terça-feira, 21 de outubro de 2008

O lápis e a borracha

Como as aulas estão praticamente no início, justifica-se (digo eu) a seguinte repostagem:


PARÁBOLA/CONTO


O LÁPIS E A BORRACHA


Moravam no mesmo estojo, um lápis todo janota e uma borracha toda borracho. Ambos executavam com brio as suas funções: se o lápis escrevia – não fosse, ou mesmo fosse, o que devia -, lá vinha a borracha, esbelta, esguia, e tudo, tudo de algo delia.
Duro coração, o daquela borracha. Como enganava aquela textura macia!; coitado do lápis, incansável e abnegado trabalhador, amigo de verdade, um indefectível! Esferográficas, marcadores, afiadeira, tubo de cola, caneta correctora, lápis de outras raças, até a própria borracha, todos podiam contar com ele. Aliás, todos os coabitantes daquele estojo eram família. Bem, não o foram sempre, mas tornaram-se. Uma verdadeira Pensão Familiar, aquele estojo.
De facto desconheciam-se por ali querelas, graves aborrecimentos. Talvez as esferográficas tivessem alguma razão de queixa da caneta correctora…, nada, contudo, de muito exasperante. O corrector nunca fora tão rude, é verdade que, volta-e-meia, toldava a lavra da esferográfica, mas a coisa era feita com alguma delicadeza e mesmo serenidade.
Com a borracha a atitude era outra, com ela era tudo à bruta!... De maneira que o bom do lápis andava desgostoso, mesmo deprimido com o desdém com que era tratado pela vizinha. E diminuído que estava! Bem, é certo que todos os lápis em função decrescem com a idade, mas com aquele era demais, tantas, em tão pouco tempo, foram as vezes que visitara o aguço. O mais terrível de tudo era a consciência do pouco que tinha produzido, pois tanto fora devastado.
Estava, pois, na hora de uma conversa de macho para fêmea (de ser para ser, que não era dessas coisas, o lápis); ser borracha é tanto como ser lápis, uma não é mais que outro!, pensam os justos.
- Por que me tratas assim, vizinha?
- Assim como, rapaz?
- Assim, tão friamente, despeitando-me com assaz constância, derrubando tanto do que ergo.
- Está na minha natureza, lápis, não é por mal, crê!
- Mas não podias, ao menos, não passar por cima de algumas coisas? Às vezes até voltam ao mesmo, coisas que apagas!
- Não, é instintivo, já te disse que é a minha natureza. Repara, tu também tens a tua natureza, a qual, por sua vez, também há-de, de quando em quando, ferir o prestável papel. Não com a pressão que exerces sobre ele, mas com a substância de algumas das marcas que lá deixas. E olha que há papel bastante nobre, que não merece certas coisas!...
- Pronto, já vi que não mudas. Olha como já estou tão pequenino!
- Lápis, sinceramente… não te julgava tão piegas! Eu também estou bem mais pequena, de cada vez que apago a tua lavra também eu perco físico. Mas quem te julgas tu afinal?, o desditoso mártir do estojo?!
Posto isto, ao bondoso do lápis não resta senão a resignação: uma vida implacavelmente a correr para o fim, ao ritmo frenético das inexoráveis apagadelas!... – Deixa lá, está na nossa natureza!

Carlos Jesus Gil

73 comentários:

Fernanda(Brisa Feliz) disse...

Ola!

Obrigada pela visita.

Adorei o teu espaço, voltarei sempre!

Aliás vou te linkar.

Bjos de luz!

Anita disse...

Olá boa tarde venho agradecer a visita e volte sempre pois será sempre bem vindo.
Beijinhos
Fique bem. Fique com Deus.
Anita (amor fraternal)

Anónimo disse...

Anita...Fernanda...e o POST, não comentam porquê?

Luiz Caio disse...

Olá Carlos! Boa tarde!
É Como o ciclo da natureza... O predador e presa. Todos nós somos predadores, e somos presas em algum momento da vida... Tudo foi feito com equilibrio!

TENHA UMA ÓTIMA SEMANA!

Carlos Rebola disse...

É verdade Carlos Gil

Está na natureza de muitos seres e infelizmente entre eles pessoas, destruírem o que outros fazem, numa tentativa de os diminuírem para assim parecerem maiores, mesmo quando vivem em comunhão. Se chamados a justificarem-se, fazem-no dizendo que é da sua própria natureza, que não podem mudar. Mas querem e tudo fazem para mudar a natureza dos outros.
O conto é para fazer reflectir, conseguiu, no entanto poderia ser mais elaborado.

Abraço
Carlos Rebola

Léo Mandoki, Jr. disse...

sempre achei a borracha uma tipa tipo estraga-prazer! e a maior vítima dela é o lápis!! coitado do lápis, por mais preto e forte que seja, sucumbe sempre com uma suave apagadela. Mas elegante mesmo é a tradicional esferográfica Bic, a azulinha com tampa azul que mais parece um mini-foguetão.
eheheheh
gostei do sexo dos anjos. Construí logo uma imagem mental de um anjo com ratinha, pq anjo com pilinha já tem mtos.
um abraço.....
vou costumar a aparecer por aqui e linkar teu blog

Cadinho RoCo disse...

Mexer com a natureza de cada um não é tarefa fácil.
Cadinho RoCo

Carla disse...

assim é a vida...para uns sobreviver outros têm de perecer. Hoje caça amanhã caçadores
beijos e gostei do post

sp disse...

Algum humor inteligente e um dominio de linguagem e de emoções invulgares.

Gostei muito!

Um abraço... peludo.

(se o Carlos fores tu, ainda mais feliz fico!)

Osvaldo disse...

Olá caro amigo;
O conto "O Lápis e a Borracha" que eu não conhecia, é uma verdadeira lição de cohabitação onde mesmo que uns se sobressaiam a outros, todos terão o seu lugar no estojo da vida...
Assim é a natureza, onse cada animal, cada vegetal, cada pedra, cada grão tem o seu lugar.
Gostei imenso do seu blog.
um abraço

Peter disse...

"ao bondoso do lápis não resta senão a resignação: uma vida implacavelmente a correr para o fim, ao ritmo frenético das inexoráveis apagadelas!..."

Tal como nós, humanos.

"Amar esta sombra que desliza e que é talvez já a presença que nos foge." (António Ramos Rosa)

deh disse...

poxa, tem muita gte borracha no mundo... hehhee

Maria Zua disse...

Boa noite. Gostei do conto. Não fique a borracha convencida, que os dias dela e até do estojo cheio vão acabar...vem aí o MAGALHÃES para destabilizar a verdadeira "Pensão Familiar".
Só tenho pena do Lápis...
Bjs.

Quase Trinta disse...

Adorei o conto..... não conhecia.. vou fugir das borrachas..rs

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá, grata pela visita voltarei para ler o texto, o blogue é lindo!
Beijinhos,
Fernandinha

Marlene Maravilha disse...

Uma das coisas lindas da vida é o respeito mútuo, nao esquecendo que aonde termina o meu, comeca o do outro. É melhor nao partir para julgamentos porque nao somos melhores do que ninguém. Somos todos absolutamente iguais.

abracos

Luciana disse...

"Kibon" que gostou!
Gostei do seu tbm!

Srta Emy disse...

Genial!
Cada um de nós é um pouco lápis e um pouco borracha. Afinal, que graça teria ser um só?
Beijo malvado.
:*

JOICE WORM disse...

Carlos, se estás em aulas de Oficina Literária e este é um dos primeiros textos. Digo-te que de imaginação já vai com boa nota.
Também estou cursando uma, mas o meu texto está em espanhol. Vou lhe enviar via e-mail para se distrair.
Adorei a filosofia da sua crônica!!

Táxi Pluvioso disse...

Inapagável.

Primo Basílio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Compadre Alentejano disse...

Gostei do conto. Todos nós somos uns predadores...
Mas há uma coisa que a borracha não apaga: a nódos deste governo!!!
Um abraço
Compadre Alentejano

Andreia do Flautim disse...

Esse história é boa para a minha afilhada.

Ferreira-Pinto disse...

Uma boa história de verdadeira coabitação.
E de mútuo respeito.
Coisa que infelizmente não abunda nos dias de hoje!

anderson eduardo disse...

Muito bom este conto.... parabens...e boa semana

Mariana disse...

optimo texto:)bj

Sargento Peixoto - O Monge disse...

Gostei disso, não há porque mudar...

Está em nossa natureza. Na minha as armas, na tua algo mais profundo e menos furioso.

Curioso contudo.

Devo infelizmente informar que o conto do psicopata ultimamente muito bem quisto dos blogs irá ter uma pausa de uma semana pois outros de meus contos me solicitam atenção, vou postar partes de cada um deles durante esta semana antes de retomar a escrita mais fiel ao meu monstro interior.

Sargento Peixoto - O Monge disse...

Cotidiano atualizado meu amigo, mas com um conto diferente, dê sua opinião se assim possível se fizer.

Um grande abraço.

Darwin disse...

Excelente fabula, não anda muito longe do que se está a passar no Mundo. Está na natureza de muita gente, apagar ou destruir o que outros fazem.
Espero que continues com a mesma inspiração e bom humor, porque os tempos são de pouca inspiração e muita economia.

São disse...

Rrrrssss...
Gostei, a sério.
Saudações...e, se for o caso, bom retorno às aulas.

poetaeusou . . . disse...

*
quantas licções
a extrair,
gostei,
vou reler !!!
,
brisas serenas te envio,
,
*

Inside Me disse...

essa briga aí num tem fim, meu caro. Ah e podes "empoemar" sim, será um prazer, kkkkkkkkkkkk

Ana Maria disse...

Adorei o conto.
É a natureza do lápis e da borracha, e nossa de usá-los.
Bjs!

Mary West disse...

O instinto sempre falará mais alto. Eu sempre acreditei nisso.

mélita disse...

Penso que essa de natureza das coisas é desculpa de mau pagador.

Zabour disse...

Olá!
Vim aki retribuir a tua visita no meu cantinho. tb gostei do teu, vou voltar e linkar-te, ok?

Bjokas

Toninho Moura disse...

Ôpa! Muito nos honra com sua visita ao Dicas Sobre Nada. Venha conhecer as Aventuras do Capitão Ócio, CV & SR, dois tiras que são parceiros na Viatura 2112, e tente decifrar o Fragmentos de Um Romance.
Voltaremos sempre!
Em tempo, receberás um e-mail com as instruções.
Braços!
Toninho Moura
Capitão Ócio

Mariazita disse...

Boa noite, Carlos
Gostei muito deste texto, fruto duma imaginação prodigiosa!
Se compararmos cada objecto a uma pessoa, encontramos uma verdadeira sociedade, com seus diversos elementos, respectivos defeitos e qualidades.
Parabéns.
Beijo
Mariazita

Deise Longhi disse...

A gente tb diminui com o tempo...

AB disse...

Não vale a pena tentar mudar o que está na natureza de alguém, neste caso da borracha. Gostei da parabola!
Beijinho.

Anónimo disse...

O mesmo se aplica a este Blog, antigamente era muito bom com intervenientes de grande nível.
Mas agora veio a borracha e apagou os restam alguns antigos mas poucos e o restante é só beijinhos e agradecimentos, que seca.

Maça disse...

O conto está engraçado. Mas onde é que anda a malta???????? Já tenho saudades daqueles "confrontos" desbocados. Será que a crise os levou a ficar sem net? É o mais certo. Ó Darwin e Mélita, não se vão tb voçês!!!!

Anónimo disse...

É a sociedade que está aí nesse estojo, não é?

Uma Ilha disse...

É nem todos aparecemos e ficamos no estojo da vida, alguns são esquecidos ou simplesmente apagados.uma ilha

alquimista disse...

Maça...não digas isso porque o Gil fica chateado contigo. É que o blog foi globalizado e está agora hiper, super, ultra mega melhor! É uma chuva de beijos e abraços como não se vê em lado nenhum. Acho até que o nome do blog deveria ser mudado para http://ora_dá_cá_um_e_a_seguir_da_outro.blogspot.com
No entanto, o pessoal bazou mas ele acha que são todos parvos e que ele é que tem razão. É muita gente a estar errada, não achas Maça? Portanto, não sejas mais uma! Eu ainda assim por cá vou passando a ver se isto melhora. Espero um dia voltar, apesar de ter sido rotulado de hipócrita.

Pelos caminhos da vida. disse...

Vim para agredecer sua visita e seu apoio.
Não vou me desanimar diante disso,pois tenho encontrado bastante apoio,vou continuar,ainda bem que os presentes que ganhei(selinhos) tenho todos eles salvos,qto ao visual da casa,vou muda-lo.
Obrigado.

Vivian disse...

lindíssima parábola que me fez pensar em
quantas vezes como lápis, deixamos gravados
no tempo nossos sonhos e desejos, e vem
as pessoas 'borrachas' apagando o que
construimos com amor?

feliz de estar aqui, e feliz
em recebê-lo lá em casa.

bj

Mas afinal o que estou eu aqui a fazer?... disse...

Mas que bem que se conta aqui a história de todos nós....

É verdade. Sejamos patrões ou empregados, ricos ou pobres; sejamos dominadores ou submissos, lápis ou borrachas; havemos todos de minguar até à extinção. Na história da nossa existência não há lugar para a excepção.

Muito bem, gostei! ;)

Beijinhos

bairradino disse...

Todos nós representados nesse estojo. Tantas subectividades, naturezas. Mas afinal, podemos ou não podemos mudar a nossa natureza?

Anónimo disse...

Estou contigo Alquimista. De quando em vez ainda aqui vou passando... vale pelos textos do autor. Falta o bom e velho espírito de troca de opiniões.
A solução é nem sequer espreitar os comentários e fingir que este é apenas mais um blog de postagem (debitação)de textos.

GUILHERME PIÃO disse...

Me identifiquei com o texto:
Sou o lápis e a minha mulher a borracha, eu faço e ela apaga as minhas cagadas...ehehe
Abraços

EUMESMA disse...

Vim retribuir a tua visita.
Volta sempre.



http://oceanodepensamentos.blogspot.com/

Pauo Sousa disse...

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DO PROFESSOR

Visitem e comentem.

http://paulopintosousa.blogspot.com/

Nuno de Sousa disse...

Belo espaço onde a escrita é rei, e que belos textos aqui tens, gosto deste particularmente onde se junto o diálogo a um texto simples com humor e que nos agarra.
Obrigado pela sua visita e pelas suas palavras, é o que adoro fazer, pois escrever não é realmente o que saiba fazer :-)
Cumprimentos,
Nuno

Humana disse...

Adorei o conto Carlos!
A mim já me tentaram apagar muitas vezes mas sem exito graças a Deus!
Sou pequenina e sei que com o tempo vou diminuir mas enquanto cá estiver vou escrevendo.
Um beijinho

Humana disse...

Oh Carlos, desculpa lá mas não me aguento!Já sei que vou ser rotulada de burra e outras coisas mais de novo, concerteza mas tens por aí uns "amigos" saudosistas que te enchem a paciência, não?
Querem um espaço cultural para gente inteligente?Porque não o criam?
Criticar o que está escrito tudo bem mas criticar de forma exaustiva as pessoas que te comentam?Acho que as pessoas adoram polémicas.Vão chatear o governo e fazer greves...acho que têem muito jeito pra isso.

PS Agradeço desde já os insultos.Lol.Beijinhos amigos!!!

Gilbamar disse...

Infelizmente algumas pessoas parecem esquecer que a vida só tem sentido se plantarmos boas sementes que farão nascer os melhores frutos. Graças a Deus que não são muitas.

Abraços fraternos.

Chinha disse...

Está fabuloso....
Uma conotação perfeita da vida num simples estojo com a vida real.

Ao ler-se vai-se sempre associando à realidade.

Gostei muito

Bom sábado

bjinho

dragao vila pouca disse...

Lápis e borracha, os dois, lado a lado, a caminharem alegremente para o abismo. Por cada escrita...uma apagadê-la...e mais um eucalipto abaixo.
Um abraço.

t i a g o . disse...

História engraçada, e dá que pensar! =D

Tiago.

drosofila disse...

Que lindo!

o que me vier à real gana disse...

Olá, bom fim-de-semana para todos!

Exígua disponibilidade tem-me afastado daqui. Obrigado a todos os k visitam; mais ainda a quem visita e comenta... da maneira k quiser ou souber!

Humana; gilbamar, aqueles k teimam em desestabilizar não são amigos meus, são meus "amigos"!

Multiolhares disse...

em tudo existe dualidade
quando um faz outro desfaz
o importante era conseguir o meio termo
beijo

Maria Zua disse...

Carlos, está na hora de outro tema, outra história ou o que te vier à real gana, porque a falta de tempo que tens, para novos mas "bons" temas, destabiliza alguns AFIAS do estojo, melhor dizendo, os que se dizem amigos cultos, mas que de cultura, deixam muito a desejar.Conheço pessoas incultas cuja humildade prevalece, ao contrário de algumas que são doutores e afins, a arrogância apaga-os...não sei se me fiz entender, mas tambem a carapuça só serve a quem serve.
Para terminar desejo-te um Bom Fim de Semana e deixo-te UM GRANDE BEIJO.

Anónimo disse...

Só para dizer que afinal tens aqui alguns dos antigos que ainda gostam disto. Ainda bem porque se já era bom agora é melhor.

Nadezhda disse...

Por aqui o ano letivo está acabando. Começar só em Fevereiro mesmo.

Meu lápis e minha borracha vivem uma relação assim.

;)

Anónimo disse...

Pois é, no brasil devem estar a começar as férias. Aqui acabaram por este ano. Gozem-nas bem malta.

O Profeta disse...

O sonho de hoje voa no amanhã
Esta terra prende-me os pés
Um fruto maduro é repasto de pássaro
Um caminho feito de lés a lés

Taça de finos aromas
Uma súplica presa na brisa da tarde
Na morada dos teus maiores desejos
Há um coração que por ti arde



Bom domingo

Abraço

alberto joão disse...

Nas minhas ilhas só se constrói. Não há cá o bota-a-baixo.

Anónimo disse...

Presas e predadores é o que somos. Isso mesmo senhor luís caio.

ICH LÍEBE DÍCH disse...

Estão tentando me apagar....mas eu vou resistir !!!
Não é qualquer "borrachinha" insignificante e "sujinha" que vai me apagar, e nem me abalar....rsrsrsr
Na vida ,encontraremos sempre, pessoas prontas e nos apagar....mas pra isso temos que ter de reserva sempre uma "caneta"......só para complicar um pouco ou matar no cansaço....rsrsrsr
Bjs...

SuEli disse...

Boa Tarde, Obrigada pela sua visita.
Lendo este seu post, me inspirei para colocar um no meu blog que apesar de parecido, tem ensinamentos diferentes, pelo menos aos meus olhos e aos meus entendimentos.
Visite-me depois para ver se você quis dizer a mesma coisa.
Foi um prazer conhecê-lo, volte sempre,
Que Deus te Abençoe, ilumine e Proteja,
Fique com Deus,
Beijos,

Anónimo disse...

e' albarda !!!parecias um trouxa....parabens masso!!!!!!!!!!!!!!!!!!