terça-feira, 29 de julho de 2008

Indignado

INDIGNADO


Estou indignado… muito, bué!... Carago, pá, então não é que fui a uma estação dos CTT p’ra comprar um quilo de açúcar amarelo, e a senhora me disse que por enquanto ainda não!?




Carlos Jesus Gil

30 comentários:

pafalarmaltoucaeu disse...

devias tar com falta de açucar no sangue , começaste a delirar

pafalarmaltoucaeu disse...

devias tar com falta de açucar no sangue , começaste a delirar

zmb disse...

Olá, Caríssimo Amigo Gana.
Como vão essas forças em tempo de veraneio? Estás mais queimado pelo Sol?, ou o Sol queima sem cessar e tu não estás lá a esturricar?

Ao ver este teu post, meu amigo Gil, só posso dizer que me sinto aliviado. É, aliviado, porque finalmente vejo alguém a reparar no mesmso.
Até se me embasbaca a alma e arregalam os olhos de cada vez que não passo sem ir aos correios. Ou isto ou então a sensação de que me estou a enganar na «loja»… epá, aquilo é uma feira!
Tens razão, meu amigo, em falar disso. Acho que há muito boa gente que, na volta, se esquece do que ali vai fazer.

Sobre o post anterior, pois é estrambólica a analogia, meu caro amigo.
É de tal forma disparatada, a comparação, que me atrevo a classificá-la como outra, talvez mais disparatada, ou não, que é a de imaginarmos a evolução da medicina quântica e molecular nas mãos das conexões neuronais de algum calceteiro famoso.
Longe de mim duvidar da ciência de um calceteiro, tão-pouco da tecnologia empregue nas delicadas operações de manuseamento da pedra, falo sério, mas se quisesse pôr-me para aqui a dizer disparates, poderia muito bem fazê-lo dizendo simplesmente que algumas das mais significativas conquistas científicas que se avizinham estão apenas dependentes de pormenores, decisivos exactamente por serem pormenores, que serão desbloqueados com uma picareta aqui ou uma martelada acolá.
Não funciona, simplesmente não funciona. Existem alguns pré-requisitos para alguém que queira de facto ser um bom artífice desta arte tão solidamente assente no chão, e o requisito primário é, sem dúvida, saber expelir perdigotos enquanto se fala ou se assobia. É um pormenor, é um facto, é que esta arte também é feita de pormenores, e é claro como a água que, largando perdigotos em cima das pedras que o martelo vai polindo, o processo de colagem e fixação das ditas ao chão ensaibrado será também ele facilitado. Outro dos pré-requisitos fundamentais, só a título de exemplo, é a obrigatoriedade de esse alguém se manter à parte de toda a comunidade científica. Pelo simples facto de os perdigotos poderem interferir séria, irreversível e catastroficamente em cada experiência científica levada a cabo. É sabido que os espectrómetros e outros equipamentos computacionais não vão muito à bola com elementos estranhos à investigação…
É claro, existem os ‘bocais’, ou lá como isso se chama, que se vê muito em cientistas e médicos em exercício, mas tais adereços não são para aqui chamados, pois dariam cabo do fundamento essencial que caracteriza a minha comparação com rapidez semelhante à que os CTT colocam novos produtos à venda nos seus balcões. Está fora de questão.

Amigo Gana, houve, no século IIIa.c., um general romano que “balbuciou” uma frase conhecida: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!».
Nunca eu concordei com a interpretação que se tem feito de tal frase, pelo simples facto de a considerar depreciativa, já que, evidentemente, o tal general não conseguiu os seus intentos por terras lusas. Toda a expressão é, na minha simples opinião, um subterfúgio, uma forma de argumentação encontrada por um reles general para se desculpar perante o seu imperador – conquistámos e ocupamos o terreno mas não conseguimos fazer nada daquela gente - há-de ter pensado.
Nós, Portugal, somos pequenos mas somos enormes, tão grandes que o tal general não conseguiu fazer gato-sapato de nós como pretendia.
Mas mesmo que a frase fosse real e não carregasse tanto sarcasmo nas entrelinhas, ela não estaria tão impressionantemente actual, como já tenho lido, pela simples razºao de que uma das condições que hipoteticamente nos torna (tornou) estranhos ter, nos entretantos destes 22 séculos, perdido a validade: o facto de não nos deixarmos governar. Isso não é real. Deixamos, e de várias maneiras até. Se calhar o mal está aí.
Com tantas normas europeias, directivas e metas estabelecidas, o difícil não é deixarmos que nos governem, mas sim contrariar esse governo.


Tem boa semana, caro Amigo, e se quiseres seguir este meu exemplo estás à vontade; vai ao Ti Carlos Bagão comprar uma lima nº2, que as tem lá novinhas em folha e de qualidade, e dão um jeitão à hora da recolha, por exemplo para limar os bicos dos olhos, resultantes de extraordinária conjugação de factores, como as temperaturas quentes que vigoram em consonância com o vigor das Scarlett Johanssen’s que por aí desfilam. Admirável medicamento oftalmológico se produz… no entanto a sobredosagem acarreta os riscos que enunciei acima.

Fica bem, e com um abraço.
Boas férias para quem está de férias e bom trabalho para quem tem trabalho.

o que me vier à real gana disse...

Zmb, só pelo teu comentário valeu este nano-post! Pensamos o mesmo quanto aos CTT; o mesmo, quanto à citada comparação de "impérios"; o mesmo quanto à interpretação que da frase do dito cujo guerreiro romano tem sido feita. Mas não é com a tua concordância k estou contente, é com a tua eloquência! Boas férias, amigo!

o que me vier à real gana disse...

pafalarmaltoucaeu, tás tb a brincar, não tás?

Darwin disse...

Isto já não há nada que me pasme! Se os hipermercados vendem medicamentos e combustíveis, porque é que uma estação dos CTT não há-de vender azeite e açúcar?

No outro dia estava a ler uma revista, e fui surpreendido com uma página que relatava sobre um tal “Higgfly”, que se trata de uma extensão de papel em forma de cone, neste caso serve para as mulheres poderem urinar de pé em urinóis públicos, de modo a evitar doenças contagiosas, evitando assim as acrobacias que por vezes fazem nos WC públicos.

É evidente que quem se queixa das acrobacias das mulheres é porque nunca se imaginou a entrar num urinol para homens, com as mãos completamente ocupadas e ter de abrir a braguilha com uma mão, segurar no "objecto" em causa com a outra e ainda ter de lhe aplicar algumas sacudidelas antes de o "arrecadar", não vá o diabo tecê-las e sobrarem algumas pingas que irão manchar as calças, com o inconveniente de passarmos o resto do dia com a desagradável sensação de estar mijado. Espero que alguém invente um urinol com um braço extensível, quanto mais não seja para facilitar a "sacudidela".

Cada qual “mija” como pode! Mas há tipos que não devem ter mais do que fazer e entretêm-se a inventar.
Como dizia um alentejano ao encontrar a mulher na cama com outro: “Aí Maria, com tantas modernices ainda te hei-de encontrar a fumar!”. Eh eh eh!

Gânia disse...

Se pensarmos bem, chegamos à conclusão de que "merda", deve ser a palavra mais versátil da língua portuguesa!
O uso do vocábulo "merda" é uma questão de educação.
Ninguém pode negar que a utilizamos em variadíssimas circunstâncias e em relação a muitíssimas coisas.

Por exemplo:

Orientação geográfica:
- Vai à merda!

Adjectivo qualificativo:
- Tu és uma merda!

Momento de cepticismo:
- Não acredito nesta merda!

Acidente:
- Já fizeste merda!

Efeito visual:
- Não se vê merda nenhuma!

Especulação de conhecimento:
- Que merda será esta?

Momento de surpresa:
- Merda!

Desejo de ânimo:
- Anda-me rápido com essa merda!

Situação de desordem:
- Isto está uma merda!

Para descobrir o paradeiro de qualquer coisa:
- Não sei onde foi parar aquela merda...

Interjeição comum:
- Mas que merda!

Futebol:
- Isto parece o BENFICA…

Amigo de todos disse...

Caro amigo gana não me esquecí de aparecer mas sabes como é no verão aquí na nossa praia......trabalho....
Quando der, dou uma volta por aquí. Quanto ao blog :):):):):) é o que dá andar muito ao sol, os neurónios acabam por esturrar.
Para toda amalta aqui do blog um abraço.. até setembro

Anónimo José disse...

O Sr. Gana certamente não foi aos correios da Praia de Mira. É que se tivesse ido, além de também não encontrar o açucar amarelo ainda o esperava para aí 1 hora de seca.
Nesta altura e só 1 funcionária !
E trabalha a um ritmo...ai, ai.

zeus disse...

Coincidência ou não fui eu hoje aos CTT e enquanto esperava pela minha vez (senha 36)pus-me com atenção e rigor a pesquisar a panóplia de produtos expostos numa mesa no meio da sala, no guichet de cada funcionário, num balcão atrás do funcionário, nas prateleiras das paredes de toda a sala, nas vitrines e no tecto.
Ora bem, vi: livros de receitas, romances, dramas, ficção, exercícios para a mente, DvD's de filmes antigos, telemóveis, GPS, qualquer coisa relaccionada com a Via Verde que não consegui ver, pois a senha 35 despachou-se muito rapidamente, canecas personalizadas, porta-chaves personalizados, brinquedos (não estou a brincar...eram brinquedos mesmo, CD's de música os quais passo a citar: As músicas preferidas do Ricardo (guarda-redes da selecção) e as músicas preferidas do Jorge Andrade (idem).
Quero com tudo isto apenas dizer que, tinha que pôr uma carta registada com aviso de recepção e os registos...esses não estavam à mão de ninguém. Muito educadamente dirigi-me a uma das funcionárias, pedi licença à pessoa que estava a ser atendida e gentilmente pedi se me podia facultar um impresso de carta registada para ir preenchendo. Com uma má vontade do tamanho do mundo por estar a interromper o que estava a fazer, a funcionária lá esticou o bracinho cerca de 30 cm para a direita e puxou do papel entregando-me de seguida.
De facto amigo Gana...foi muita coincidência este post de hoje. Penso que o que ainda vai valendo nos CTT são os certificados de aforro pois esses estão cada vez melhores. Quanto às cartas em si, penso que em qualquer barbearia ou até mesmo no Alves Bandeira deve ser possível enviá-las. É que de CTT, estação não tem rigorosamente nada.
Continuação de boas férias para todos.

zeus disse...

Pequeno reparo na última frase do meu comentário: "É que de CTT, esta estação não tem rigorosamente nada."
Reforço os votos de boas férias.

interventor disse...

Existe em qualquer estaão sdos CTT para além do livro de reclamações, uns pequenos formulários fáceis de preencher onde, or exemplo, podemos referir a falta de funcionários. Eu já preenchi. Façam todos (os que o sentirem9 o mesmo. Depois, há sempre o próprio "Livro de Reclamações".

Darwin disse...

É verdade, amigo “Interventor”,

Como «Instituição de maior confiança dos portugueses», os CTT quase nunca defraudam as nossas expectativas.
Quando entro numa Estação de Correios, à cautela tiro logo um formulário de reclamação.

Anónimo disse...

Senhor darwin, então vamos fazer como disse o interventor, vamos reclamar.

loirinhaquenãoédeaveiro disse...

Realmente os correios!!!

Amigo de todos disse...

Já notaram que os ctt qualquer dia são mais livrarias do que ctt? Só faltam os sofás confortáveis.

beato salú disse...

Caro gânia...na sua explicação dos variados contextos em que se pode usar a palavra "merda", gostei particularmente do exemplo do Futebol. Muito boa visão a sua!

Maria Zua disse...

Amigo Gil, há sempre uma solução, quando quiseres algum produto sem a existência de dúvidas no engano da loja, tens "os chineses".
Aí, há de tudo, desde os géneros alimentícios até à simples carta e selo respectivo...quem sabe os ditos"higgfly" para as mulheres urinarem como disse o nosso amigo darwin? Só não tens livro de reclamações eles não falam poltuguês falam chilês...lol. Boas férias para todos.

bairradino disse...

Olá a todos, boas férias. Mais uma bem apanhada pelo gil. Os CTT de facto abusam: demasiados serviços e, geralmente pouco pessoal, logo muita seca à espera de sermos atendidos. Pois, com a privatização das coisas ganha-se em lucros mas perde-se na qualidade dos serviços. sei que existem excepções, mas em regra é assim. Sei do que falo.
Mais uma vez, boas férias.

bacano disse...

Malta boa, tudo bem? Sim, os CTT vendem tudo. Aqui em Lisboa já me abasteço na estação do meu bairro. Boas férias.

Gânia "notícias" disse...

Um emigrante português foi detido na Alemanha por causa da prostituição. José Hermínio assaltou uma tabacaria e, quando tentava fugir, chocou com alguma violência contra duas prostitutas, tendo sido capturado pelas autoridades alemãs. O português vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

qwz disse...

Não sei se isto ajuda a perceber melhor o papel dos correios ou não, mas há dias vi um camião vermelho dos CTT a carregar paletes de fruta, sobretudo pêssego, uva amarela, meloa, no Mercado Abastecedor .
Até aqui tudo bem, mas o que me indigna mais foi ver um saco cheio de cartas, algumas de correio azul, depositado numa prateleira com o seguinte letreiro identificativo: «Serviço Tradicional»...

J P G disse...

Era para fazer um comentário de jeito mas, acabo de entornar um cartucho de colorau (quarto de quilo), que comprei numa bomba de gasolina.

Tenho o teclado cheio da especiaria avermelhada.

Dasssse!

anonimo da cornalheira disse...

jpg: Do melhor!!!

Isilda disse...

Bom post. Os comentários, do melhor também. O eng. Belmiro ganhou concorrência.

Anónimo José disse...

Eu gosto dos CTT, até acho que deviam vender mais coisas e servir refeições ligeiras, por exemplo, vender tabaco e vinho a copo.
Também gostava de ser carteiro. Ao que dizem, às vezes acontecem-lhes coisas interessantes (não, não estou a falar das dentadas dos cães).

o que me vier à real gana disse...

JPG; anónimo josé, zeus, qwz, gânia "notícias", demais!!!

Anónimo disse...

quem é o eng. Belmiro?

bairradino disse...

è o Azevedo, claro.

Anónimo disse...

Efectivamente os Correios a única coisa que não têm de momento...é a entrega do correio a tempo e horas...de resto, têm tudo, ou quase...

A semana passada tive necessidade de contactar uma pessoa com urgencia e como só tinha a morada...
Lembrei-me: vou mandar um telegrama.
Dirigi-me à Estação local dos CTT e pedi um impresso...
A primeira complicação foi que a funcionária nem sabia onde estavam os impressos...porque já raramente se enviavam telegramas...
Por fim um colega lá lhe disse que procurasse na gaverta tal...e lá estavam os impressos...
De impresso ma mão perguntei: quanto tempo demora a entrega do telegrama?
Se for taria normal, será entregue amanhã...se for com urgencia ainda será entregue hoje...

Como tinha urgencia, optei pela segunda opção...
Eram cerca de 11,30 H...paguei 6 euros e mais uns centimos...e fui embora...
No dia seguinte pelas 15,30 H...recebi um telefonema da pessoa que precisava de contactar com urgencia...havia acabado de receber o telegrama, pelo qual paguei uma taxa de urgencia e que possivelmente levou mais tempo a entregar do que se fosse em tarifa normal...

Por isso...como já não cumprem as funções para que deveriam estar vocaciondos...o melhor mesmo...
Era passarem a vender assucar e outras coisas...na hora...!!!

Obidense