quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O cau boio

Um Natal muito feliz e cheio de saúde para todos os "mundanos", é o meu desejo.




Podia ser um conto de Natal:




CAU BOIO




Tózito Lingueirão, dos, oficiosamente, Lingueirões, assim alcunhados por tão aficionados serem pela pesca daquele outrora tão abundante espécie, tão abundante tão, que oferecida era, pois ninguém dava um chavo por semelhante criatura… Eu provei, é bom!... Querem provar? Hoje é mais difícil. Se pescado, caro achado!
Ora, tózito, figura querida na terra, não apenas por madrugar no deixamento da Escola para a pesca artesanal se dedicar, como forma de ajudar os esforçados pais no governo da numerosa família - e do mais novo se tratava! -, mas também porque de petiz pitoresco traquina se tratava, tózito, dizia, tinha uma valente predilecção por comboios eléctricos de brincadeira, brinquedos estes que apenas vislumbrara, a duas cores, na velha Philips lá do café da terra. Até costumava contar aquela velha charada que diz mais ou menos assim: “ Um comboio eléctrico vai de Lisboa ao Porto. Para que lá é que vai o fumo?”… Contava, diz-se, imensas vezes a dita, mas sempre como da primeira se tratasse…. Era sempre quem mais ria, uma vez dada, quase sempre por ele, a resposta.
Por seu lado, o ti Augusto, seu carinhoso pai, que aprendera a ler e escrever só, lá teve uma dica ou outra, mas só, pode dizer-se, apesar de muito acompanhado, em beliches de navios do bacalhau… pois!, naqueles dias, por vezes longos dias e longas noites, de valentes temporais, o ti Augusto que sempre fora contra a saída precoce do seu pimpolho da Escola, só o que não podia não fazia para lhe tornar a vida mais vida. Do “cada macaco no seu galho”, extrapolava o velho senhor do mar, que à Filosofia pouco devia, que vida só é vida se cada fase for cumprida. O seu mais novo tinha saltado uma!... Ora, encontrando-se certo dia em terra, rigorosamente em St. John’s,Canadá, cidade portuária onde já não eram novidade os centros comerciais e as escadas rolantes – passavam tardadas inteiras para baixo e para cima… -, lembra-se o desvelado pai de ir a um dos ditos fóruns do consumismo em busca de algo que andasse sobre carris e fizesse “poucaterra, poucaterra, poucaterra…” – bem, isto sou eu a dizer -, lembra-se e vai. Corridas as lojas da especialidade, todas as casas de brinquedos, muitos foram os modelos encontrados, o problema era que nem para o mais modesto o dinheirito chegava. Ainda pensou em pedir emprestado a um colega, mas faltava muita massa. Não dava! Tinha que dar voltas à cabeça a ver o que podia encontrar, acessível, e que fizesse as delícias do seu pequeno. Zás, já sabia. Vira algo, ao seu alcance, que o filho iria de certeza adorar, pois brincava muitas vezes àquilo.
Já com a prenda no bolso, apressadamente o ti Augusto se dirige ao bacalhoeiro português, minúsculo ao pé dos dos russos, dos dos alemães…mas isso são outras histórias, pega numa folha de papel de carta, numa esferográfica e desata a escrever, em êxtase, genuíno, à mulher. Conta tudo; realça a prenda. Dentro de três meses estaria em Portugal, “ o pequeno vai ficar doido”. Dez linhas de carta que lhe levaram não menos que três quartos de hora a elaborar, e não fora por falta de ideias.
… “ Filho?”, “ Sim mãe!”, “ Recebi carta do teu pai. Daqui a pouco mais que dois meses tá cá.”, “ Maravilha, já não é sem tempo!”, “ A tua cunhada diz que ele na carta escreve que te comprou um comboio, pelo menos é o que ela diz que parece que lá está.”, “ Uma pista de comboio?!!!”, “ Parece que sim.”, “ Mas por que é que ele não chega já amanhã?!”, “ Tem calma tózito!”… E teve, que remédio!
O dia chegou. Já em casa, e depois dos demorados abraços e beijinhos da ordem, o vetusto pescador chama o jovem Tó para lhe dar o presente, a carga mais valiosa dos sacos que trouxera do navio. Entretanto, o ansioso delfim, ainda antes de o pai lhe poder mostrar a dita cuja, chama este à sala de jantar, se é que poderemos designar desta forma aquela desolada e exígua divisão!, para lhe mostrar o sítio onde iria meter a prenda, uma rectângulo correspondente a pouco menos que metade da mesma. “ Pai?”, “ Sim filho! ”, “ É aqui que vou meter a tua prenda. Dá, não dá pai? “, “ Filho?, mas isto é metade da sala! “…
Um esforço à pescador é o que o ti Augusto tem que fazer para não desfalecer. Depois de convocada toda a coragem, o ti Augusto desembrulha o presente: uma reprodução, em plástico, de um velho desbravador do outrora inóspito território americano do Norte: um cowboy!




Carlos Jesus Gil

29 comentários:

dragao vila pouca disse...

FeliZ Natal amigo e que tenhas sempre tudo o que desejas, mas fundamentalmente, saúde, paz, amor e um dinheirito que faz sempre jeito.

Um abraço

Tomas de Alencar disse...

Um feliz natal ao dono so sitio , e extensivo a todos quantos que nele comentam , tenham todos principalmente muita paz.


até breve!

AZUL DRAGÃO disse...

Meu Amigo Carlos :


Não penses no passado porque não o podes mudar,
Não penses no futuro porque não o podes prever
E não penses no presente porque não o comprei!!


Para ti e para os teus um santo e feliz Natal!

Um abraço

Daniel Savio disse...

Hua, kkk, ha, ha, o Tó deve ter falando mas poucas e boas pela confusão, mas "cavalo dado não se olha os dentes" (imagina quando dado com amor)...

Vi o teu recado Carlos, mas tudo bem, ok?

Só proveita as festas com a tua familia que estamos quites...

Fique com Deus, menino Carlos Jesus Gil.
Um abraço.

aa disse...

Olá 'real gana'
desejos de um Feliz Natal cheio de Amor, Paz, Sáúde e muita Alegria...
Que o Pai Natal tenha sido generoso...:)

Espero que o problema da net já esteja resolvido...

Boas Festas!
Bjs,
AA

Anónimo disse...

Ao amigo "Real Gana"

Amigo Carlitos ,(e porque sempre te tratei por carlitos)em primeiro lugar quero te pedir uma coisa... é desculpas... entrei no teu Blog , assim , meios que ao calhas, e sem pedir licença. Procurava coisas da nossa terra e... encontrei-te.
Primeiro entrei como anònimo,e comentei; Agora Hà ums dias com pseudònimo, um tanto ou quanto pretencioso,certamente que o é, mas , tao somente porque sou um apaixonado ,pelo romance e pelo personagem.... acho que é... poético/grandioso, digamos.
Hoje dia de Natal... e porque tambem jà estou "entradito" e ao ler este teu ultimo Post, pareceu-me( se calhar devido ao meu estado (espirito e fisico),nao sei bem) que mandas-te uma menssagem com um pouco de descontentamento com algums comentadores( posso estar a interpretar mal).
Quero te dizer que para mim a tua escrita é ... grandiosa.
Nao leves a mal que entrem aqui comentadores, com nomes assim um tanto ou quanto... digamos... excentricos; Mas a verdade é que apesar do pseudònimo e algumas horas passadas na leitura, sou um grande admirador desta tua escrita.
E hoje,jà entradito( e a ouvir roger waters(live),dire straits(live)e fredy mércury entre outros) como jà disse, resolvi deixar esta menssagem , para que nao penses que anda por aqui alguem, a brincar com o teu "passatempo".
Daqui...;a ums milhares de km de distacia, um abraço para ti e para o teu ( meu grande Amigo)Irmao.

Anònimo ( com pretençoes a poeta).

Flor disse...

Não sei por onde começar...q coincidências são estas?!?!...

Anonimo Zé:li,reli,voltei a ler...Lindo por Demais!!!Mas a questão ñ me sai da cabeça, CONHECE-ME????!!!...

Tomás de Alencar:bem,entrou em minha defesa...cá p mim já deve haver por aí umas "gentes" a pensar q sou eu a comentar c esse nome...nome q me deu mtas voltas à cabeça,por eu achar q conhecia de algum lado...imagine só q o Pai Natal m deu 1 livro,Eça agora os Herdeiros dos "Maias",caso p dizer há qtos séculos?!?!Seja bem vindo...

Dexter:assassino em série q trabalha como analista Forense(série de tv)...pois... mto engraçado...ANALISTA FORENSE...

GIL:"PLAY IT AGAIN"...
...The fundamental things apply as time goes by...

o que me vier à real gana disse...

A todos muito boas festas!
Continuo a postar em net emprestada, daí ser breve e de postagens raras.
Ao anónimo das oo:27 do dia 26, um grande abraço. Se for quem eu penso, é mesmo poeta.
Ah, o facto narrado na estória é, passe a redundância, mesmo um facto. Passou-se com um senhor aqui da terra, quando o pai dele andava ao bacalhau na Terra Nova.
Ele contou-me, eu "alusiei"!
Tudo de Bom para todos!

Tomas de Alencar disse...

Olà Rapazes:

Sao sempre tristes as historias de quem é pobre!...

Se me permites, tambem te deixo aqui uma, de um rapazito que conheci hà muitos,muitos anos:

...Era um rapazito de uma familia muito pobre, e nas brincadeiras de rua, sempre ouvira falar das prendas que alguns recebiam, que o menino Jejus deixava no sapatinho no Natal...
Nesse Natal disse a si mesmo, que iria por o seu tamanquito tambem debaixo da cheminé; e la conseguio amealhar dois tostoes, os quais na noite de Natal, e em segredo da familia,quando jà todos dormiam, pé anté pé , foi por os seu tamanquitos com os dois tostoes dentro , no borralho, debaixo da cheminé;
Deitou-se, mas sempre alerta, a ver se ouvia algum ruìdo vindo da cozinha,até que o sono vencera...
De manha foi o primeiro a despertar , e antes que alguem se levanta-se, foi direito à cozinha,cheio de esperanças.
quando chegou ao borralho,... tao grande a desilusao, nos tamanquitos sò estavam os dois tostoes ... que teria acontecido ao menino Jesus...
O rapazito guardou o segredo por muito e muito tempo...

Um abraço
até breve.

Toninho Moura disse...

O Dicas Sobre Nada deseja-lhe um 2010 ainda mais belo e criativo. Braços!

Dexter disse...

O Dexter faz muita mossa por estas bandas!
Oh rapazes e menina Flor...acalmem-se...não se exaltem! Oh Dona Flor...por acaso já viu a série? É que é um verdadeiro espectáculo. Mas para isso tem que sair desse seu mundo de fantasia.

Dona Flor disse...

DEXTER...nada disso!"Mossa" coisa nenhuma...Tenho receio q o Autor deste blog fique "danado" pq andamos a "usar" o "palco" dele p trocarmos ideias q s afastam do tema dos seus post(s)...mas é através deste espaço q comunicamos!!!Não vi a série,mas acredite q m iria fascinar!!!...Tirando o facto d nem sequer ponderar existir 1 analista forense,serial killer,entre os q conheço,a Dona Flor vive ultimamente em "tempo real" e não na fantasia a mesma...Macabro,mas q fascinio estar perante 1 cadáver q nos "fala" e diz o q queremos saber!!!...Macabro,mas ainda fico "paralisada" qdo vejo a denominada "massa cinzenta" e penso cm pode coordenar tudo...inteligência,acções,comportamentos e os nossos Sentimentos?!?!...Acredite Dexter q tudo seria bem mais fácil se eu conseguisse no meu dia a dia não me deixar "dominar" pelos meus sentimentos!!!Mais lhe digo...já tentei...e não,não consigo...Por isso talvez me refugie ttas vezes e tenha necessidade do "meu Mundo de Fantasia",(Mundo esse onde tudo seria Perfeito),para ter força e continuar...Qdo eu deixar de acreditar nisso...Qdo eu deixar de Sonhar com isso...ainda q respire,acredite q estarei "Morta"...pq tudo deixará de ter sentido...

Dexter...Abraço c Mto Carinho p´si...Uma das Pessoas q sem m conhecer(se é q ñ conhece)"ME SOUBE LER" mto bem...Ler a minha "Pessoa"...

Tomas de Alencar disse...

olà rapazes.


Cumprimentos "dexter".

Nao ... nao fazes mossa , nòs é que gostamos de ler o que escreves..., senao nem te lia-mos... e tambem nao peças para sair do mundo da fantasia... porque é (quase semre)o melhor...
Jà viste os nomes de quem aqui comenta? e até o teu pròprio, com toda a certeza, nao te chamas "Dexter" pois nao?
Entao vamos là escrever o que nos vai na "Alma", e que no dia a dia , nos ,parece que nao conse-
guimos dizer... é esta a magia e a fantasia que estes" sitios"teêm...
nao achas meu rapaz?...

isto é um mundo de fantasia... é um "sitio" até onde nòs , tristes e comuns mortais, podemos ser até ... Poetas imortais, vê o meu caso;Jà por cà ando hà quase duzentos anos...
Nao leves isto , tao... a sério, para sério jà basta as agruras da realidade, e olha que sei do que falo.
Vamos comentar o que o Excelentissimo ( e porque as regras da etiqueta assim o mandam)" real gana" posta;Cada um à sua maneira ...e como o sentirem.
E claro sao quase sempre assuntos sérios, mas isso nao quer dizer que alguns de nòs, nao "fantasie-mos" como dizes, tens é que compreender que muitos de nòs nao temos a mesma capacidade de anàlise para alguns assuntos, digamos...mais terrenos.
Sê tolerante, e comenta; Eu pessoalmente gosto do que escreves.

Um abraço.
Até breve.

Tomas de Alencar disse...

"Dona Flor" deixa-me que te diga que pessolmen-te gostava muito mais do teu outro nome, era mais ...simples e... lindo!

Anónimo disse...

é um conto de Natal sim senhor. Nata é amor. querem mais amor do que aquele pai tem pelo seu filho?
Boas festas

Flor disse...

Isto começa a ter o seu "Q" de viciante!!!
Caro Tomas de Alencar,tb gosto mto mais de Flor...Não sou Dona de coisa nenhuma!!!Mas olhe q ter 2 maridos aturar-me;sem me darem trabalho,obviamente...até q era Tema!!!...

Gil...pois meu rapaz...só "personagens" importantes neste teu Blog!!!...Agora falemos do q escreveste...Já viste o qto valor não deve ter essa história para os descendentes do Ti Artur?!?!...é só mais uma,entre ttas histórias de vida de ttas Pessoas,mas p´essa familia é a história dum dos seus "Pilares"...Um belo conto de Natal p´aqueles q hoje em dia de tto terem já não valorizam nada!!!...Q desilusão deve ter sido p´o Tózito!!!...Acredito q mais tarde ele tenha percebido...

Tmas de Alencar disse...

Ti "Augusto" flor , o nome do personagem da història é ti "Augusto".

Tomas de alencar disse...

Perdao leia-se TOMAS DE ALENCAR DISSE

Flor disse...

...ups...é q na minha terra existe um "Ti Artur"...

batutaemeia disse...

Vês gil? toda a gente diz que isto é um conto e natal. E dos lindos.

Anónimo Zé disse...

Lembro-me da excitação das manhãs de Natal, que era, apenas e somente, a 25 de Dezembro, da correria da petizada em direcção à chaminé, onde baloiçava, acima do borralho, o anual varal de chouriças e de morcelas defumando, resultado da última matança do porco no passado Outubro. Lembro-me dos sapatitos, tamancos e pantufas, alinhadinhas, recheadas de presentinhos dados pelo Menino Jesus, pais natal de chocolate, meias, pijamas, bombocas, garrafas de porto e garrafões de vinho para os adultos... Sim, porque nesse tempo o Menino só distribuía presentes que realmente eram desejados pela criançada. Havia anos em que, ó sublime surpresa, ó alegria desmesurada, o Menino se lembrava de deixar uma camionetezita de madeira, um carro de corda, uma boneca, a dizer papá e mamã, para as meninas.
O ritual prosseguia com o lauto jejuar da natalícia manhã. Cafézinho de borra, acabadinho de fazer na enfarruscada cafeteira da minha avó, os filhóses e as fatigas de ovo fritos em azeite, mmm, que delícia, ainda lhes sinto o cheiro... Tudo acontecia junto à lareira quentinha da minha avó, a primeira a levantar-se, para que tudo corresse sem percalços.
Um dia, pelos meus 6 anos, disseram-me que nesse ano o distribuidor era outro, um velhote vestido de vermelho, com longas barbas brancas, e que conduzia um trenó puxado por renas e que descia pela chaminé com um enorme saco cheio de prendas. Perguntei pelo Menino Jesus,o que é que ele fazia agora. Disseram-me que tal Menino, agora, só na igreja, na missa do Galo, para a gente lhe beijar os pés, mas que este velhote era rico e que tinha tanto, tanto, mas tanto dinheiro, que comprava prendas para todos os meninos do mundo e que nem um, ficava sem receber a sua. Maravilhado com tal façanha, criei desde logo em mim, curiosidade para conhecer a figura. Afinal, enquanto era o Menino, sentia um inexplicável respeito, que sempre se sobrepôs à curiosidade de ver como decorriam as coisas durante a noite. Mas se era um velhote, porque não espreitar a ver no que isto dava? Três vezes acordei, três vezes desci para ver se algo se passava. Nada! Indeciso sobre, se continuar a descer as escadas e espreitar para a borralheira da cozinha, se esperar, para de manhã saciar a minha curiosidade sobre o trabalho desta nova personagem,
já não me lembro como, mas acho que consegui adormecer...
Na manhã seguinte, no meu sapatinho, tinha uma espingarda daquelas que atiravam uma rolha agarrada a um fio! Uma espingarda?! Que era isto pá? Uma espingarda? Mas eu não tinha pedido espingarda nenhuma! Tinha pedido uma bola de cubertão!!! Porra lá o velho, incompetente do caraças, não é que a espingarda não me fizesse jeito, lá isso fazia, nos dias seguintes já não tinha que brincar aos cóbois com a minha pistola velha feita de pau...Mas não achei apropriado, e o que eu queria mesmo era ter uma bola de cubertão...
Continuei, por muitos anos, a apreciar os filhózinhos, as fatigas e o cafézinha da minha avó. Mas Pais Natal, só mesmo aqueles de chocolate que o Menino Jesus me dava...

Anónimo Zé disse...

Não Flor, penso que não a conheço, mas aqui lhe envio a minha empatia consigo, embrulhada, e com um bonito laçarote, como prendinha de Natal...

Flor disse...

Anonimo Zé,Obrigada!

Dexter ñ o conheço,ñ sei o pq dessa "revolta" c a "fantasia",mas leio o q escreve e tb dou mta atenção a isso...vou-lhe contar 1 conto d Natal Real sair do meu "mundo cor d rosa"...
Aquele avô tornara-se "especial",diferente pelas suas traquinices;pois ñ aceitando as suas limitações próprias d idade,metia-se constantemente em aventuras d mta preocupação p a familia.Um avõ engraçado!Tb este tinha ensinado os netos a colocar o sapatinho na chaminé onde tds os Natais o Menino Jesus deixava uns presentes...Gostava mto d "xaropes",p´a tosse,estômago...tendo ele 1 neta entendida nesses assuntos,lá pedia sp q a via 1 xarope milagroso...lá colocava a neta sumo d laranja,limão,conforme as queixas,num frasco e lhe levava ao q ele sp dizia qto custou?leva daí o dinheiro...
Nesse Natal,o tel. d neta tocou,o avô tava no Hospital,ao qual a mma s dirigiu imediatamente.Qdo chegou viu o avô numa maca num corredor c ttos outros "amarrado",sim ela sabe q é preciso imobilizar os dtes p´evitar quedas,mas era o seu avô...aproximou-se,retirou as imobilizações e diz-lhe o avô,tava à tua espera!!!Pediu comida à sua neta q lhe deu e d repente o seu estado altera em milésimos d segundo!A neta sabia...empurrou a maca p´o 1ºgabinete vazio abraçou-o e disse-lhe ao ouvido tá tudo bem,Amo-te meu Querido,cm ela o chamava ttas vezes "Querido avô"...qdo os profissionais s aperceberam e chegaram foi feito sinal aos mmos p´sairem,ñ havia nada mais a fazer...e assim partiste c 1 das tuas netas abraçar-te...sem nada poder fazer!!!Esse Natal foi o dia d teu funeral...Ainda ñ refeitos 8dias passaram e d novo essa familia tá num velório,sem acreditar,do teu filho...Tio d referida neta...
No Natal seguinte,essa familia sentou-se à mesa...conforma s sentaram,levantaram-s d imediato,pq 2 lugares tavam vazios!!!...
A Vida continuou e c a mma vieram os Bisnetos,aqueles q hoje,passados 4 Natais,sentam a familia à mesa na Nte d Natal e fazem c q a tradição do sapatinho na chaminé s mantenha...mas nunca mais o Natal foi Natal!!!...
Não querendo estragar a "magia d Natal" d qse tds,Dexter q talvez ñ fique "chocado" c o q vou dizer,Eu "ODEIO" O Natal;s pudesse eliminava-o d calendário...Dexter tem razão a vida,o mundo n são "Fantasia"...tb sei.Os seus coments são importantes,jamais partilharia isto sem os mmos...critique,comente,mas ñ nos abandone...dp d reflectir...talvez seja preciso aqui alguém q nos faça "descer à Terra"...

Dexter disse...

Flor...a ver se nos entendemos.
A minha revolta não é com nenhuma fantasia, ou mundo de fantasia.
A minha revolta nem revolta é...a Flor é que assim designou as minhas palavras. Felizmente não sou e nunca serei, embora a vida já me tenha dado motivos para isso. O que aqui clamo, ou tento clamar...é única e simplesmente o que este espaço já foi e abruptamente deixou de ser. Se a Flor acha este espaço viciante, então deveria ter-nos visitado outrora. Bons tempos esses, cujos temas muitas vezes abordavam assuntos da nossa (vossa) terra. Tempos esse em que perdíamos noites a tentar decifrar quem seriam as verdadeiras pessoas por trás dos nicknames. Esses sim, eram tempos de verdadeiro regozijo. Infelizmente não sou o único a constactar esse facto e o próprio "masso Gil" deve reconhecer isso. Este espaço de repente passou além fronteiras (nada contra isso) e caíu lá para a terra dos nossos irmãos, que única e simplesmente passavam e continuam a passar cá para deixar "um beijinho para você...visite o meu blog". Posto isto...o povo, que é soberano, percebeu a decadência em que este blog caíu e simplesmente...desapareceu. tínhamos aqui grandes individualidades da terra, grandes bloguistas...grandes mentes. Tudo isso foi-se. Repito que chegaram a haver posts com mais de 200 comentários. Comentários esses que eram de humor inteligente, muitas vezes completamente hilariantes. Não estou a mentir nas minhas palavras. Veja por exemplo isto: https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1582612144825039007&postID=3342943316170724856

Darwin, Sr. Branco das Neves, José Terra, José Agua, ZMB, Zíngaro. Perca um pouco do seu tempo nisso e veja a diferença. É isso que me faz falta...é isso que NOS faz falta, pq mais de metade dessa gente juntava-se no café ao fim de semana...e todos na suspeita de que A, B ou C poderiam ser H, I ou J. Isso é que era bonito...ou melhor, foi.
Eu, assim como muitos a quem o Blog começou a perder-se...alertámos o Gil acerca disso. Por várias vezes chateava-se e até convidava as pessoas a saírem. Em outras palavras, as SUAS palavras eram: TÁS MAL...MUDA-TE.
Em suma: nós perdemos muita coisa...mas ele perdeu mais. Este comentário vai tb para o Sr. Tomas de Alencar, para que perceba também que não estou aqui para "espalhar brasas", apenas para constactar factos.

Laurindo disse...

Malta, isto está quente aqui.
Quanto ao conto ele é muito comovente e é um conto de natal. Eu vejo-o assim.
Continução de boas festas

Dexter disse...

Laurindo...vc também é do tempo dos POSTS que tinham no mínimo 150 comentários?

Laurindo disse...

Dexter, também sou desse bom tempo. mas agora também é porreiro.

Tomas de Alencar disse...

Jà hà um post mais à frente, mas mesmo assim e ainda correndo o "risco " de ser "identificado", coisa que para o qual nao estou preparado vou aqui deixar mais um comentario.

Dexter:

Acho que em alguns comentarios tens razao, acredita que li tudo o que existe neste Blogue.
Mas quero dizer-te que foste tu que às tantas nos teus coments começaste a criticar o teor de alguns textos.
E para ti e para que nao penses que para mim é tudo um mundo de fantasias, e , porque afinal te conheço muito bem,quero te dizer que se calhar, nem nos teus piores pesadelos sobrevirias à minha dura realidade, o que sou é " Doutorado" em sofrimento pela "universidade" da vida.
Isto sou eu a dizer , porque nòs comuns mortais, desconhecemos a força interior que temos , até ao momento em que vivemos situaçoes extremas, e dessas ,teêm sido uma constante na minha vida .
Tambem eu perdi os meus Pais, relativamente jovens , tambem senti a dor de perder os Pais, e que dor aquela ver partir quem nos trouxe ao mundo, e que tanto amamos... mas sobrevivi, encarando o facto como uma initabilidade da vida, sempre dificil que é, mas inevitavel.
Mas a vida ainda tinha mais surpresas reservadas para mim;
As quais , mais dificeis de ultrapassar, para mim , mais dolorosas ainda...por muito dificil que seja a sua compreençao... e nao se pense que nao choro os meus Pais todos os dias...
Agora Dexter o que tenho , é o oceano pacifico para atravessar ...
e sò tenho uma jangada de canas para o fazer.

Mas isso nao me impede de " sonhar"
e fazer de "conta".

até breve Amigo.

Tomas de Alencar disse...

"Errata" leia-se "inevitabilidade"