segunda-feira, 3 de março de 2008

O Desconhecido e o Novo como Íman para os Portugueses

Estive para postar sobre o Sporting/Benfica, mas... optei por isto:


O DESCONHECIDO E O NOVO COMO ÍMAN PARA OS PORTUGUESES


Somos aventureiros, curiosos e abertos ao novo. Os séculos XV e XVI provaram-no, como o provam tempos ainda mais recuados: não necessitamos de uma leitura muito aturada da nossa história, para nos apercebermos de um constante e endémico sonho do povo luso com horizontes mais amplos; do gizar de planos ousados; do estudo e aperfeiçoamento de instrumentos e técnicas; da aceitação e convívio com gentes com outras vivências. As excepções, que as houve, não obstam ao dito. Períodos de ostracismo e de tolhimento destas faculdades dos portugueses sucederam-se no tempo. Um deles, por pouco não o senti.
… O pós 25 de Abril de 1974 veio permitir a libertação, qual “génio da Lâmpada”!, desta nossa não exclusividade mas muito arreigada qualidade. Sim, temos apetência pelo novo, pelo para além de… Existem exemplos de atavismo, sim, não constituem, contudo, a regra. O português é um early adopter, chega a manifestar euforia pelo novo, enquanto consumidor, obvious, mas já também enquanto produtor de inovação.
Conhecemos a importância do estatuto social, reconhecemos que os ingredientes que lhe dão corpo mudaram; reconhecemos a sobrevalorização da aparência… As pulseiras e os anéis foram substituídos pelo telemóvel - sempre que possível de última geração -, pelo Ipod, ou ainda pelo GPS no interior do automóvel.
Só pela força o português se fecha!


Carlos Jesus Gil

3 comentários:

J P G disse...

Amigo, somos de tal forma abertos a novas experiências que eu pessoalmente vou a uma manifestação pela 1ª vez, como profissional. Já agora, a saída do autocarro cá em Coimbra é às 9:00 mas outros lados têm transporte mais taerde, às 10:00 e mesmo às 11:00. Força!

oquemevierarealgana disse...

Força a nós. JPG, não estou absolutamente nada admirado contigo, pois sei que tudo fazes pela justiça!

Tomas de alencar disse...

È nisso somos, bons.