdade é que pretendo partilhar convosco uma lenda da minha terra. Ora vamos lá então, sem mais delongas: desde a idade em que jogava ao pião e trocava cromos, que ouço - esporadicamente, diga-se, que não fazem disso obsessão! - gentes da minha vizinhança aludirem à Carpa Ricardina. Segundo a oralidade documental, a esplêndida, embora esquecida, lagoa de água doce – doce, só porque vedado lhe está o sal que mora a escassos metros, do outro lado da duna primária; doce, mas sem açúcar, portanto! -, a Barrinha, onde tantas vezes nadei e pesquei, é, há décadas, largas, habitada por animal tão grande e arisco que, não fora esta confortável singularidade de simultaneidade de qualidades, e já alguém o teria fotografado… ou filmado. Sim, que de há muito que existem meios, e gente de máquinas em riste é o que não falta todo o ano por cima da dita a deslizar em rústicos – ok, senhores conhecedores, a maior parte já são daqueles foleirotes à brava. Eu sei que a Barrinha agora mais se parece com um parque Disney! – barquinhos. Refiro-me, pois à Carpa Ricardina… Que fulano a viu, beltrano e sicrano a avistaram, disso não existam dúvidas! O problema é que, como sabemos, a bicha é arisca… e depois parece que conhece de ginjeira quem fotografa ou filma e se apresenta munido dos respectivos apetrechos. Mais, acho que tem radar que avisa destas coisas!... De maneira que a, dizem, monstruosa mas bela carpa, só aparece de vez em quando e a quem ela bem entende e que ache sozinho, outra das condições pelo animal impostas.
Ora bem, tirando o facto de ainda ninguém do desenho, da pintura, das revistas, dos livros e do cinema se ter ocupado, por uma vez que fosse, da Ricardina; posto fora também, e aqui em jeito de especulação, a questão do tamanho, temos que a Ricardina se encontra para a Barrinha como o mítico monstro nórdico se encontra para o Loch Ness.
… Agora que terminei o texto, é que me dou conta de que há buéréré que ninguém fala nem dum nem doutro. Será que já ninguém alucina!?... Esta saiu-me assim a modos que furtivamente… ou não!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 28 de Maio de 2011
Conto que parece inacabado
Repostagem
CONTO QUE PARECE INACABADO
Podia rechaçá-los com a facilidade com que, antes do cavalo, troianos rechaçaram “gregos” naquela factual, ou não, batalha do simultaneamente belo e brutal, como todos os outros, mundo clássico… Qual quê?!! Comparação impossível! Nem sequer se trataria de facilidade; facilidade requer esforço… algum. Seria tal a ausência de dificuldade, que o vocábulo fácil, ou qualquer outro da sua família, não acolhe a tradução do não esforço total necessário ao arremesso de.
Podia, mas não o fez! Fez, sim… é que d’ele se trata, não de mim. A mim, todo o esforço do mundo de nada serviria. Eles avançariam, eles irromperiam muralhas adentro como espada amolada em guerreiro sem armadura.
Teria sido tão fácil metê-los a todos na linha!... Um estalar de dedos… nem tanto… só um toque… menos, só um processo mental. Entanto, preferiu tocar piano. Eles perturbavam, mas ele tocava piano!
E é o que tem feito desde então; é o que já fazia; é o que fará. Toca piano. Umas vezes piano, outras forte.
Carlos Jesus Gil
CONTO QUE PARECE INACABADO
Podia rechaçá-los com a facilidade com que, antes do cavalo, troianos rechaçaram “gregos” naquela factual, ou não, batalha do simultaneamente belo e brutal, como todos os outros, mundo clássico… Qual quê?!! Comparação impossível! Nem sequer se trataria de facilidade; facilidade requer esforço… algum. Seria tal a ausência de dificuldade, que o vocábulo fácil, ou qualquer outro da sua família, não acolhe a tradução do não esforço total necessário ao arremesso de.
Podia, mas não o fez! Fez, sim… é que d’ele se trata, não de mim. A mim, todo o esforço do mundo de nada serviria. Eles avançariam, eles irromperiam muralhas adentro como espada amolada em guerreiro sem armadura.
Teria sido tão fácil metê-los a todos na linha!... Um estalar de dedos… nem tanto… só um toque… menos, só um processo mental. Entanto, preferiu tocar piano. Eles perturbavam, mas ele tocava piano!
E é o que tem feito desde então; é o que já fazia; é o que fará. Toca piano. Umas vezes piano, outras forte.
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Liberdade absoluta?... Só assim:
LIBERDADE ABSOLUTA?... SÓ ASSIM:
… Só quando o eu que somos se livrar por completo da influência que sofre, a todo o instante, das ondas - vindas de todos os tempos - que o atingem, do corpo que possui, do arquétipo material que habita e pelo qual os outros pensam que o conhecem!
Será possível?; será desejável?
Carlos Jesus Gil
… Só quando o eu que somos se livrar por completo da influência que sofre, a todo o instante, das ondas - vindas de todos os tempos - que o atingem, do corpo que possui, do arquétipo material que habita e pelo qual os outros pensam que o conhecem!
Será possível?; será desejável?
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Partido Popular Monárquico... Ai coerência!
PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO… AI COERÊNCIA!
Assisti, hoje, na SIC, a uma entrevista ao líder do PPM. A mesma insere-se num justíssimo programa que visa proporcionar “oportunidade” a pequenos Partidos sem assento parlamentar – os mesmos, ainda que não tenham conseguido eleger qualquer deputado, viram a sua votação global subir, de forma não despicienda, nas últimas legislativas –, de fazerem passar as suas ideias a respeito do país.
Bem, mas o que assim de tão importante, ou não, me induz, a tal entrevista, à escrita deste pequeno texto? Tão somente o seguinte: a dada altura, no devido contexto, é claro, podemos ouvir defender, o senhor representante máximo do PPM, que do seu programa consta a abolição da chamada nomeação política, que os cargos deverão ser preenchidos, via concurso público, por quem maior competência demonstrar entre os concorrentes! Ora, a ausência de coerência encontra-se precisamente aqui. Então como pode alguém que defende que o cargo de mais elevado magistrado da nação seja ocupado por legado, pugnar por concurso para todos os outros cargos institucionais da República/Monarquia?!
Há qualquer coisa aqui que não bate certo, não acham?
Carlos Jesus Gil
Assisti, hoje, na SIC, a uma entrevista ao líder do PPM. A mesma insere-se num justíssimo programa que visa proporcionar “oportunidade” a pequenos Partidos sem assento parlamentar – os mesmos, ainda que não tenham conseguido eleger qualquer deputado, viram a sua votação global subir, de forma não despicienda, nas últimas legislativas –, de fazerem passar as suas ideias a respeito do país.
Bem, mas o que assim de tão importante, ou não, me induz, a tal entrevista, à escrita deste pequeno texto? Tão somente o seguinte: a dada altura, no devido contexto, é claro, podemos ouvir defender, o senhor representante máximo do PPM, que do seu programa consta a abolição da chamada nomeação política, que os cargos deverão ser preenchidos, via concurso público, por quem maior competência demonstrar entre os concorrentes! Ora, a ausência de coerência encontra-se precisamente aqui. Então como pode alguém que defende que o cargo de mais elevado magistrado da nação seja ocupado por legado, pugnar por concurso para todos os outros cargos institucionais da República/Monarquia?!
Há qualquer coisa aqui que não bate certo, não acham?
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
A cabra
A noite passada fui ao Parque... à Queima de Coimbra... ao queimódromo, claro! Mudam-se os tempos, ficam as vontades :)
Bem, daí esta repostagem:
A CABRA
Dois amigos, hoje no café:
- Ontem apanhei uma cabra com mais de cinco litros.
- Litros?!
- Sim, litros.
- Desculpa, quilos!
- Não, desculpa tu! Litros!
- Ahhhhh, dessas!
Carlos Jesus Gil
Bem, daí esta repostagem:
A CABRA
Dois amigos, hoje no café:
- Ontem apanhei uma cabra com mais de cinco litros.
- Litros?!
- Sim, litros.
- Desculpa, quilos!
- Não, desculpa tu! Litros!
- Ahhhhh, dessas!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
O Benfica e a relva
Eh, bom pessoal benfiquista, a malta já sabia que vocês cuidam do relvado como ninguém... eh pá, pessoal, como é possível, então, - até parece mentira! - terem-se esquecido que para além da imprescindível aguinha, a relva necessita, igualmente, de, entre outras coisas, luz?!... A fotossíntese, pois! :)
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
Os primórdios do MP3
OS PRIMÓRDIOS DO MP3
A Música Mecânica Programada, designação atribuída aos belos, ou não!, fonemas melodiosos, com harmonia subjacente, que dão vida às caixinhas de música e aos realejos, aparece pela primeira vez com estes em finais do século XVII.
Aplicação genial do mecanismo de cordas dos relógios suíços!
As grafonolas?!... Não! Muito antes desses vetustos objectos, muito antes…
Pois, a Geografia do ouvinte, do melómano, democratiza-se… Sim, não era só para os ricos. Ouvia-se música nas feiras, nesses ancestrais Centros Comercias a céu aberto efémera e periodicamente plantados, tal como, felizmente, ainda hoje – há humanismos que teimam… força! O Povo atrasava as compras… parece que os estou a ver!...; vendedores enganavam-se nos “trocos”, conferindo o primado da atenção aos realejos.
A necessidade da presença dos músicos acabava de resignar… Bom? Sim e não, mas isso é outra história… ou para outra estória.
… A pujança tecnológica sempre a impor-se. Por vezes a facilitar. Quase sempre. Porém, bem, porém, e como dizia o enorme Walt Whitman, “ … a mínima articulação da minha mão escarnece de toda a maquinaria. “
Ok, vejam com que é que carregam o MP3! O aparelho não tem culpa…!
Carlos Jesus Gil
A Música Mecânica Programada, designação atribuída aos belos, ou não!, fonemas melodiosos, com harmonia subjacente, que dão vida às caixinhas de música e aos realejos, aparece pela primeira vez com estes em finais do século XVII.
Aplicação genial do mecanismo de cordas dos relógios suíços!
As grafonolas?!... Não! Muito antes desses vetustos objectos, muito antes…
Pois, a Geografia do ouvinte, do melómano, democratiza-se… Sim, não era só para os ricos. Ouvia-se música nas feiras, nesses ancestrais Centros Comercias a céu aberto efémera e periodicamente plantados, tal como, felizmente, ainda hoje – há humanismos que teimam… força! O Povo atrasava as compras… parece que os estou a ver!...; vendedores enganavam-se nos “trocos”, conferindo o primado da atenção aos realejos.
A necessidade da presença dos músicos acabava de resignar… Bom? Sim e não, mas isso é outra história… ou para outra estória.
… A pujança tecnológica sempre a impor-se. Por vezes a facilitar. Quase sempre. Porém, bem, porém, e como dizia o enorme Walt Whitman, “ … a mínima articulação da minha mão escarnece de toda a maquinaria. “
Ok, vejam com que é que carregam o MP3! O aparelho não tem culpa…!
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
Necessidade vital
NECESSIDADE VITAL
E não há meio…
O problema persiste, porfia que nem o mais acintoso dos birrentos. Subsiste porque “eles” esquecem a vital necessidade: Interacção e Complementaridade.
A Aldeia nunca será, em verdade, Global sem aquelas. Desconchavo, pensar-se o contrário, negligenciar o impreterível!... Já viram alguma equipa de futebol a jogar só com avançados?
Não há muito, quando ainda toda a Geografia era local, compreendia-se bem melhor isto de que falo.
Palavra!
Carlos Jesus Gil
09/02/2011
E não há meio…
O problema persiste, porfia que nem o mais acintoso dos birrentos. Subsiste porque “eles” esquecem a vital necessidade: Interacção e Complementaridade.
A Aldeia nunca será, em verdade, Global sem aquelas. Desconchavo, pensar-se o contrário, negligenciar o impreterível!... Já viram alguma equipa de futebol a jogar só com avançados?
Não há muito, quando ainda toda a Geografia era local, compreendia-se bem melhor isto de que falo.
Palavra!
Carlos Jesus Gil
09/02/2011
Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
Uma questão de sermos precisos
UMA QUESTÃO DE SERMOS PRECISOS
Bem, antes de mais, devo precisar no que intento com o título deste pequeno texto… em ordem a sermos precisos!
Ora, não se tratará, pois, no dito, duma abordagem, ligeira ou muito pelo contrário, ao nosso capital de empregabilidade… pronto, ficais já a saber! Entenderam, então, que preciso tão somente que direccionem, a bem de eu ser entendido, o vosso raciocínio para a veemência da precisão em comunicação. É ou não de imperial importância entendermo-nos?... Então!...
Ok, com o pequeno diálogo - entre duas amigas quarentonas – que segue, penso ilustrar, com razoável lucidez, a questão. Aí vai:
Maria, quarenta e um anos completados em Dezembro de dois mil e dez … - Isabel, já tens idade mais que suficiente para saberes que as coisas não são bem assim!
Isabel, quarenta e quatro anos acabadinhos de festejar – Tenho, tenho sim senhora! E por isso mesmo, até porque sou mais velha do que tu!, é que te digo, reitero, aliás: estás errada, Maria! Ora pensa bem.
- Olha, em primeiro lugar não és mais velha do que eu…
- Era bom, era!... Não são muitos, mas sempre são uns anitos a menos… os teus. Vá, deixa-te de coisas!
- Não és mais velha, Isabel, vais ver que não.
- Estás boa da cabeça?! Como não sou mais velha do que tu?... Conheces bem a minha idade. Ainda há pouco me cantaste os parabéns… até foste tu quem comprou as velas! Como não sou?!
- Isabel, por te conhecer bem; por saber tão bem quanto os teus pais a tua idade, é que afirmo e reafirmo que não és mais velha do que eu.
- Miga, agora é que não entendo patavina! Estás a mangar comigo, não é? Reinas aqui com a velhinha, não?
- Não, Isabel! Toma atenção: é-se velho aos quarenta e tal anos?... bem sei que depende, mas, com tudo dentro da norma é-se velho aos quarenta e tal anos?
- Não, claro que não!
- Então?!...
- Então, o quê?
- Se não se é velho aos quarenta e tal anos de idade; se nem tu nem eu temos mais que quarenta e tal…! Ora!, assumindo a veracidade desta premissa, somos racionalmente obrigadas a chegar à consequente conclusão de que aqui não está ninguém velho, pois o nexo lógico entre aquelas existe. Logo… logo tu não és mais velha do que eu. Se não há, no universo que somos nós, velhos, não és, não podes ser mais velha do que eu. O que tu podes dizer, isso sim!, é que és menos nova do que eu.
Risos muitos…
- Tá, tens razão! Oh pá, só tu!
… Já sei, querem saber de que, afinal, conversavam elas, não?... Sei lá! Essa agora!
Carlos Jesus Gil
31/01/2011
Bem, antes de mais, devo precisar no que intento com o título deste pequeno texto… em ordem a sermos precisos!
Ora, não se tratará, pois, no dito, duma abordagem, ligeira ou muito pelo contrário, ao nosso capital de empregabilidade… pronto, ficais já a saber! Entenderam, então, que preciso tão somente que direccionem, a bem de eu ser entendido, o vosso raciocínio para a veemência da precisão em comunicação. É ou não de imperial importância entendermo-nos?... Então!...
Ok, com o pequeno diálogo - entre duas amigas quarentonas – que segue, penso ilustrar, com razoável lucidez, a questão. Aí vai:
Maria, quarenta e um anos completados em Dezembro de dois mil e dez … - Isabel, já tens idade mais que suficiente para saberes que as coisas não são bem assim!
Isabel, quarenta e quatro anos acabadinhos de festejar – Tenho, tenho sim senhora! E por isso mesmo, até porque sou mais velha do que tu!, é que te digo, reitero, aliás: estás errada, Maria! Ora pensa bem.
- Olha, em primeiro lugar não és mais velha do que eu…
- Era bom, era!... Não são muitos, mas sempre são uns anitos a menos… os teus. Vá, deixa-te de coisas!
- Não és mais velha, Isabel, vais ver que não.
- Estás boa da cabeça?! Como não sou mais velha do que tu?... Conheces bem a minha idade. Ainda há pouco me cantaste os parabéns… até foste tu quem comprou as velas! Como não sou?!
- Isabel, por te conhecer bem; por saber tão bem quanto os teus pais a tua idade, é que afirmo e reafirmo que não és mais velha do que eu.
- Miga, agora é que não entendo patavina! Estás a mangar comigo, não é? Reinas aqui com a velhinha, não?
- Não, Isabel! Toma atenção: é-se velho aos quarenta e tal anos?... bem sei que depende, mas, com tudo dentro da norma é-se velho aos quarenta e tal anos?
- Não, claro que não!
- Então?!...
- Então, o quê?
- Se não se é velho aos quarenta e tal anos de idade; se nem tu nem eu temos mais que quarenta e tal…! Ora!, assumindo a veracidade desta premissa, somos racionalmente obrigadas a chegar à consequente conclusão de que aqui não está ninguém velho, pois o nexo lógico entre aquelas existe. Logo… logo tu não és mais velha do que eu. Se não há, no universo que somos nós, velhos, não és, não podes ser mais velha do que eu. O que tu podes dizer, isso sim!, é que és menos nova do que eu.
Risos muitos…
- Tá, tens razão! Oh pá, só tu!
… Já sei, querem saber de que, afinal, conversavam elas, não?... Sei lá! Essa agora!
Carlos Jesus Gil
31/01/2011
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Mourinhemos!
E, rompendo o Protocolo: " Sou um português orgulhoso "...
Bom Povo, mourinhemos todos ao menos um bocadinho e, acreditem, a crise já era!
Vá lá, experimentemos!
PS calma, eu sei que vai levar tempo... a sermos como ele!:)
Carlos Jesus Gil
Bom Povo, mourinhemos todos ao menos um bocadinho e, acreditem, a crise já era!
Vá lá, experimentemos!
PS calma, eu sei que vai levar tempo... a sermos como ele!:)
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Olá! Festas felizes para todos.
Uma brincadeira:
ABSOLUTAMENTE SIDERADO
Até porque fica mais-em-conta mas não só, resolvi oferecer aos livros a hegemonia na minha lista de prendas a oferecer neste Natal. Não é que estes estejam ao preço-da-chuva quando a períodos desta sucedem períodos da mesma, não, mas a verdade é que sempre são bem menos caros que perfumes… e se a malta tomar banho com regularidade, bem mais úteis também.
Com o propósito exposto, entrei ontem numa loja Bertrand e, ao fim de uns largos minutos e de um feixe de livros, dirijo-me a um colaborador e pergunto se não têm nada de Woody Allen, é que um dos meus alvos anda a necessitar, como das minis aos Sábados à noite, de umas boas gargalhadas. Ele diz que não, que de momento não; eu, eh pá, senhor, isso nem parece vosso, então não é uma vergonha pr’á casa? Ele, pois, de facto… mas pronto, temos aqui o último do Ricardo Araújo Pereira… ah, e também o do Fernando Alvim! E eu, pois, é malta boa sim senhor, mas ainda não é bem a mesma coisa, pois não? Quer dizer, acho que não, mas também são bons, não concorda?, ele a dar-lhe! E continuava, porque não leva este do Alvim? E eu logo, porque a Excelência do Alvim encontramo-la numa inata dialéctica música/palavra. O homem reina no áudio, no livro, muito embora nada de despiciendo seja susceptível de ser encontrado nos seus trabalhos, a qualidade elevada não está tão exposta à neve quanto a do Ricardo. E ele, não sei bem o que é que o senhor quer dizer com isso, mas… ah, espere!, cheguei lá. Dou-lhe razão, concordo plenamente consigo. A minha deixa, dá-me razão?; concorda plenamente comigo?! Pudera!, pois se até o nosso primeiro e o senhor presidente me pedem lições, conselhos… me dizem sim a tudo! Oh homem, quem é você ao pé daqueles?! Não viu logo que eu tenho sempre razão? O nosso presidente ter-me-ia dado razão logo no início da primeira frase. O quase siderado, está a falar de que presidente, senhor cliente? Eu contador, do Cavaco, claro! Há uns tempos estivemos juntos num jantar e eu falei-lhe numas coisas de Economia e ele ficou tão assombrado que me contratou logo para seu assessor… e apresentou-me ao Sócrates, pediu-me para lhe dar um curso intensivo sobre Economia e Finanças Públicas, e também para lhe falar do Maltês do Bronze, aquele que ganhava dez e gastava onze. Olhe, daqui a três, quatro quartos-de-hora vou até Belém… e só venho lá para Maio ou Abril…Ah pois!...
Foi aí, depois daquelas últimas palavras e das reticências, que me dei conta de que fulano era já absolutamente siderado. Juntei o Ricardo aos outros, dirigi-me ao caixa e, antes de efectuar qualquer pagamento, solicitei ajuda pr’á minha vítima.
Carlos Jesus Gil
Uma brincadeira:
ABSOLUTAMENTE SIDERADO
Até porque fica mais-em-conta mas não só, resolvi oferecer aos livros a hegemonia na minha lista de prendas a oferecer neste Natal. Não é que estes estejam ao preço-da-chuva quando a períodos desta sucedem períodos da mesma, não, mas a verdade é que sempre são bem menos caros que perfumes… e se a malta tomar banho com regularidade, bem mais úteis também.
Com o propósito exposto, entrei ontem numa loja Bertrand e, ao fim de uns largos minutos e de um feixe de livros, dirijo-me a um colaborador e pergunto se não têm nada de Woody Allen, é que um dos meus alvos anda a necessitar, como das minis aos Sábados à noite, de umas boas gargalhadas. Ele diz que não, que de momento não; eu, eh pá, senhor, isso nem parece vosso, então não é uma vergonha pr’á casa? Ele, pois, de facto… mas pronto, temos aqui o último do Ricardo Araújo Pereira… ah, e também o do Fernando Alvim! E eu, pois, é malta boa sim senhor, mas ainda não é bem a mesma coisa, pois não? Quer dizer, acho que não, mas também são bons, não concorda?, ele a dar-lhe! E continuava, porque não leva este do Alvim? E eu logo, porque a Excelência do Alvim encontramo-la numa inata dialéctica música/palavra. O homem reina no áudio, no livro, muito embora nada de despiciendo seja susceptível de ser encontrado nos seus trabalhos, a qualidade elevada não está tão exposta à neve quanto a do Ricardo. E ele, não sei bem o que é que o senhor quer dizer com isso, mas… ah, espere!, cheguei lá. Dou-lhe razão, concordo plenamente consigo. A minha deixa, dá-me razão?; concorda plenamente comigo?! Pudera!, pois se até o nosso primeiro e o senhor presidente me pedem lições, conselhos… me dizem sim a tudo! Oh homem, quem é você ao pé daqueles?! Não viu logo que eu tenho sempre razão? O nosso presidente ter-me-ia dado razão logo no início da primeira frase. O quase siderado, está a falar de que presidente, senhor cliente? Eu contador, do Cavaco, claro! Há uns tempos estivemos juntos num jantar e eu falei-lhe numas coisas de Economia e ele ficou tão assombrado que me contratou logo para seu assessor… e apresentou-me ao Sócrates, pediu-me para lhe dar um curso intensivo sobre Economia e Finanças Públicas, e também para lhe falar do Maltês do Bronze, aquele que ganhava dez e gastava onze. Olhe, daqui a três, quatro quartos-de-hora vou até Belém… e só venho lá para Maio ou Abril…Ah pois!...
Foi aí, depois daquelas últimas palavras e das reticências, que me dei conta de que fulano era já absolutamente siderado. Juntei o Ricardo aos outros, dirigi-me ao caixa e, antes de efectuar qualquer pagamento, solicitei ajuda pr’á minha vítima.
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Fiabilidade
Viva pessoal!
Retomo hoje esta lavoura apenas para dizer que para nós, agricultores, é mais fiável - muito mais - a Meteorologia que os outros "senhores". E pronto, por hoje é tudo!
Carlos Jesus Gil
Retomo hoje esta lavoura apenas para dizer que para nós, agricultores, é mais fiável - muito mais - a Meteorologia que os outros "senhores". E pronto, por hoje é tudo!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010
Partilha
PARTILHA
Quero partilhar contigo
Mar
Aquilo que abnegadamente me ofereces:
O abandono do estorvo!
Carlos Jesus Gil
Quero partilhar contigo
Mar
Aquilo que abnegadamente me ofereces:
O abandono do estorvo!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 9 de Outubro de 2010
Zé-ninguém
ZÉ-NINGUÉM
Somos tantos, cerca de seis (a) mil milhões (não seis biliões, como dizem os norte-americanos).
Seis mil milhões de particularidades, de subjectividades, não obstante o muito de padrão que também se verifica.
Mas, então, porque emergem só alguns? Explicações diversas, por certo. Desde logo porque nem todos amam estar à tona; depois, bem, depois… é a ditadura da Economia a dominar toda uma série de subditaduras, todas elas alimentadas, anafadamente, com o que falta aos outros, à montanha deles.
Paradoxalmente são os leves que afundam! Paradoxalmente?, não. Só quem nunca foi a uma piscina…
a) sete mil milhões já em 2011
Escute-se o Zé-ninguém!
Às bóias!
Carlos Jesus Gil
Somos tantos, cerca de seis (a) mil milhões (não seis biliões, como dizem os norte-americanos).
Seis mil milhões de particularidades, de subjectividades, não obstante o muito de padrão que também se verifica.
Mas, então, porque emergem só alguns? Explicações diversas, por certo. Desde logo porque nem todos amam estar à tona; depois, bem, depois… é a ditadura da Economia a dominar toda uma série de subditaduras, todas elas alimentadas, anafadamente, com o que falta aos outros, à montanha deles.
Paradoxalmente são os leves que afundam! Paradoxalmente?, não. Só quem nunca foi a uma piscina…
a) sete mil milhões já em 2011
Escute-se o Zé-ninguém!
Às bóias!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
A Santidade constrói-se!
A SANTIDADE CONSTRÓI-SE
A propósito de “Sua Santidade”, o Papa
Não acredito numa Santidade por decreto ou mesmo por sufrágio universal, directo ou indirecto.
Reportando-me sem rodeios à referência/mote do texto em apreço, indo, portanto, directo ao assunto, não creio numa Santidade conferida por um colégio eleitoral constituído por homens cujo mandato advém de trabalho, estudo aturado e talvez alguma influência, não provindo, como só assim compreenderia, de delegação divina. Creio na obra de alguns dos eleitos, sim!; reconheço em todos os que senti – verdade! -, elevado grau de intelectualidade; admiro, na sua maioria, a pessoa que foram; posso até exclamar sem qualquer prurido, para casos que tais: Bendito Fumo Branco!... Agora na sua Santidade?!... A Santidade constrói-se numa vida. Podemos reconhecê-la num Papa, sim – difícil, penso, por inerências e incompatibilidades do cargo -, mas igualmente ela é possível num pescador, num pedreiro ou agricultor.
Reitero: a Santidade constrói-se, não se decreta nem é resultado de eleição!
É óbvio que se trata tão só de uma designação, mas…
Carlos Jesus Gil
A propósito de “Sua Santidade”, o Papa
Não acredito numa Santidade por decreto ou mesmo por sufrágio universal, directo ou indirecto.
Reportando-me sem rodeios à referência/mote do texto em apreço, indo, portanto, directo ao assunto, não creio numa Santidade conferida por um colégio eleitoral constituído por homens cujo mandato advém de trabalho, estudo aturado e talvez alguma influência, não provindo, como só assim compreenderia, de delegação divina. Creio na obra de alguns dos eleitos, sim!; reconheço em todos os que senti – verdade! -, elevado grau de intelectualidade; admiro, na sua maioria, a pessoa que foram; posso até exclamar sem qualquer prurido, para casos que tais: Bendito Fumo Branco!... Agora na sua Santidade?!... A Santidade constrói-se numa vida. Podemos reconhecê-la num Papa, sim – difícil, penso, por inerências e incompatibilidades do cargo -, mas igualmente ela é possível num pescador, num pedreiro ou agricultor.
Reitero: a Santidade constrói-se, não se decreta nem é resultado de eleição!
É óbvio que se trata tão só de uma designação, mas…
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Ditadura do Futuro
DITADURA DO FUTURO
"Mesmo quando tudo está bem – connosco, com os nossos -;
mesmo quando o Sol brilha e o vento assume o heterónimo de brisa;
...mesmo quando a melodia que escutamos é deveras inefável
e a harmonia que a envolve empatiza com a nossa;
mesmo quando as camisas que admiramos e defendemos
são as mais transpiradas e as que mais vezes são levantadas, à guisa de brinde; mesmo quando a química inexplicavelmente inexplicável nos torna parte dum óptimo produto de reacção;
mesmo quando tudo isto acontece em simultâneo e até o metal aparece,
mesmo assim, nunca realizamos o pleno…
Há sempre algo que obsta:
a consciência do efémero, a incerteza do Futuro!"
Ali acaba o texto tal como é no original – digamos que a primeira parte.
Dentro de algumas letras e menor número de palavras, começará a explanação da razão de tudo o supra descrito e defendido: uma Vida em Deus não pode, jamais, abdicar daquela ditadura, pois que visa, aquela mesma, um Fim Supremo e, por tal, logo a necessidade imperial de um caminho a percorrer.
Esse caminho tem, forçosamente, que nos criar incertezas, que nos privar da plenitude do presente (isto, entendendo, como julgo acontecer com os mais de nós, plenitude, viver o dia plenamente, como sinónimo de hedonismo. Não o é, tenho para mim!).Eis, pois, a parte que completa o todo. Ao contrário da primeira, esta segunda não constituirá texto por si só…
Não teria aquela força!
Carlos Jesus Gil
"Mesmo quando tudo está bem – connosco, com os nossos -;
mesmo quando o Sol brilha e o vento assume o heterónimo de brisa;
...mesmo quando a melodia que escutamos é deveras inefável
e a harmonia que a envolve empatiza com a nossa;
mesmo quando as camisas que admiramos e defendemos
são as mais transpiradas e as que mais vezes são levantadas, à guisa de brinde; mesmo quando a química inexplicavelmente inexplicável nos torna parte dum óptimo produto de reacção;
mesmo quando tudo isto acontece em simultâneo e até o metal aparece,
mesmo assim, nunca realizamos o pleno…
Há sempre algo que obsta:
a consciência do efémero, a incerteza do Futuro!"
Ali acaba o texto tal como é no original – digamos que a primeira parte.
Dentro de algumas letras e menor número de palavras, começará a explanação da razão de tudo o supra descrito e defendido: uma Vida em Deus não pode, jamais, abdicar daquela ditadura, pois que visa, aquela mesma, um Fim Supremo e, por tal, logo a necessidade imperial de um caminho a percorrer.
Esse caminho tem, forçosamente, que nos criar incertezas, que nos privar da plenitude do presente (isto, entendendo, como julgo acontecer com os mais de nós, plenitude, viver o dia plenamente, como sinónimo de hedonismo. Não o é, tenho para mim!).Eis, pois, a parte que completa o todo. Ao contrário da primeira, esta segunda não constituirá texto por si só…
Não teria aquela força!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Improvisos é connosco!
IMPROVISOS É CONNOSCO!
Eh pessoal?... Sabem por que é que John _________, senhor de uma importantíssima etiqueta de jazz norte-americana, procura músicos portugueses – “ only portuguese musicians! “ – para formar uma superbanda naquele género musical?... O quê, não sabem?! rsrsrsrsrs Ora pá, pessoal!... porq rsrsrsrsrs porq rsrsrsrsrs porque os portugueses são excelentes a improvisar! Rsrsrsrsrs
Esta está porreira, não? :)
Carlos Jesus Gil
Eh pessoal?... Sabem por que é que John _________, senhor de uma importantíssima etiqueta de jazz norte-americana, procura músicos portugueses – “ only portuguese musicians! “ – para formar uma superbanda naquele género musical?... O quê, não sabem?! rsrsrsrsrs Ora pá, pessoal!... porq rsrsrsrsrs porq rsrsrsrsrs porque os portugueses são excelentes a improvisar! Rsrsrsrsrs
Esta está porreira, não? :)
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
Olááááá
Um VIVA muito grande a todo o pessoal!
Ofereceram-me hoje um falso moleskine, falso, não insidioso! Cumpre ,tanto quanto o excelso, o desígnio de exímio guardador de palavras que traduzem ideias, emoções, banalidades e mesmo sermões.
Sem ele, ainda não era hoje que resgatava a pena... Ah, quem mo ofertou?! rsrsrsrs Uma "velhina" linda.
A minha mãe está por fora disto!
Espero k tenham todos tido um excelente Verão!
PS no caso dos meus amigos brasileiros, bem, um Inverno sem tremuras!
Carlos Jesus Gil
Um VIVA muito grande a todo o pessoal!
Ofereceram-me hoje um falso moleskine, falso, não insidioso! Cumpre ,tanto quanto o excelso, o desígnio de exímio guardador de palavras que traduzem ideias, emoções, banalidades e mesmo sermões.
Sem ele, ainda não era hoje que resgatava a pena... Ah, quem mo ofertou?! rsrsrsrs Uma "velhina" linda.
A minha mãe está por fora disto!
Espero k tenham todos tido um excelente Verão!
PS no caso dos meus amigos brasileiros, bem, um Inverno sem tremuras!
Carlos Jesus Gil
Domingo, 1 de Agosto de 2010
Não vês o leão do zoo?!
NÃO VÊS O LEÃO DO ZOO?!
Pedes-me asilo?
Sim, acoito-te.
Acoito-te
Não te resguardo
Que assim não crias defesas.
Não vês o leão do zoo?!
Carlos Jesus Gil
Pedes-me asilo?
Sim, acoito-te.
Acoito-te
Não te resguardo
Que assim não crias defesas.
Não vês o leão do zoo?!
Carlos Jesus Gil
Domingo, 25 de Julho de 2010
Contas de dividir
Contas de dividir
Se o segundo é útil
O primeiro não é fútil!
Entanto...
A voz dos peixeiros ´
É música pimba.
A azáfama do pescador
É bailado de Tchaikowski
Carlos Jesus Gil
Se o segundo é útil
O primeiro não é fútil!
Entanto...
A voz dos peixeiros ´
É música pimba.
A azáfama do pescador
É bailado de Tchaikowski
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 20 de Julho de 2010
Verdadeiro aforismo... digo eu!
Aforismo... será?:
" Lei, muralha que defende a cidade. "
O verdadeiro:
Aforismo (inventei mesmo agora):
Lei, muro de arquitectura requintada e engenharia elaborada, que protege condomínios de luxo!
Carlos Jesus Gil
" Lei, muralha que defende a cidade. "
O verdadeiro:
Aforismo (inventei mesmo agora):
Lei, muro de arquitectura requintada e engenharia elaborada, que protege condomínios de luxo!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Terça-feira, 13 de Julho de 2010
Influência
INFLUÊNCIA
Influência… Em música, em qualquer outra arte, nos comportamentos humanos, verificamos profusamente influência. Ela é uma reacção a algo, arquétipo-base, constituído/construído/concebido por um ou mais predecessores, que podemos - sem corrermos o risco de ser exagerados – designar de mestre ou mestres, ao qual se retiram traços de carisma substituindo-os por outros da autoria do influenciado.
Alguém defendeu em tempos que um discípulo só é digno do seu mestre se o prolongar e mesmo o superar… Quando isso acontece, em música, em qualquer outra arte, acrescento eu: temos sublimação!
Ora, veio isto a que propósito? De música, a propósito de música, que de todas as artes, não sendo – paradoxalmente – aquela de que mais gosto, é a que me permite um maior entendimento. E o que é que eu entendi a respeito de…, que me leva a escrever sobre influência? A observação, nesta época tão forçosamente, reitero forçosamente, rica em versões, de que, não raro, a versão supera o original… Bem sei que influência alberga um campo muito mais vasto, não se limitando às versões de temas já existentes mas integrando eivadamente dignos originais. O que observo nesta minúscula dissertação é o facto de nos depararmos cada vez mais com verdadeiras maravilhas, trabalho comparável ao de mestres ourives que tão bem conhecem a arte de transformar ouro velho e grosseiro em sublime filigrana. Certo!, ainda é maior o número de exemplos em que a arrecada genuína mais cativa, mas o inverso, que aqui trago, começa a tornar-se notado. E, notem bem, não se trata de pura subjectividade, podemos trazer à coacção o gosto do ouvinte, qualidades estéticas da obra, técnicas dos obreiros. Muitos são os exemplos que poderia referir. Deixo-vos apenas este: tema “ Don’t stop de music “, no original a Rihanna, na versão o Jamie Cullum.
Carlos Jesus Gil
Influência… Em música, em qualquer outra arte, nos comportamentos humanos, verificamos profusamente influência. Ela é uma reacção a algo, arquétipo-base, constituído/construído/concebido por um ou mais predecessores, que podemos - sem corrermos o risco de ser exagerados – designar de mestre ou mestres, ao qual se retiram traços de carisma substituindo-os por outros da autoria do influenciado.
Alguém defendeu em tempos que um discípulo só é digno do seu mestre se o prolongar e mesmo o superar… Quando isso acontece, em música, em qualquer outra arte, acrescento eu: temos sublimação!
Ora, veio isto a que propósito? De música, a propósito de música, que de todas as artes, não sendo – paradoxalmente – aquela de que mais gosto, é a que me permite um maior entendimento. E o que é que eu entendi a respeito de…, que me leva a escrever sobre influência? A observação, nesta época tão forçosamente, reitero forçosamente, rica em versões, de que, não raro, a versão supera o original… Bem sei que influência alberga um campo muito mais vasto, não se limitando às versões de temas já existentes mas integrando eivadamente dignos originais. O que observo nesta minúscula dissertação é o facto de nos depararmos cada vez mais com verdadeiras maravilhas, trabalho comparável ao de mestres ourives que tão bem conhecem a arte de transformar ouro velho e grosseiro em sublime filigrana. Certo!, ainda é maior o número de exemplos em que a arrecada genuína mais cativa, mas o inverso, que aqui trago, começa a tornar-se notado. E, notem bem, não se trata de pura subjectividade, podemos trazer à coacção o gosto do ouvinte, qualidades estéticas da obra, técnicas dos obreiros. Muitos são os exemplos que poderia referir. Deixo-vos apenas este: tema “ Don’t stop de music “, no original a Rihanna, na versão o Jamie Cullum.
Carlos Jesus Gil
Domingo, 11 de Julho de 2010
Espanha, outra vez merecidamente!
Espanha, outra vez merecidamente!
E pronto, este já lá vai. à terceira não foi de vez para a Holanda. Espanha é campeã mundial de futebol... e merecidamente, não acham?
PS só perdemos com o campeão mundial. Mas não nos desviemos do essencial: Espanha, merecidamente!
Carlos Jesus Gil
E pronto, este já lá vai. à terceira não foi de vez para a Holanda. Espanha é campeã mundial de futebol... e merecidamente, não acham?
PS só perdemos com o campeão mundial. Mas não nos desviemos do essencial: Espanha, merecidamente!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
Espanha, merecidamente!
Espanha, merecidamente!
E na final do mundial, a Espanha também... merecidamente, não acham?
Carlos Jesus Gil
E na final do mundial, a Espanha também... merecidamente, não acham?
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
Mundial, a Selecção e os portugueses
Mundial, a Selecção e os portugueses
Malta, já chega de lamentações e outras atribulações acerca de... Não, não é por ouros colossos do futebol mundial já terem deixado os hotéis da África do Sul k falo assim, é tão só porque, agora a frio, realizo que, sim, fomos eliminados, mas malta, não humilhados. Repito: não humilhados! Talvez um argentino não posa falar assim!
Carlos Jesus Gil
Malta, já chega de lamentações e outras atribulações acerca de... Não, não é por ouros colossos do futebol mundial já terem deixado os hotéis da África do Sul k falo assim, é tão só porque, agora a frio, realizo que, sim, fomos eliminados, mas malta, não humilhados. Repito: não humilhados! Talvez um argentino não posa falar assim!
Carlos Jesus Gil
Sábado, 3 de Julho de 2010
FIFA?... Outra dica!
FIFA?... OUTRA DICA
Já há dias aqui deixei uma. Então, outra:
Quando um jogador, que não o guarda-redes, impedir deliberadamente com mão ou mãos a bola de entrar na sua baliza, seria de bom tom e de suma justiça que fosse considerado golo. Evitar-se-iam potenciais injustiças… É que penalty não implica golo!
Gana, deveis sentir-vos orgulhosos!
Pequena nota: uma Alemanha de grande qualidade… demais!... A Espanha? A Espanha safou-se!
Carlos Jesus Gil
Já há dias aqui deixei uma. Então, outra:
Quando um jogador, que não o guarda-redes, impedir deliberadamente com mão ou mãos a bola de entrar na sua baliza, seria de bom tom e de suma justiça que fosse considerado golo. Evitar-se-iam potenciais injustiças… É que penalty não implica golo!
Gana, deveis sentir-vos orgulhosos!
Pequena nota: uma Alemanha de grande qualidade… demais!... A Espanha? A Espanha safou-se!
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Charada
Um pequeno e fácil desafio... para descongestionar:
Charada
Três tópicos para "adivinharem" o que estou a magicar.
- espécie de camelo
- música
- bebé
O que é?
Fácil, não?.. Também é Verão!
Carlos Jesus Gil
Charada
Três tópicos para "adivinharem" o que estou a magicar.
- espécie de camelo
- música
- bebé
O que é?
Fácil, não?.. Também é Verão!
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
"Selecção" de futebol? Hummm!
E a visão de jogo, onde está?
Bem, só agora dá para postar.
Foi mais ou menos assim: primeiro, eles fizeram o que quiseram; durante um "bocadito", eles não fizeram o que quiseram; depois voltaram a fazer o que quiseram... Ah, claro, sempre limitados ao único real poder que se lhes opôs, o de Eduardo, está claro!... Ok, concordo com vocês, benfiquistas, Coentrão esteve excelente também.
Carlos e esus Gil
Bem, só agora dá para postar.
Foi mais ou menos assim: primeiro, eles fizeram o que quiseram; durante um "bocadito", eles não fizeram o que quiseram; depois voltaram a fazer o que quiseram... Ah, claro, sempre limitados ao único real poder que se lhes opôs, o de Eduardo, está claro!... Ok, concordo com vocês, benfiquistas, Coentrão esteve excelente também.
Carlos e esus Gil
Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Negócio/ócio
NEGÓCIO/ÓCIO
O senhor das obras pr’a mim:
- Saiba!, nunca fiz negócio como forma de negação do ócio… sério, rapaz! Oh oh! Negar o ócio, eu?! Eu, que quando era “zé ninguém” tanto invejava quem o cultivava?! Eu, que lhe reconheço a virtude do impulso…sim, este ímpeto que me trouxe até aqui e que ainda hoje me invade!... Não, eu idolatro o ócio. Por ele formiguei e amigalhei… Tanto que já não dou conta de quantos migalheiros. Aliás, já não tenho migalheiros… Pois é, meu caro, foi para ser também digno dele, seu cultor, que fiz e faço freneticamente negócio… Não para o negar!
- Então, mas…?
- Pois, não diga mais nada meu rapaz. Nunca o vira eu mais magro; sei que não passei das intenções. Tenho plena consciência disso… Reconheço-me um miserável escravo do negócio… Alforria?... Hummmm!
Carlos Jesus Gil
O senhor das obras pr’a mim:
- Saiba!, nunca fiz negócio como forma de negação do ócio… sério, rapaz! Oh oh! Negar o ócio, eu?! Eu, que quando era “zé ninguém” tanto invejava quem o cultivava?! Eu, que lhe reconheço a virtude do impulso…sim, este ímpeto que me trouxe até aqui e que ainda hoje me invade!... Não, eu idolatro o ócio. Por ele formiguei e amigalhei… Tanto que já não dou conta de quantos migalheiros. Aliás, já não tenho migalheiros… Pois é, meu caro, foi para ser também digno dele, seu cultor, que fiz e faço freneticamente negócio… Não para o negar!
- Então, mas…?
- Pois, não diga mais nada meu rapaz. Nunca o vira eu mais magro; sei que não passei das intenções. Tenho plena consciência disso… Reconheço-me um miserável escravo do negócio… Alforria?... Hummmm!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Tá-se bem!
Tá-se bem!... Agora é ao "mata-mata". Venha quem vier, temos que petiscar. Logo há que arriscar!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Eh pá, tu também não estás bem em lado nenhum
Repostagem
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau – a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa – mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa do Seixo?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor, pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho, que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “; “ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui! “… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que foi assim.
Carlos Jesus Gil
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau – a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa – mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa do Seixo?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor, pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho, que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “; “ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui! “… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que foi assim.
Carlos Jesus Gil
Eh pá, tu também não estás bem em lado nenhum
Repostagem
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau – a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa – mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa do Seixo?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor, pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho, que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “; “ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui! “… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que foi assim.
Carlos Jesus Gil
Ó PÁ, TU TAMBÉM NÃO ESTÁS BEM EM LADO NENHUM!
Certa noite de determinado Verão, tendo um meu amigo em segundo grau ido com outro amigo - meu também, mas já num afastado terceiro grau – a um arraial, daquelas peculiares festas de Verão tão enraizadas aqui na nossa “jangada de pedra”, a dada altura, e já com o grão na asa – mas não um grão qualquer, que daqueles com um diâmetro já bem jeitosinho se tratava! -, pede o meu amigo em terceiro grau ao seu amigo mais directo, que era o dono do transporte - uma velha motorizada de duas mudanças no punho: “ Eh zé, vamos à festa do Seixo?”; “ Ó homem, não estás já numa festa? ”; “ Eh pá, pois, mas isto aqui não está a dar! ”; “ Ó meu, ainda agora aqui chegámos e já tens ideia formada acerca do rendimento?! ”; “ Eh pá, já aqui estamos há mais de duas horas… E depois, sabes, está lá a Tininha,? Por favor, pá! “; “ Tu estás que nem um cacho. Deixa-te mas é estar quietinho, que ainda evitas más figuras! “; “ Que é que queres dizer com isso? “; “ Nada, nada. Estás um chato do caraças! “; “ Zé, por favor, pá! Ao menos leva-me lá! “; “ Pronto, chaga, anda daí!”.
E assim foi. Daí a minutos já se encontravam em cima da bicha que era suposto transportá-los até ao outro centro de engate, em simultâneo funcionamento não longe dali. Mas eis que, já perto do destino, o grão faz das suas: numa curva, até nada apertada, diga-se, protagonizam tão grande espalhanço que o meu amigo em terceiro grau vai parar dentro dum poço… fundo… bem fundo… “ Eh zé, zé, tira-me daqui, tira-me daqui! “… O outro, completamente esfarrapado e com sentido gemido na voz: “ Ó pá, tu também não estás bem em lado nenhum! “.
De maneira que foi assim.
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Verdades, absolutas ou não
Repostagem
NÃO HÁ VERDADES ABSOLUTAS (ESTA TAMBÉM NÃO É ?!!!)
Se, como diz João Magueijo, os físicos teóricos – no seu caso, cosmólogo – passam a maior parte do tempo a tentar descobrir falhas nas teorias que já existem; e, por outro lado, a analisarem novas teorias especulativas, que porventura lhes permitam descrever tão bem ou melhor que as anteriores os dados experimentais, prova que não existem verdades absolutas (ou não, isto é complicado!). Pagam-lhes para duvidarem de tudo o que os outros propuseram antes; para proporem alternativas ousadas; para discutirem interminavelmente entre eles. “ No jogo do desvendar o mistério do universo, os cientistas nunca podem dizer caso encerrado “.
Não há, tenho para mim (será que tenho?), verdades absolutas. O que hoje é tido como verdade, terá que ser revisto no futuro… por certo (por certo?!!!), o que era verdade passará a ser conhecido como apenas parte dela ou, até, como uma completa não verdade ( já aconteceu, isto já aconteceu, lá isso é verdade).
Carlos Jesus Gil
NÃO HÁ VERDADES ABSOLUTAS (ESTA TAMBÉM NÃO É ?!!!)
Se, como diz João Magueijo, os físicos teóricos – no seu caso, cosmólogo – passam a maior parte do tempo a tentar descobrir falhas nas teorias que já existem; e, por outro lado, a analisarem novas teorias especulativas, que porventura lhes permitam descrever tão bem ou melhor que as anteriores os dados experimentais, prova que não existem verdades absolutas (ou não, isto é complicado!). Pagam-lhes para duvidarem de tudo o que os outros propuseram antes; para proporem alternativas ousadas; para discutirem interminavelmente entre eles. “ No jogo do desvendar o mistério do universo, os cientistas nunca podem dizer caso encerrado “.
Não há, tenho para mim (será que tenho?), verdades absolutas. O que hoje é tido como verdade, terá que ser revisto no futuro… por certo (por certo?!!!), o que era verdade passará a ser conhecido como apenas parte dela ou, até, como uma completa não verdade ( já aconteceu, isto já aconteceu, lá isso é verdade).
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
Sete a zero?... Não, a antecâmara da 2ª fase!
Sete a zero?... Não, a antecâmara da 2ª fase!
Até Ronaldo e o levezinho marcaram!
Pois é, se no outro dia me encontrava danadão, hoje exulto. Somos assim, nós, os humanos formatados.
Carlos Jesus Gil
Até Ronaldo e o levezinho marcaram!
Pois é, se no outro dia me encontrava danadão, hoje exulto. Somos assim, nós, os humanos formatados.
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
Saramago
Ficou hoje, aos 87 anos, impossibilitado de, directamente, produzir mais conhecimento, entretenimento, de abrir caminhos, de gerar controvérsia (que seria do mundo sem os capazes de gerar controvérsia?!). Todavia, a vasta Obra que lega a toda a ecúmena, a toda mesmo, pois mesmo a parte exígua que a ela ainda não teve acesso, tê-lo-á mais tarde ou mais cedo, rasga avenidas de possibilidades. Assim o homem aproveite essas vastas aberturas!
O Melhor, é o que te desejo, Saramago mestre!
O Melhor, é o que te desejo, Saramago mestre!
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Proponho à F.I.F.A.
Proponho à F.I.F.A.
Caríssimos srs.
Eu, tal e tal, proponho que os empates a zero sejam presenteados com a pontuação -1... (isso, menos um!). O resto pode, no que concerne à dita, continuar igual. Basta de enfado!
Carlos Jesus Gil
Caríssimos srs.
Eu, tal e tal, proponho que os empates a zero sejam presenteados com a pontuação -1... (isso, menos um!). O resto pode, no que concerne à dita, continuar igual. Basta de enfado!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Teoria do vómito
Repostagem
TEORIA DO VÓMITO
SEREMOS O RESULTADO DO SISTEMA IMUNITÁRIO DO MUNDO?
Ora bem, de linguagem alegórica aqui faço uso… Digo isto, forço-me a tal, por força do teor de alguns comentários ao post anterior.
Ora então, por que terei eu expelido a questão anterior e reincido na temática colocando a ora em causa?... Porque, como vós, ouço e vejo notícias… E depois, como vós, penso, reflicto, medito… E depois, como vós, com muitas delas, muitas mesmo, fico indignado.
… E a indignação levou-me a esta tolice:
Há muito muito tempo atrás, muito mesmo, o Mundo – que entendo como Universo, pois não pretendo mais um geocentrismo, desta feita tendo como referência o Cosmos. Enfim, afronto o geoegocentrismo! -, de tanto tanto ter sofrido, de tão sordidamente ter sido maltratado pela terra, vomitou-a… Foi um processo natural de autodefesa; digamos que se tratou tão simplesmente do seu sistema imunitário a funcionar. Pragmaticamente podemos afirmar: uma purga do Mundo atira a Terra para um canto. À guisa de: vai-te!, queres-te lixar?... Tudo bem, mas lixa-te sozinha!
Bem, resta informar que apesar do relatado ter-se passado há muito muito tempo, em termos relativos não foi há tanto quanto isso. É que os problemas gástricos do Mundo só terão começado com a chegada do homo sapiens sapiens.
Carlos Jesus Gil
TEORIA DO VÓMITO
SEREMOS O RESULTADO DO SISTEMA IMUNITÁRIO DO MUNDO?
Ora bem, de linguagem alegórica aqui faço uso… Digo isto, forço-me a tal, por força do teor de alguns comentários ao post anterior.
Ora então, por que terei eu expelido a questão anterior e reincido na temática colocando a ora em causa?... Porque, como vós, ouço e vejo notícias… E depois, como vós, penso, reflicto, medito… E depois, como vós, com muitas delas, muitas mesmo, fico indignado.
… E a indignação levou-me a esta tolice:
Há muito muito tempo atrás, muito mesmo, o Mundo – que entendo como Universo, pois não pretendo mais um geocentrismo, desta feita tendo como referência o Cosmos. Enfim, afronto o geoegocentrismo! -, de tanto tanto ter sofrido, de tão sordidamente ter sido maltratado pela terra, vomitou-a… Foi um processo natural de autodefesa; digamos que se tratou tão simplesmente do seu sistema imunitário a funcionar. Pragmaticamente podemos afirmar: uma purga do Mundo atira a Terra para um canto. À guisa de: vai-te!, queres-te lixar?... Tudo bem, mas lixa-te sozinha!
Bem, resta informar que apesar do relatado ter-se passado há muito muito tempo, em termos relativos não foi há tanto quanto isso. É que os problemas gástricos do Mundo só terão começado com a chegada do homo sapiens sapiens.
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Simples empirismo, porém...
O texto que segue foi escrito na passada segunda-feira. É o resultado de observações absolutamente despretenciosas mas obstinadamente continuadas. Entretanto, estatísticas emanadas pelo Instituto Nacional de Estatística provam o que nele defendo, o que quase me levou a o não publicar. Quase, pois aí vai ele:
SIMPLES EMPIRISMO, PORÉM…
Diz-se que o enorme - talvez o maior de sempre - geógrafo português, Orlando Ribeiro, tinha no seu gabinete da Faculdade onde leccionava, exactamente na parede frontal à porta de entrada, uma enorme fotografia de um olho. Pretendia o eloquente cientista, professor e escritor “ mensajar “a quem entrava da sua convicção de que uma das maiores ferramentas ao dispor de um geógrafo é a observação. Vale a mesma, aliás, para todas as outras ciências, digo eu!
Ora, reportando-me eu à grave fase – não ciclo! – financeira e económica que o planeta (o conceito de mundo, que estive tentado a usar, engloba algo infinitamente mais vasto… o infinito em todas as dimensões…) – quase na sua totalidade, safando-se apenas algumas das economias emergentes, principalmente o Brasil, a Índia e a toda poderosa China – vive, e lembrando-me do valor que o grande mestre atribuía à pura observação dos fenómenos, ferramenta científica que não substituindo outras também por nenhuma outra ou outras deverá, jamais!, ser substituída – da conjugação se chegará à conclusão -, resolvo, então, aplicá-la a dois indicadores económicos de importância relevante: o movimento de camiões nas estradas; o movimento portuário (no caso, o do pequeno porto comercial da Figueira da Foz).
Durante quase dezoito meses, com grandes doses de curiosidade e desejo de melhoras… p’ró meu país, p’ ró planeta, dediquei aturada atenção ao movimento de camiões (mercadoria, leiamos!) e de navios cargueiros no porto comercial supra referido. Facto observado: tanto no que à rodovia diz respeito (foram muitas, é imenso o número de estradas que percorro nos meus ofícios de geógrafo e de músico) como no que ao movimento portuário concerne, verifico um respeitável aumento. Vê-se “ a olhos nus”; não preciso de números para afirmar que o referido é um facto. Em relação a 2009, são, de há uns meses a esta parte - finais de 2009 -, muitos mais os camiões que circulam nas estradas portuguesas; são muitos mais os navios que descarregam e carregam diariamente no porto da Figueira da Foz. Portugal apresenta, não tenho dúvidas, um crescimento económico positivo e não despiciendo. Chega “ p’rás encomendas? “… Claro que aqui chegamos ao ponto em que não basta o poder da observação, são necessários números... Se os tivesse…! Creio, no entanto, que não. Vi-me, todavia, na obrigação de contribuir p’ rá luta “anti-bota-abaixo” que por cá grassa. Estamos a crescer, sim, e de um modo que devemos não depreciar. Pretende este pequeno texto ser sinopse de um idóneo estudo científico? Claro que não! Não desprezemos, contudo, o poder da Observação!
Carlos Jesus Gil
SIMPLES EMPIRISMO, PORÉM…
Diz-se que o enorme - talvez o maior de sempre - geógrafo português, Orlando Ribeiro, tinha no seu gabinete da Faculdade onde leccionava, exactamente na parede frontal à porta de entrada, uma enorme fotografia de um olho. Pretendia o eloquente cientista, professor e escritor “ mensajar “a quem entrava da sua convicção de que uma das maiores ferramentas ao dispor de um geógrafo é a observação. Vale a mesma, aliás, para todas as outras ciências, digo eu!
Ora, reportando-me eu à grave fase – não ciclo! – financeira e económica que o planeta (o conceito de mundo, que estive tentado a usar, engloba algo infinitamente mais vasto… o infinito em todas as dimensões…) – quase na sua totalidade, safando-se apenas algumas das economias emergentes, principalmente o Brasil, a Índia e a toda poderosa China – vive, e lembrando-me do valor que o grande mestre atribuía à pura observação dos fenómenos, ferramenta científica que não substituindo outras também por nenhuma outra ou outras deverá, jamais!, ser substituída – da conjugação se chegará à conclusão -, resolvo, então, aplicá-la a dois indicadores económicos de importância relevante: o movimento de camiões nas estradas; o movimento portuário (no caso, o do pequeno porto comercial da Figueira da Foz).
Durante quase dezoito meses, com grandes doses de curiosidade e desejo de melhoras… p’ró meu país, p’ ró planeta, dediquei aturada atenção ao movimento de camiões (mercadoria, leiamos!) e de navios cargueiros no porto comercial supra referido. Facto observado: tanto no que à rodovia diz respeito (foram muitas, é imenso o número de estradas que percorro nos meus ofícios de geógrafo e de músico) como no que ao movimento portuário concerne, verifico um respeitável aumento. Vê-se “ a olhos nus”; não preciso de números para afirmar que o referido é um facto. Em relação a 2009, são, de há uns meses a esta parte - finais de 2009 -, muitos mais os camiões que circulam nas estradas portuguesas; são muitos mais os navios que descarregam e carregam diariamente no porto da Figueira da Foz. Portugal apresenta, não tenho dúvidas, um crescimento económico positivo e não despiciendo. Chega “ p’rás encomendas? “… Claro que aqui chegamos ao ponto em que não basta o poder da observação, são necessários números... Se os tivesse…! Creio, no entanto, que não. Vi-me, todavia, na obrigação de contribuir p’ rá luta “anti-bota-abaixo” que por cá grassa. Estamos a crescer, sim, e de um modo que devemos não depreciar. Pretende este pequeno texto ser sinopse de um idóneo estudo científico? Claro que não! Não desprezemos, contudo, o poder da Observação!
Carlos Jesus Gil
Domingo, 6 de Junho de 2010
Caminhos possíveis
É um tempo de repostagens. Aqui vai outra:
CAMINHOS POSSÍVEIS
E pensar que tudo Isto pode muito bem ter surgido de um enigmático Buraco Negro; mais, de um Buraco Negro do tamanho de um átomo! Incrível, não? Se os Buracos Negros não possuem apenas a enorme capacidade de sugar sofregamente massa, tornando-se assim cada vez mais densos, mas também a faculdade de a expelir, de a expelir violentamente num terrífico e devastador/criador big-bang, como pensam grandes cabeças, então há enormes possibilidades de todo Este enorme colorido, cada vez mais enorme, pois em expansão, ter surgido – mas quanta ironia pode comportar a matemática!!! – de uma minúscula mas significante partícula sem graça.
É a pensar nisto, na Teoria de Tudo, na mais recente Teoria das Cordas, em matérias diversas mas quejandas, sim, magicando - em cocktail de colapso nervoso com pinguinhos de euforia justificada - no donde viemos, que veredas, caminhos, estradas e auto-estradas teremos percorrido, que me embrenho de cabeça nos bairros mais sombrios da cidade que me habita, da perigosa cidade que me habita.
Parece que a conheço tão bem, e conheço, pois tantas vezes percorro aquelas vielas, aquelas ruas, aquelas praças… todos os dias o faço, todos os dias, não há um que por lá não passe, e de repente tudo me é tão estranho!.. Mas que cidade é esta onde moro?, que me habita? Então? Sou um perfeito desconhecido na minha cidade, sou-me um perfeito desconhecido?... Era tão pequena e pitoresca, a minha cidade! Toda a gente se conhecia, ninguém era enigma para ninguém. Todos estávamos a par de tudo e de todos, antigamente na minha cidade. O pior de tudo é que não foi assim tão antigamente, até que, vistas bem as coisas, não foi há mais que cinco segundos… Quais cinco segundos?!, foi há um segundo, apenas há um segundo. Incrível, não? É, foi só quando deixámos de dar primazia às veredas, e passámos a importanciar as estradas e as auto-estradas que a mudança p’ró desconhecido se deu… E isso foi há um segundo, apenas há um segundo!... Dá-me medo agora, a minha cidade; dou-me medo, bastante e incessante medo!... Procuro um bar ou um café aberto, preciso de um copo, de companhia, de alguém que conheça bem a minha cidade. Encontram-se, parece impossível!, todos fechados. Às onze da noite não há um bar aberto, não se encontra luz em qualquer um dos poucos cafés que ainda existem. Que estranho! Que estranha, a minha cidade!... Procuro um quiosque, um daqueles de estação ferroviária, que estão toda a noite abertos, mas também os proprietários destes foram dormir mais cedo. Ou será que agora é assim, que tudo fecha mais cedo?... Onde vou eu arranjar um mapa, uma mapa da minha cidade? Onde vou eu encontrar a carta da cidade que me habita? Sem esta, como posso eu, com tudo assim tão mudado, regressar a mim?
“ Aquele que conhece o outro é sábio, quem se conhece a si próprio é iluminado”! Alguém assim falou… e como eu penso que bem!
Carlos Jesus Gil
CAMINHOS POSSÍVEIS
E pensar que tudo Isto pode muito bem ter surgido de um enigmático Buraco Negro; mais, de um Buraco Negro do tamanho de um átomo! Incrível, não? Se os Buracos Negros não possuem apenas a enorme capacidade de sugar sofregamente massa, tornando-se assim cada vez mais densos, mas também a faculdade de a expelir, de a expelir violentamente num terrífico e devastador/criador big-bang, como pensam grandes cabeças, então há enormes possibilidades de todo Este enorme colorido, cada vez mais enorme, pois em expansão, ter surgido – mas quanta ironia pode comportar a matemática!!! – de uma minúscula mas significante partícula sem graça.
É a pensar nisto, na Teoria de Tudo, na mais recente Teoria das Cordas, em matérias diversas mas quejandas, sim, magicando - em cocktail de colapso nervoso com pinguinhos de euforia justificada - no donde viemos, que veredas, caminhos, estradas e auto-estradas teremos percorrido, que me embrenho de cabeça nos bairros mais sombrios da cidade que me habita, da perigosa cidade que me habita.
Parece que a conheço tão bem, e conheço, pois tantas vezes percorro aquelas vielas, aquelas ruas, aquelas praças… todos os dias o faço, todos os dias, não há um que por lá não passe, e de repente tudo me é tão estranho!.. Mas que cidade é esta onde moro?, que me habita? Então? Sou um perfeito desconhecido na minha cidade, sou-me um perfeito desconhecido?... Era tão pequena e pitoresca, a minha cidade! Toda a gente se conhecia, ninguém era enigma para ninguém. Todos estávamos a par de tudo e de todos, antigamente na minha cidade. O pior de tudo é que não foi assim tão antigamente, até que, vistas bem as coisas, não foi há mais que cinco segundos… Quais cinco segundos?!, foi há um segundo, apenas há um segundo. Incrível, não? É, foi só quando deixámos de dar primazia às veredas, e passámos a importanciar as estradas e as auto-estradas que a mudança p’ró desconhecido se deu… E isso foi há um segundo, apenas há um segundo!... Dá-me medo agora, a minha cidade; dou-me medo, bastante e incessante medo!... Procuro um bar ou um café aberto, preciso de um copo, de companhia, de alguém que conheça bem a minha cidade. Encontram-se, parece impossível!, todos fechados. Às onze da noite não há um bar aberto, não se encontra luz em qualquer um dos poucos cafés que ainda existem. Que estranho! Que estranha, a minha cidade!... Procuro um quiosque, um daqueles de estação ferroviária, que estão toda a noite abertos, mas também os proprietários destes foram dormir mais cedo. Ou será que agora é assim, que tudo fecha mais cedo?... Onde vou eu arranjar um mapa, uma mapa da minha cidade? Onde vou eu encontrar a carta da cidade que me habita? Sem esta, como posso eu, com tudo assim tão mudado, regressar a mim?
“ Aquele que conhece o outro é sábio, quem se conhece a si próprio é iluminado”! Alguém assim falou… e como eu penso que bem!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
O vício
O VÍCIO
Porque me pareceu estar com febre – quente, que ela estava! -, dei um comprimido de paracetamol a uma árvore do meu pequeno quintal. Dissolvi-o muito bem em água, e meti tudo na raiz. Foram cinco litros de água para um grama daquele princípio activo.
Deu-se o caso por alturas do ocaso. No outro dia, manhã cedo, rompido de há pouco o astro-rei, acerquei-me do vivente doente e, perscrutando-o, notei algumas melhoras, não grandes, ainda assim, perceptíveis. Continuei, portanto, a terapêutica administrando-lhe dose igual.
Pelas duas da tarde, as suas folhas apresentavam já alguma viçososidade, não obstante a intratável caloraça do pleno Julho… Eram dez e meia da noite, mesmo antes de me preparar para a noitada, nova administração – não, a outra não fora demitida, nada de confusões!
Andei nestes desvelos cerca de uma semana… A Árvore, via-se, e confirmar-se-ia por análise idónea, vendia já saúde. Porém, se de oito em oito horas lhe não levasse a toma, era um tal zurzir na parede ali ao lado… Tive que pintar toda a parede e, como de brilho e ofuscação se passou a conviver entre as quatro, que remédio tive senão pintar toda a casa por fora!
Não fosse tê-la arrancado pela raiz, não chegariam hoje dez caixas de Panadol por dia. As tomas já eram de seis em seis horas, e os gramas já eram três de cada vez. Progressão geométrica! Teria que arranjar trabalho extra, está de ver.
Mas não, tomei a decisão correcta. Hoje, é um descanso!
Ah, a lenha?... Dei-a toda a uma vizinha que merece.
Carlos Jesus Gil
Porque me pareceu estar com febre – quente, que ela estava! -, dei um comprimido de paracetamol a uma árvore do meu pequeno quintal. Dissolvi-o muito bem em água, e meti tudo na raiz. Foram cinco litros de água para um grama daquele princípio activo.
Deu-se o caso por alturas do ocaso. No outro dia, manhã cedo, rompido de há pouco o astro-rei, acerquei-me do vivente doente e, perscrutando-o, notei algumas melhoras, não grandes, ainda assim, perceptíveis. Continuei, portanto, a terapêutica administrando-lhe dose igual.
Pelas duas da tarde, as suas folhas apresentavam já alguma viçososidade, não obstante a intratável caloraça do pleno Julho… Eram dez e meia da noite, mesmo antes de me preparar para a noitada, nova administração – não, a outra não fora demitida, nada de confusões!
Andei nestes desvelos cerca de uma semana… A Árvore, via-se, e confirmar-se-ia por análise idónea, vendia já saúde. Porém, se de oito em oito horas lhe não levasse a toma, era um tal zurzir na parede ali ao lado… Tive que pintar toda a parede e, como de brilho e ofuscação se passou a conviver entre as quatro, que remédio tive senão pintar toda a casa por fora!
Não fosse tê-la arrancado pela raiz, não chegariam hoje dez caixas de Panadol por dia. As tomas já eram de seis em seis horas, e os gramas já eram três de cada vez. Progressão geométrica! Teria que arranjar trabalho extra, está de ver.
Mas não, tomei a decisão correcta. Hoje, é um descanso!
Ah, a lenha?... Dei-a toda a uma vizinha que merece.
Carlos Jesus Gil
Terça-feira, 1 de Junho de 2010
Ditadura do futuro
Repostagem
DITADURA DO FUTURO
Mesmo quando tudo está bem – connosco, com os nossos -; mesmo quando o Sol brilha e o vento assume o heterónimo de brisa; mesmo quando a melodia que escutamos é deveras inefável e a harmonia que a envolve empatiza com a nossa; mesmo quando as camisas que admiramos e defendemos são as mais transpiradas e as que mais vezes são levantadas, à guisa de brinde; mesmo quando a química inexplicavelmente inexplicável nos torna parte dum óptimo produto de reacção; mesmo quando tudo isto acontece em simultâneo e até o metal aparece, mesmo assim, nunca realizamos o pleno…Há sempre algo que obsta: a consciência do efémero, a incerteza do Futuro!
Carlos Jesus Gil
DITADURA DO FUTURO
Mesmo quando tudo está bem – connosco, com os nossos -; mesmo quando o Sol brilha e o vento assume o heterónimo de brisa; mesmo quando a melodia que escutamos é deveras inefável e a harmonia que a envolve empatiza com a nossa; mesmo quando as camisas que admiramos e defendemos são as mais transpiradas e as que mais vezes são levantadas, à guisa de brinde; mesmo quando a química inexplicavelmente inexplicável nos torna parte dum óptimo produto de reacção; mesmo quando tudo isto acontece em simultâneo e até o metal aparece, mesmo assim, nunca realizamos o pleno…Há sempre algo que obsta: a consciência do efémero, a incerteza do Futuro!
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
Ai tu pensas que és o único?
AI TU PENSAS QUE ÉS O ÚNICO?!
Cansado de tanto escrever e não ser lido, não ser tido nem achado - por mais que, com excelência, variadíssimos temas estejam abordados na vasta temática que constitui a Terra que habita – nem à borla perguntado, José Manuel Rufino Ortigão e Costa - trintão oriundo de famílias-bem, tornadas, por força/empurrão ancestral, perdidamente ancestral ( que o acontecido e o a acontecer assim o é e será, em dominó), e vontades colectivas em “famílias-bem” -, à mesa de esplanada com um amigo, desabafa: “ … Depois, quando for famoso para além da minha rua, já vão olhar fixamente para o que escrevo, não vão mais olhar de viés; já vão prestar atenção ao que digo. Irão ler o que tácita ou explicitamente escrevi ou escrevo; nem as entrelinhas serão esquecidas… Depois! “. O outro: “ Mas… achas estranho isso?!! “
Carlos Jesus Gil
Cansado de tanto escrever e não ser lido, não ser tido nem achado - por mais que, com excelência, variadíssimos temas estejam abordados na vasta temática que constitui a Terra que habita – nem à borla perguntado, José Manuel Rufino Ortigão e Costa - trintão oriundo de famílias-bem, tornadas, por força/empurrão ancestral, perdidamente ancestral ( que o acontecido e o a acontecer assim o é e será, em dominó), e vontades colectivas em “famílias-bem” -, à mesa de esplanada com um amigo, desabafa: “ … Depois, quando for famoso para além da minha rua, já vão olhar fixamente para o que escrevo, não vão mais olhar de viés; já vão prestar atenção ao que digo. Irão ler o que tácita ou explicitamente escrevi ou escrevo; nem as entrelinhas serão esquecidas… Depois! “. O outro: “ Mas… achas estranho isso?!! “
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Lixo?... Não, recursos!
Porque a ciência, a tecnologia no-lo permitiram, hoje não existe lixo - já era! -, existem recursos... Pois, até os radioactivos (guardemos-los bem e esperemos!).
Carlos jesus Gil
Carlos jesus Gil
Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Só o PC?
SÓ O PC?
Um amigo meu disse-me, um dia destes, que tinha mandado o PC para o conserto, e eu perguntei-lhe porquê, e ele disse-me, ora!... porque está avariado!, e eu retorqui, demandando: então e o Bloco de esquerda, o PS, o PSD, o CDS e até mesmo os Verdes?... Eh pá, Zé, só o PC?
Carlos Jesus Gil
Um amigo meu disse-me, um dia destes, que tinha mandado o PC para o conserto, e eu perguntei-lhe porquê, e ele disse-me, ora!... porque está avariado!, e eu retorqui, demandando: então e o Bloco de esquerda, o PS, o PSD, o CDS e até mesmo os Verdes?... Eh pá, Zé, só o PC?
Carlos Jesus Gil
Domingo, 23 de Maio de 2010
Mourinho; Inter; liga dos Campeões
Só isto:
Parabéns Mourinho; parabéns restante equipa técnica do Inter; parabéns jogadores; parabéns estrutura directora. Foi um evento exemplar!
Carlos Jesus gil
Parabéns Mourinho; parabéns restante equipa técnica do Inter; parabéns jogadores; parabéns estrutura directora. Foi um evento exemplar!
Carlos Jesus gil
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Mourinho mobilizador
MOURINHO MOBILIZADOR
Liga dos Campeões, evento verdadeiramente mundial!
Aproxima-se o momento, a Final da Liga Milionária está prestes a irromper. O jogo vai ser disputado por duas equipas, o Inter de Milão e o Bayern de Munique; seria de esperar depararmo-nos com duas dedicadíssimas falanges de apoio, porém a realidade é bem outra: Inter x Bayern, igual a três falanges de apoio. Os neutrais, esses sempre existirão, sempre, até que alguém tenha o Dom de lhes despertar a emoção adormecida - passe a redundância!... Gosta-se de futebol, por exemplo, e torce-se pelo melhor ou pelo que no momento se apresentar melhor, simplificando, por quem no jogo melhor jogar. Este é o fenómeno normal num neutral “amador” de futebol. Com o Mou em cena não há lugar a cinzentos: ou preto ou branco!
O Inter vai, pela capacidade mobilizadora - envolva ela empatia ou não – do seu ainda técnico principal, ter duas hostes a torcer por si, os realmadrilenos, pois claro, e, óbvio, o pessoal adepto de Milão. Vai ditar o resultado?... Oh!, sabemos lá! Agora que ajuda, ajuda!
Senhores e senhoras, é Mourinho na sua plenitude.
VIDA ARTIFICIAL
Depois da manipulação genética ainda do séc. XX, eis que nos surge a possibilidade de criação de vida por origem absolutamente artificial. Para já serão apenas microrganismos, depois… bem, a coisa não pára mais, como sabemos.
O feito pode dar para o bem, e dará; pode igualmente dar para o mal, uma possibilidade bem plausível também, conhecendo-nos nós tão bem quanto nos conhecemos.
Nota: dois temas, comentem sobre os dois, ou não!
Carlos Jesus Gil
Liga dos Campeões, evento verdadeiramente mundial!
Aproxima-se o momento, a Final da Liga Milionária está prestes a irromper. O jogo vai ser disputado por duas equipas, o Inter de Milão e o Bayern de Munique; seria de esperar depararmo-nos com duas dedicadíssimas falanges de apoio, porém a realidade é bem outra: Inter x Bayern, igual a três falanges de apoio. Os neutrais, esses sempre existirão, sempre, até que alguém tenha o Dom de lhes despertar a emoção adormecida - passe a redundância!... Gosta-se de futebol, por exemplo, e torce-se pelo melhor ou pelo que no momento se apresentar melhor, simplificando, por quem no jogo melhor jogar. Este é o fenómeno normal num neutral “amador” de futebol. Com o Mou em cena não há lugar a cinzentos: ou preto ou branco!
O Inter vai, pela capacidade mobilizadora - envolva ela empatia ou não – do seu ainda técnico principal, ter duas hostes a torcer por si, os realmadrilenos, pois claro, e, óbvio, o pessoal adepto de Milão. Vai ditar o resultado?... Oh!, sabemos lá! Agora que ajuda, ajuda!
Senhores e senhoras, é Mourinho na sua plenitude.
VIDA ARTIFICIAL
Depois da manipulação genética ainda do séc. XX, eis que nos surge a possibilidade de criação de vida por origem absolutamente artificial. Para já serão apenas microrganismos, depois… bem, a coisa não pára mais, como sabemos.
O feito pode dar para o bem, e dará; pode igualmente dar para o mal, uma possibilidade bem plausível também, conhecendo-nos nós tão bem quanto nos conhecemos.
Nota: dois temas, comentem sobre os dois, ou não!
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Cristiano Ronaldo; Mourinho
... Nem com Cristiano Ronaldo a mil à hora, acho que foi assim que ele disse, lá vamos!... Aquele Mourinho é mesmo um... um danado de um sabedor!
Carlos Jesus Gil
Carlos Jesus Gil
Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
O caso fio-dental
Desanuviemos com uma repostagem:
O CASO FIO-DENTAL
Ele andava triste, sorumbático, irritadiço…, sim, de mal com o mundo!
Ao balcão, um companheiro indaga?: - é pá, o que é que se passa contigo?... Num repente não és o mesmo!
- Nada. Não é nada.
- Não, algo se passa. Não te conhecesse eu como te conheço. Parece que esqueces que te conheço há milhares de imperiais!
- É pá, Ricardo, não é nada, já te disse!
- Vá lá, meu, abre-te. Seja o que for, desabafa!
- Ok, pronto, queres ouvir o que me chateia?...Vamos a isso!: então não é que a semana passada o cargueiro que fretei para transportar a encomenda das cem milhões de caixas de palitos dos dentes apanhou, logo à saída do porto da Figueira da Foz, um marzão, daqueles mesmo à maneira, o que fez com que um contentor se abrisse e deixasse cair uma caixa?!!!… Sim, cinquenta palitos foram ao banho!... Sim, grande banhada, pois o seguro, presumo, não vai cobrir os prejuízos. E se cobrir, estás a ver o tempo que isso vai demorar!
- Pois, pá, agora compreendo-te. Não é caso para menos, não!
- Uma chatice, pá!... De maneira que estou decidido, vou mudar de galho. Quero que se lixem os palitos dos dentes. Vou passar a fabricar fio-dental. É que pretendo mudar de galho, mas não de ramo.
- Olha, boa ideia!
- Pois, mas até nisto já estou a começar a sentir problemas.
- Como assim?!
- É pá, Ricardo, há dois dias consultei uma empresa de consultadoria especializada nestes assuntos, contei-lhes o sucedido, e pedi-lhes que fizessem, com urgência, um estudo de viabilidade económica. Sabes o que me responderam?
- Não. Como é que tu queres que eu saiba?!
- Pá, perguntaram-me se pretendia as peças já para a colecção do próximo Verão, se só para o de 2010?!... Não há pachorra, pá!!!
- Pois… Ó Fonseca, tira aí mais dois fresquinhos!
Carlos Jesus Gil
O CASO FIO-DENTAL
Ele andava triste, sorumbático, irritadiço…, sim, de mal com o mundo!
Ao balcão, um companheiro indaga?: - é pá, o que é que se passa contigo?... Num repente não és o mesmo!
- Nada. Não é nada.
- Não, algo se passa. Não te conhecesse eu como te conheço. Parece que esqueces que te conheço há milhares de imperiais!
- É pá, Ricardo, não é nada, já te disse!
- Vá lá, meu, abre-te. Seja o que for, desabafa!
- Ok, pronto, queres ouvir o que me chateia?...Vamos a isso!: então não é que a semana passada o cargueiro que fretei para transportar a encomenda das cem milhões de caixas de palitos dos dentes apanhou, logo à saída do porto da Figueira da Foz, um marzão, daqueles mesmo à maneira, o que fez com que um contentor se abrisse e deixasse cair uma caixa?!!!… Sim, cinquenta palitos foram ao banho!... Sim, grande banhada, pois o seguro, presumo, não vai cobrir os prejuízos. E se cobrir, estás a ver o tempo que isso vai demorar!
- Pois, pá, agora compreendo-te. Não é caso para menos, não!
- Uma chatice, pá!... De maneira que estou decidido, vou mudar de galho. Quero que se lixem os palitos dos dentes. Vou passar a fabricar fio-dental. É que pretendo mudar de galho, mas não de ramo.
- Olha, boa ideia!
- Pois, mas até nisto já estou a começar a sentir problemas.
- Como assim?!
- É pá, Ricardo, há dois dias consultei uma empresa de consultadoria especializada nestes assuntos, contei-lhes o sucedido, e pedi-lhes que fizessem, com urgência, um estudo de viabilidade económica. Sabes o que me responderam?
- Não. Como é que tu queres que eu saiba?!
- Pá, perguntaram-me se pretendia as peças já para a colecção do próximo Verão, se só para o de 2010?!... Não há pachorra, pá!!!
- Pois… Ó Fonseca, tira aí mais dois fresquinhos!
Carlos Jesus Gil
Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Tudo tem um preço
Imensos milhões de euros irão constituir um Fundo que visa servir de escudo (não, não me refiro à desaparecida…) ao Euro e, dessa forma, aos países da União Monetária e até, diga-se, a todos os da União Europeia. Isso tem um preço, um preço ao qual nos não podemos esquivar… Doloroso, demasiado quente, escaldante mesmo! Na Grécia vemos uma palete de vulcões em plena actividade, tão intensa tão, que por vezes esquecemos o da Islândia; a Espanha está prestes…; na Irlanda vai-se andando; a Itália adia…; por cá, obedientes que somos, não estamos com meias-medidas… vamos ver! As etiquetas com os novos preços começam hoje a ser impressas. A tarefa, de tão enorme se apresentar, requer mão-de-obra adicional… a do PS não basta, assoma em auxílio explicito a do PSD.
Eu compreendo, e vocês?
Carlos Jesus Gil
Eu compreendo, e vocês?
Carlos Jesus Gil
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010
Trata-se de ficção, velha ficção
Pessoal, podem continuar a fazer disto um chat, ainda assim, o assunto postado é aquele k deve ser comentado. Haverá oportunidade de postar sobre os mais variados temas. Ok?
TRATA-SE DE FICÇÃO, VELHA FICÇÃO
Pois, a história existe há bué! Por ser tão possivelmente ilustradora de realidades; por, simultaneamente, induzir hilaridade em níveis não despiciendos, vou recontá-la. Eis a dita:
Dois ministros das obras públicas, um xisez, outro ypsilonez, encontram-se, por ocasião de merecidas férias, no palacete com quinta adjacente, numa bonita e tranquila região de Xis. Tal não é o encanto da construção aludida, tal não é o deslumbramento causado pelo conjunto magnífico palacete – quinta, que em contemplação demorada o homólogo ypsilonez indaga: “ Eh pá, como é que conseguiste tudo isto? Tu há uns anitos tinhas apenas um apartamento, num condomínio de luxo, mas um apartamento!... Aliás, aquele onde vives. Vai daí, o xisez responde: “ Olha, estás a ver aquela auto-estrada? “, “Estou, e então?! “, “ Então que 30% dos milhões que ela custou vieram parar ao meu bolso! “, “ Ah, meu sacanita! “
Uns tempos passaram, quantos , aqui p’ra nós pouco ou nada interessa, pois nada acrescenta ao efeito, e os dois dignitários amigos voltam a encontrar-se. Em Ypsilon, desta vez:
Do aeroporto, o ministro xisez, já fora da administração central, dentro, porém, da administração de uma grande multinacional, fora, em limusina, directamente para o casarão, estilo Casa – Branca, mesmo no que toca à profusão se seguranças, do seu amigo ypsilonez.
Encontram-se no faustoso hall de entrada; abraçaram-se! Tudo bem pr’ áqui; tudo bem pr’ áli, e o espanto plantado na cara do xisez… “ Amigo, isto é tudo teu?, o casarão?!este terreno todo?! Eh pá, beltrano, como é que conseguiste tudo isto? “… O outro riu, riu, riu… A resposta surgiu de seguida: “ Sicrano, estás a ver aquela auto-estrada? “, “ Qual auto-estrada?!!! “.
Reformulação por
Carlos Jesus Gil
TRATA-SE DE FICÇÃO, VELHA FICÇÃO
Pois, a história existe há bué! Por ser tão possivelmente ilustradora de realidades; por, simultaneamente, induzir hilaridade em níveis não despiciendos, vou recontá-la. Eis a dita:
Dois ministros das obras públicas, um xisez, outro ypsilonez, encontram-se, por ocasião de merecidas férias, no palacete com quinta adjacente, numa bonita e tranquila região de Xis. Tal não é o encanto da construção aludida, tal não é o deslumbramento causado pelo conjunto magnífico palacete – quinta, que em contemplação demorada o homólogo ypsilonez indaga: “ Eh pá, como é que conseguiste tudo isto? Tu há uns anitos tinhas apenas um apartamento, num condomínio de luxo, mas um apartamento!... Aliás, aquele onde vives. Vai daí, o xisez responde: “ Olha, estás a ver aquela auto-estrada? “, “Estou, e então?! “, “ Então que 30% dos milhões que ela custou vieram parar ao meu bolso! “, “ Ah, meu sacanita! “
Uns tempos passaram, quantos , aqui p’ra nós pouco ou nada interessa, pois nada acrescenta ao efeito, e os dois dignitários amigos voltam a encontrar-se. Em Ypsilon, desta vez:
Do aeroporto, o ministro xisez, já fora da administração central, dentro, porém, da administração de uma grande multinacional, fora, em limusina, directamente para o casarão, estilo Casa – Branca, mesmo no que toca à profusão se seguranças, do seu amigo ypsilonez.
Encontram-se no faustoso hall de entrada; abraçaram-se! Tudo bem pr’ áqui; tudo bem pr’ áli, e o espanto plantado na cara do xisez… “ Amigo, isto é tudo teu?, o casarão?!este terreno todo?! Eh pá, beltrano, como é que conseguiste tudo isto? “… O outro riu, riu, riu… A resposta surgiu de seguida: “ Sicrano, estás a ver aquela auto-estrada? “, “ Qual auto-estrada?!!! “.
Reformulação por
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 7 de Maio de 2010
O Porta-carraças
Repostagem
O PORTA-CARRAÇAS
Porta-carraças é um vira-latas puro, do mais genuíno que há.
À semelhança da generalidade dos puros derruba-caixotes, porta-carraças é possuidor não só de uma vasta colónia de carrapatos, mas também de uma mui nobre e forte personalidade.
Tais atributos não passaram despercebidos às cadelinhas da rua que passara a administrar desde que, com um pragmatismo invejável, abandonara a rua onde sempre vivera, objecto, agora, de um olhar muito cuidado do senhor presidente da câmara, pois lá comprara apartamento um parente qualquer. Pese embora o facto de em termos de estatura física o animal nem dever nada – entenda-se: devotos agradecimentos - aos vários pais que o conceberam e à mãe que o pariu, uma paixão pandémica impregnou o ar rasteiro daquela rua. Baixa estatura física, imperial porte moral!...
Fêmeas à moda antiga, sim!, das de antes, ainda, do cinema, da televisão e das revistas – daquelas que vendem muito -, sete cadelinhas polidas, penteadas, perfumadas e…mimadas, que, muito embora não concebam uma vida sem fachada, nos machos, porém, valorizam sobremaneira o que não se vê ( tá bem, e também algo que se veja! ), tendo, por conseguinte, caído perdidamente de amores pelo solitário canino. Culpa das saídelas à noitinha, para um simples passear (do dono) ou para uma mijinha…ou cagadinha!
Pronto, como o horário das saídas era coincidente - até porque era aí que a vizinhança punha a escrita em dia -, aquilo era um espectáculo!: sete cadelas a um osso, donas e donos arrastados, correntes desprendidas, uivaria, gritaria e, no meio de todo este pandemónio, claro está, o instinto animal a funcionar…com a que chegasse primeiro, que eram todas um mimo.
A coisa durou alguns dias, os suficientes para pôr a cabeça em água aos zelosos donos; para, em conjunto, decretarem a elaboração de um abaixo-assinado dirigido ao digníssimo edil - que aquela rua era de gente e cadelas de bem -; suficientes ainda para depositar a sementinha em algumas das sete fofinhas. Bem, pelo sim pelo não, as meninas não iriam sair à rua enquanto o cão não fosse para o exílio!
Tá bem, tá!, parece que não conhecem o nosso país!... Nem com o Simplex! Tudo leva o seu tempo – digo, para não ter que lavrar outro texto, muito tempo -, rapaziada.
Quinze, quinze foram as noites que a mais estóica das famílias aguentou. Já nem com o mais poderoso – também não é bem assim!... – dos indutores de sono conseguiam dormir, tal não eram as noitadas de ganição e ladração da sua bichinha! Queria filhos, mas não de um qualquer pai; queria-os fortes de carácter; queria os genes do porta-carraças.
Já as outras matilhavam a rua havia alguns dias – agora, por certo, já todas fecundadas – quando a cãozinha se lhes junta. O desvelo, vencido pela falta de descanso, deu lugar à resignação dos donos. E os técnicos do canil camarário que nunca mais vinham!...
Mas vieram, a seu muito tempo chegaram ao território do porta-carraças – o qual desconheciam, o que os levou a uma imediata indagação.
Depois de identificado o prevaricador, foi só sacar dos apetrechos e…zás, já está! Fácil, muito fácil; nunca passara por situação semelhante, de modo que carecia de treino específico… Na antiga morada a ordem de expulsão fora a falta de pão – que em rua limpa não se trinca.
Não acaba aqui a história do nosso herói – ainda vivente. Ao cabo de alguns dias num canil municipal, fugiu – não é cão de gaiola, o porta-carraças. Não me perguntem como!, que não sei. Sei por onde anda, mas não vo-lo digo.
Ah, as cadelinhas!... essas, depois de alguns dias na sua verdadeira sala, descobriram que as necessidades fisiológicas são para satisfazer quando é preciso, de modo que, ao voltar a casa das donas…
Carlos Jesus Gil
O PORTA-CARRAÇAS
Porta-carraças é um vira-latas puro, do mais genuíno que há.
À semelhança da generalidade dos puros derruba-caixotes, porta-carraças é possuidor não só de uma vasta colónia de carrapatos, mas também de uma mui nobre e forte personalidade.
Tais atributos não passaram despercebidos às cadelinhas da rua que passara a administrar desde que, com um pragmatismo invejável, abandonara a rua onde sempre vivera, objecto, agora, de um olhar muito cuidado do senhor presidente da câmara, pois lá comprara apartamento um parente qualquer. Pese embora o facto de em termos de estatura física o animal nem dever nada – entenda-se: devotos agradecimentos - aos vários pais que o conceberam e à mãe que o pariu, uma paixão pandémica impregnou o ar rasteiro daquela rua. Baixa estatura física, imperial porte moral!...
Fêmeas à moda antiga, sim!, das de antes, ainda, do cinema, da televisão e das revistas – daquelas que vendem muito -, sete cadelinhas polidas, penteadas, perfumadas e…mimadas, que, muito embora não concebam uma vida sem fachada, nos machos, porém, valorizam sobremaneira o que não se vê ( tá bem, e também algo que se veja! ), tendo, por conseguinte, caído perdidamente de amores pelo solitário canino. Culpa das saídelas à noitinha, para um simples passear (do dono) ou para uma mijinha…ou cagadinha!
Pronto, como o horário das saídas era coincidente - até porque era aí que a vizinhança punha a escrita em dia -, aquilo era um espectáculo!: sete cadelas a um osso, donas e donos arrastados, correntes desprendidas, uivaria, gritaria e, no meio de todo este pandemónio, claro está, o instinto animal a funcionar…com a que chegasse primeiro, que eram todas um mimo.
A coisa durou alguns dias, os suficientes para pôr a cabeça em água aos zelosos donos; para, em conjunto, decretarem a elaboração de um abaixo-assinado dirigido ao digníssimo edil - que aquela rua era de gente e cadelas de bem -; suficientes ainda para depositar a sementinha em algumas das sete fofinhas. Bem, pelo sim pelo não, as meninas não iriam sair à rua enquanto o cão não fosse para o exílio!
Tá bem, tá!, parece que não conhecem o nosso país!... Nem com o Simplex! Tudo leva o seu tempo – digo, para não ter que lavrar outro texto, muito tempo -, rapaziada.
Quinze, quinze foram as noites que a mais estóica das famílias aguentou. Já nem com o mais poderoso – também não é bem assim!... – dos indutores de sono conseguiam dormir, tal não eram as noitadas de ganição e ladração da sua bichinha! Queria filhos, mas não de um qualquer pai; queria-os fortes de carácter; queria os genes do porta-carraças.
Já as outras matilhavam a rua havia alguns dias – agora, por certo, já todas fecundadas – quando a cãozinha se lhes junta. O desvelo, vencido pela falta de descanso, deu lugar à resignação dos donos. E os técnicos do canil camarário que nunca mais vinham!...
Mas vieram, a seu muito tempo chegaram ao território do porta-carraças – o qual desconheciam, o que os levou a uma imediata indagação.
Depois de identificado o prevaricador, foi só sacar dos apetrechos e…zás, já está! Fácil, muito fácil; nunca passara por situação semelhante, de modo que carecia de treino específico… Na antiga morada a ordem de expulsão fora a falta de pão – que em rua limpa não se trinca.
Não acaba aqui a história do nosso herói – ainda vivente. Ao cabo de alguns dias num canil municipal, fugiu – não é cão de gaiola, o porta-carraças. Não me perguntem como!, que não sei. Sei por onde anda, mas não vo-lo digo.
Ah, as cadelinhas!... essas, depois de alguns dias na sua verdadeira sala, descobriram que as necessidades fisiológicas são para satisfazer quando é preciso, de modo que, ao voltar a casa das donas…
Carlos Jesus Gil
Domingo, 2 de Maio de 2010
Música mais-que-erudita II
E como devemos sentir-nos todos nós, os espoliados, quando vemos aqueles que dois dias antes da falência do Lehman Brothers classificaram aquele banco de investimentos com nota máxima, atribuir agora - quando um Plano corrector foi eleborado e aprovado pelas mais altas instâncias da União - ao nosso país nota negativa, ajudando os especuladoes financeiros a meter ao bolso mais uns gordíssimos milhões? Claro que me refiro à agência de rating Standard & Poor's... Como devemos nós ficar?... Indignados, danados, pois então! Mais, devemos confiar nestas agências? Tenho grandes dúvidas! Estarão estas agências ao serviço da saúde financeira dos países e das empresas, ou, pelo contrário, serão elas delegadas dos profissionais da especulação global?... Quererão elas, como aventam muitos analistas, atacar o Euro? Sabemos que directamente a tarefa não é fácil, já atacando as dívidas soberanas dos países mais frágeis que adoptaram, obedecendo a critérios bem defenidos, aquela moeda, a coisa é bem mais fácil.
É necessário repensar a necessidade destas agências ou, no mínimo, a sua metodologia, a esfera de acção e os poderes atribuídos. Não podemos mais outorgar poder de cátedra a senhores que permitiram o eclodir de uma crise financeira, e da consequente debilitação económica, como há largas dezenas de anos o mundo não assistia.
Neste paradigma em que o cinismo é rei, não vamos "Lá"!
Carlos esus Gil
É necessário repensar a necessidade destas agências ou, no mínimo, a sua metodologia, a esfera de acção e os poderes atribuídos. Não podemos mais outorgar poder de cátedra a senhores que permitiram o eclodir de uma crise financeira, e da consequente debilitação económica, como há largas dezenas de anos o mundo não assistia.
Neste paradigma em que o cinismo é rei, não vamos "Lá"!
Carlos esus Gil
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Música mais-que-erudita
MÚSICA MAIS-QUE-ERUDITA
A orquestra é pequena. Se relativizarmos, se usarmos a razão de músico por habitante, é mesmo diminuta. A sua música, porém, faz-se ouvir por toda a ecúmena… e só pela ecúmena ecoa. As pessoas param, escutam e até olham, giram trezentos e sessenta graus fitando, conseguem discernir os executantes, apontam-nos mesmo com o indicador mas não arriscam uma aproximação. A música penetra-lhes cada poro, eiva cada célula… as pessoas sentem a música, oh como a sentem!... Só alguns dançam ao seu sabor… poucos, muito poucos entendem esta música mais-que-erudita.
A secular - assim classificada na completa amplitude polissémica do termo – orquestra vive períodos de menor intensidade de débito, e de volume quase discreto, decibéis de ilicitude tolerável. De momento, ai dos nossos tímpanos!, mostra toda a sua pujança.
Um Viva muito Grande à Música Ligeira!
Carlos Jesus Gil
A orquestra é pequena. Se relativizarmos, se usarmos a razão de músico por habitante, é mesmo diminuta. A sua música, porém, faz-se ouvir por toda a ecúmena… e só pela ecúmena ecoa. As pessoas param, escutam e até olham, giram trezentos e sessenta graus fitando, conseguem discernir os executantes, apontam-nos mesmo com o indicador mas não arriscam uma aproximação. A música penetra-lhes cada poro, eiva cada célula… as pessoas sentem a música, oh como a sentem!... Só alguns dançam ao seu sabor… poucos, muito poucos entendem esta música mais-que-erudita.
A secular - assim classificada na completa amplitude polissémica do termo – orquestra vive períodos de menor intensidade de débito, e de volume quase discreto, decibéis de ilicitude tolerável. De momento, ai dos nossos tímpanos!, mostra toda a sua pujança.
Um Viva muito Grande à Música Ligeira!
Carlos Jesus Gil
Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Livros
Repostagem
No Dia Mundial do Livro:
LIVROS
Gosto de os ter; todos os bons livros quero adquirir. Sou um comprador compulsivo de livros. Hei-de ter biblioteca ou bibliotecas pejadas de livros do chão ao tecto; só dispensarei espaço para a luz, muita luz – terei, forçosamente, que recorrer a um Siza – e, obviamente, para um centro amplo com mesas q. b. e cadeiras em proporção. Isto porque os não quero só para mim…
Livros…, dão-me remorsos os que ainda não li embora os possua já!... Gosto de os tocar, de os ler, de os cheirar, de os reler.
Aprende-se tudo na relação de complementaridade existente entre os livros e a experiência. Num bom romance, por exemplo, podemos: aprender História, absorver Filosofia, compreender políticas e politiquices, entender de um modo simples um complicado fenómeno natural – que o cientista, porque o experiencia e vive, percebe na plenitude mas não explica cristalinamente, por natural incapacidade -, entender o mundo económico e social, cheirar e ver em estranha realidade os cenários (ao ler um romance encontro-me num cinema…, sou director de fotografia, sou o homem do som, sou o realizador e, se for do meu agrado, até sou o protagonista…), enfim, um bom romance inocula doses cavalares de estoicismo, sopra auras antidesalento.
Livros, gosto dos velhos e dos novos, de todos os que entretêm ou acrescentam… Gosto de os ler, reler – a alguns de re-reler -, de os dar a ler, de os discutir; gosto de os usar, porém nunca mas nunca de os estragar (não é sujo o sujo do uso; é de exaltar a perda de elegância física de um livro quando a mesma se deve à sublime função para que foi concebido - que estar direitinho na estante é desdenhá-lo -, agora estropiá-los…, estropiar livros?! Fico furibundo quando me deparo com tal!).
Livros: unidades fabris onde operam palavras; cidades de palavras; espaços de lazer para palavras – que os compartilham simbioticamente com os humanos -; parques desportivos para palavras; por vezes, maternidades para palavras.
Livros: palavras, imagens – que todas as palavras projectam imagens -, emoções…Vida!
Carlos Jesus Gil
No Dia Mundial do Livro:
LIVROS
Gosto de os ter; todos os bons livros quero adquirir. Sou um comprador compulsivo de livros. Hei-de ter biblioteca ou bibliotecas pejadas de livros do chão ao tecto; só dispensarei espaço para a luz, muita luz – terei, forçosamente, que recorrer a um Siza – e, obviamente, para um centro amplo com mesas q. b. e cadeiras em proporção. Isto porque os não quero só para mim…
Livros…, dão-me remorsos os que ainda não li embora os possua já!... Gosto de os tocar, de os ler, de os cheirar, de os reler.
Aprende-se tudo na relação de complementaridade existente entre os livros e a experiência. Num bom romance, por exemplo, podemos: aprender História, absorver Filosofia, compreender políticas e politiquices, entender de um modo simples um complicado fenómeno natural – que o cientista, porque o experiencia e vive, percebe na plenitude mas não explica cristalinamente, por natural incapacidade -, entender o mundo económico e social, cheirar e ver em estranha realidade os cenários (ao ler um romance encontro-me num cinema…, sou director de fotografia, sou o homem do som, sou o realizador e, se for do meu agrado, até sou o protagonista…), enfim, um bom romance inocula doses cavalares de estoicismo, sopra auras antidesalento.
Livros, gosto dos velhos e dos novos, de todos os que entretêm ou acrescentam… Gosto de os ler, reler – a alguns de re-reler -, de os dar a ler, de os discutir; gosto de os usar, porém nunca mas nunca de os estragar (não é sujo o sujo do uso; é de exaltar a perda de elegância física de um livro quando a mesma se deve à sublime função para que foi concebido - que estar direitinho na estante é desdenhá-lo -, agora estropiá-los…, estropiar livros?! Fico furibundo quando me deparo com tal!).
Livros: unidades fabris onde operam palavras; cidades de palavras; espaços de lazer para palavras – que os compartilham simbioticamente com os humanos -; parques desportivos para palavras; por vezes, maternidades para palavras.
Livros: palavras, imagens – que todas as palavras projectam imagens -, emoções…Vida!
Carlos Jesus Gil
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