sábado, 17 de maio de 2008

Respeitemos a Natureza!

AINDA É ACTUAL


É enorme o poder da Natureza!:
Myanmar ( no início do mês, o ciclone Nargis provoca dezenas de milhar de mortos) ; China – também na primeira quinzena de Maio, sismo de magnitude 7,9 na escala de Richter (só na província de Sichuan já estão confirmados mais de 28300 mortos).

Não a desprezemos!


Carlos Jesus Gil

31 comentários:

o que me vier à real gana disse...

O tema merece a nossa atenção. Meditemos! Aqui vale mesmo a pena uma busca nos acervos da net!

jose terra disse...

Boas
quando se deparamos com situações destas não há palavras, por mais que se escreva,que consigam descrever o que vai na alma destes povos. UM VERDADEIRO INFERNO.
que DEUS esteja com eles...
hoje não vou fazer a minha brincadeira da praxe.

João Água disse...

Subscrevo o Zé Terra, gente sofrida, aquela...

Anónimo disse...

Sejamos solidários no que podermos. Sim, é necessário respeitar o planeta.

maxmen disse...

Com este tema sou "obrigado" a escrever aqui as palravas ditas pela minha mãezinha quando viu o noticiário a dar conta desta tragédia: "Apesar de tanta crise e problemas, ainda continuamos a viver num cantinho do mundo abençoado por «Deus»"...

Atenção que não quero deixar a ideia de que uns são filhos de «Deus» e outros... Coitada da mãe dos outros...

f.r. disse...

Este planeta em que vivemos é um Ser Vivo e não o pano de fundo das nossas vidas. No entanto, tratamo-lo com ignorância, agressividade e desprezo. A um ritmo preocupante estamos a envenenar e a destruir o ambiente que tem sustentado a humanidade durante centenas de milhares de anos. Não podemos descartar a hipótese de as catástrofes naturais serem o retorno da nossa insensatez perante
esta nossa TERRA, que é não só o único lar que temos nesta curta jornada a que chamamos Vida, como também o único lar que terão
à sua disposição os nossos vindouros.
Haja respeito!

Mirtota disse...

E a terra voltou a tremer hoje.
Como diria Papalagui, cuspimos no prato onde comemos. Parece-me que estes cataclismos são uma espécie de aviso, um alerta para mudarmos de atitude. O aquecimento global é uma realidade.

Darwin disse...

As catástrofes naturais aumentam. Furacões, tornados, cheias… estas são algumas catástrofes naturais cada vez menos raras. Perto de um milhão e meio de pessoas foram vítimas mortais da força da natureza.
A região da Birmânia é regularmente afectada por ciclones tropicais de consequências devastadoras. Esta teve estas proporções, apenas e só por incúria da junta militar não ter avisado o próprio povo do seu país.
A recusa incompreensível da Junta Militar, em permitir a entrada de técnicos de organizações humanitárias no país, é lamentável. Esses senhores tem é medo que a ajuda humanitária tenha conhecimento da privacidade da liberdade a que está sujeito o povo birmanês, que tenha conhecimento da realidade, isto é típico das ditaduras.
De facto, é necessário repensar-se todo o sistema da ordem jurídica internacional.
É que, perante uma tragédia destas, talvez a maior dos últimos séculos, a ONU é de tal forma impotente que nem ajuda consegue fazer entrar no país.
Concordo com quem afirma que, perante a fragilidade da ONU face aos ditadores militares da Birmânia, que tinham conhecimento prévio da intensidade e efeitos devastadores do ciclone e apressaram-se na sua própria segurança, alheando-se da sorte dos seus concidadãos, estamos perante um verdadeiro genocídio. Pior, os genocidas dão-se agora ao luxo de assistir impavidamente aos horrores de dramas diários recusando ajuda (pois os próprios não precisam).
É pena que o Tribunal Internacional apenas sirva para julgar ditadores caídos da cadeira do poder e que não conseguiram levantar-se a tempo de nela sentar-se novamente.

Pergunto eu disse...

Onde devemos centrar o comentário? No respeito pela Natureza ( ou a falta dele ), ou nas últimas notícias sobre a tragédia na Birmânia?

pescador do alto disse...

é massos
ê curri cáze us máres tôdos por í fóra e num me alemvru dêse myanmar,alemvrume du mare dos sárgássos qué unde as inguias bão desóbár, mas tamém iso num intréssa agóra, o qué ma tresteza é têre murrido tanta gintinha nêse máre e tamém na xina. é triste mássos é o pudêre da natúrêza cumó masso gil dis. atão e aqi a nóssa práia bocês pêsam cagente tamos sáfos? o nóso máre tamém já num tá cumo tába. bocês débemsse alemvráre cumo o máre tába lonje dos cabalhõins aqi á ums anus e agóra? pra mim é tudo pur cáusa dos paradõins que faséram na bágueira e no arião e ópois o máre já num fás as varreiras que fasia unde agente ia á précura das muedas alemvramsse? é pá istu tá túdo múdado e ópois eses seclónes e eses sismus e as xêias e os insêndius nas nósas fluréstas aparessem e lixam túdo. cum éstas coizas num se vrinca massos, istu tá tudo birádo de pântanas.

o que me vier à real gana disse...

pergunto eu, dirige o comentário para qualquer das temáticas k apontaste. Qualquer delas é de valor inquestionável!

o que me vier à real gana disse...

Darwin, de facto o paradigma da "ordem" internacional tem k, forçosamente, mudar. Isto, se queremos um mundo mais solidário, no qual os concidadãos planetários sejam verdadeiramente protegidos de atrocidades (externas ou internas).

ZMB disse...

Pois este é, Digníssimo Gana, daqueles acontecimentos que sempre me enternecem o coração e me fazem (muitas vezes, infelizmente) meditar sobre a sua razão de ser.

Enquanto uns lutam por multiplicar os seus lucros, muitas vezes fazendo uso do atropelo e da desconsideração, outros lutam (muitas vezes durante vidas inteiras, e sem sucesso) por conseguir viver ou sobreviver com dignidade; Sistematicamente acontecem estas manifestações da Natureza, que arrastam consigo vidas e vidas, e mostrando a todos o quão pequenos somos perante a sua Força. É nisto que medito, naqueles que choram os seus filhos, que vêem reduzidos a nada tudo aquilo que árdua e heroicamente edificaram ao longo das suas vidas, é por esses que rezo também.
É-me difícil assimilar esta hipocrisia instalada no Planeta, onde o acto solidário é cada vez mais escasso e a Paz cada vez mais uma ferramenta negocial, é inconcebível.

Subscrevo inteiramente os coments da FR e do Carlão, os quais põem a descoberto as evidentes fragilidades que caracterizam a espécie humana.
Não sou político, por a minha moral e auto-estima não mo permitirem, e estes exemplos só me provam que tomei a opção certa: prefiro estar “do outro lado da barricada”;
Não temos, de facto, o direito de utilizar o Planeta da forma “descartável” como cada vez mais se vê, pois já o Planeta existia antes da Humanidade, e certamente que outros o herdarão nos anos, séculos e milénios futuros. Esperamos, fazendo por isso, que tenham algo para herdar, com uma certeza, o planeta não é nosso, é da sua própria Natureza.
Respeitemos isso.

manuel disse...

Estou de acordo com tudo o k disse o zmb. E também com o que diz a f.r. e o Carlão. Bom trabalho e grande emoção, amigos.

Anónimo disse...

Se tivessemos juizinho e respeito pelas gerações futuras resapeitávamos mais o Planeta.

Anónimo disse...

Que aqueles governos obsoletos tenham a dignidade de permitir a ajuda internacional.

o que me vier à real gana disse...

Pescador, com a tua grande sabedoria e no teu peculiar jeito, vais dizendo as verdades; josé terra, joão água; anónimo das 05:46; maxmen; f.r.; mirtota; darwin; manuel; anónimo das 22:27; anónimo da 01:57, obrigado a todos por terem dedicado um bocadinho do vosso fim-de-semana a comentar este post. Um post pró sério, k não apela às brincadeiras, apanágio deste blog, mas um post k se impunha pela dignidade do tema. Mais uma vez: obrigado!

Silvana disse...

Contra o Planeta nada podemos. temos que temê-lo e respeitá-lo. Essencialmente respeitá-lo.

Anónimo disse...

Nenhuma ditadura tem razão de ser, mas esta de Myanmar...

Leão da Estrela disse...

Sim, este tema merece um comentário. E tem tido poucos, é pena!
Governos negligentes, como o de Myanmar, deveriam ser banidos do poder. O Direito Internacional (Tribunal Internacional) deveria ter poderes de actuação em casos como este: apesar de avisado da aproximação do fenómeno devastador, o governo não actuou no sentido de proteger as populações. Deveria ser demitido pelo hediondo crime de titânica incúria e despotismo. Ainda não é assim,infelizmente.

Cristina disse...

Contra a Natureza nada podemos, senão darmo-nos bem com ela.

Anónimo disse...

Sporting olé!

alienígena disse...

É tudo muito estranho neste Planeta. Então não cuidam da sua saúde? Então não cuidam uns dos outros? No meu as coisas são diferentes, para melhor.

Anónimo disse...

Olha agora temos aqui um extra-terrestre.

plageonline disse...

Destas coisas de meditar estes dias têm sido férteis...
a natureza continua a pregar das suas!!! a natureza encontra sempre o seu caminho... não é o Homem que lhe traça o destino, é mais o contrário...
já o Homem, quer dizer, uns quantos de generais agarrados ao poder condenam uns quantos de milhares ao sofrimento, à doença e à morte... crime contra a humanidade?
"Angola é gerida por criminosos" dizia Bob Geldof... como é que um país que tem petroleo, ouro, diamantes, solos extremanente férteis é dos países com IDH (desenvolvimento humano mais baixo), não consegue satisfazer as necessidades essenciais à maior parte da sua população?
Situações similares há muitas...
as catastrofes naturais vão pondo a nu muitas fragilidades..
é da natureza?

o que me vier à real gana disse...

plageonline, excelente!

branco das neves disse...

Dilecto e Sapiente Amigo Gana

Pois cá estou de retorno a esta sua acolhedora casa, agora que os comentários sobre a horrenda política se foram. Desculpe-me o Amigo, mas já saberá o quanto tal assunto me repugna, ao ponto de deixar de escrever, uma das minhas preferidas tarefas, para, ao mesmo tempo, esperar ansiosamente que o Amigo Gana mude de conversa. Comentadores políticos há-os aí com fartura e, supostamente, percebendo da poda, portanto aqui o amigo Branco, nestas alturas, reduz-se à sua insignificância e opta por se pôr ao largo, dando efémeras olhadelas aqui e ali, apenas para não dizer que não leu. Enfim, feitios Nobre Gana, feitios!...

Agora sobre este assunto, ninguém deverá ficar indiferente, e é-me infinitamente doloroso comentar, desde o conforto do sofá onde me sento neste momento, desgraças que atingem outros semelhantes nossos, noutros cantos desta maltratada bola azul onde vivemos. Pergunto-me eu, e perguntar-se-ão milhares de almas em todo o planeta, o porquê da razão de serem sempre os mais pobres e oprimidos a sofrerem com estas desgraças, o porquê de inocentes criancinhas serem cerceados da dádiva da vida tão abruptamente, o porquê dos ricos e poderosos nunca, ou quase nunca, serem afectados com estas fúrias da Natureza. Explicação, não há Dilecto Gana, resta-nos ficar na esperança de que tudo não aconteça em vão, e que o Misericordioso vá executando o Universal Plano, sabendo efectivamente o que está a fazer. O meu lado esotérico vai fazendo insistentes tentativas para que assim eu veja as coisas; o meu lado racional, com frequência me relembra que as razões destes funestos acontecimentos não são assim tão lineares. Eterno e humano dilema, Caríssimo Gana.

l.botas disse...

É masso branco que grandes verdades você pra aí escreu. Eu pouco sei escrever masso mas quando me lembra essa gentinha toda
e as pobres das crianças que não tem culpa masso apetece-me andar ao murro com alguém .

Carlão disse...

Tivemos a tristeza de ver recentemente a catástrofe na Birmânia, causando uma grande destruição e vitimando um número inconcebível de pessoas. Sabemos que esse tipo de facto é um acontecimento natural, porém havemos de analisar e acrescentar que a intensidade desse ciclone mostra-nos claramente que o desequilíbrio ambiental é, incontestavelmente, potencializador de forças naturais deste porte. Cabe-nos a nós, definitivamente, uma reflexão séria sobre o assunto e procurarmos maneiras mais correctas de lidarmos com o espaço em que vivemos, para que não sejamos nós os responsáveis por catástrofes desta natureza.

Parece que o mar morto está vivo e não se recomenda. Erro, puro erro: o mar é como um poema. Respeitemos o mar e a Natureza devolve-nos a nossa condição de animais; morreram cem, duzentos mil? E quantos outros animais morreram? E quantas plantas morreram? O Homem é a medida de todas as coisas.
Acredito na força do mar e da poesia; acredito na força da Natureza; acredito que as almas das pessoas, dos animais, das plantas, mortas no colapso asiático, vivem algures neste mundo, no mundo eterno das ilhas onde Sophia escreveu poemas de resistência e liberdade.

Um abraço para os amigos, Botas e Branco das Neves

o que me vier à real gana disse...

Branco, sim, tb tenho para mim, " eterno e humano delema"!
Só para que volte mais vezes, vou tentar postar o mínimo possível política, insigne figura desta república.

o que me vier à real gana disse...

Sublime, carlão!; botas, por onde tens andado, pá?