sexta-feira, 15 de agosto de 2008

E quem lá fosse?

E QUEM LÁ FOSSE?


Vamos lá então ao que se pretendia com o desafio do post anterior… esperem lá!, não, mudei de ideia. Veio-me agora à real gana isto: em competitividade de mercado, vários são os factores que contam. Em termos grandeza, não podemos nunca, mas nunca mesmo, esquecer-nos da qualidade do produto, da inovação, do nível de funcionalidade, dos prazos de entrega e, claro é, do preço. Na formação deste, diversos são, também, os factores que mandam. Contaremos sempre com a procura, a oferta, a qualificação da mão-de-obra, o preço desta, as economias de escala, os preços das matérias-primas, da energia, dos transportes. A energia…os transportes! Neles reside, não tenhamos dúvidas, a causa de uma inevitável mudança de paradigma. Neste momento, devido ao preço daquela, estes impõem-se, logo:
Se o preço do petróleo continuar elevado (acima dos 100 dólares, ou mesmo abaixo mas lá perto, é muito elevado), assistiremos a mudança… de paradigma: reviveremos o regionalismo, sim, o regionalismo imposto pela necessidade do encurtamento de distâncias físicas, enquanto a globalização se remeterá ao inevitável: à complementaridade de bens e serviços – casos únicos em que o encurtar distâncias materiais não será possível -, ideias, a comunicações não físicas.




Carlos Jesus Gil

5 comentários:

Baco disse...

Txi, txi, txi... é pázito Maço, vocemecê na se tará inganádo? Ê axo que num temn ada a bêr cu pitrólio! Atão?... Cólidade du pruduto, in uvação, nível, cólidade dos prazos. É claro como o palhete. Num póde ter nadinha a ber cu pitrólio. Cá pra mim é binho... e do milhor.

Gânia "notícias" disse...

No último ano, como durante a crise dos anos 70, os preços do petróleo foram multiplicados por 4. Desta vez, no entanto, a evolução foi mais lenta, e, de facto, todos os sinais indicam que esta nova crise veio para ficar.
Segundo The Economist, há 35 anos atrás, o embargo dos países produtores de petróleo tinha sido brutal como um golpe de martelo. Desta vez, a estagnação da produção concomitante ao aumento da procura demorou 5 anos sem que ninguém se preocupe, até que a situação fique cada vez pior.

Por enquanto, os efeitos da crise fazem-se sentir, e a opinião pública tenta, naturalmente, designar responsáveis: os especuladores que se aproveitam da miséria dos outros, as companhias petrolíferas, etc. Mas no final das contas, é apenas a lei da procura e da oferta que determinará a evolução dos preços. As reservas são limitadas, enquanto que a fome de crescimento e de conforto dos países emergentes não é…

A ideia é que, mesmo assim, “ ao fundo do barril, há uma esperança”. De facto há: as duas primeiras crises do petróleo levaram as nações a abandonar o petróleo na produção de electricidade. Seria bom que esta terceira crise levasse à liberação do sector dos transportes deste monopólio petrolífero centenário.

O aumento das taxas de juros europeias tem impactos negativos sobre o dólar. A de valorização do dólar leva ao aumento mecânico dos preços do petróleo e das matérias-primas. Os especuladores sabem isso, e apostam ainda mais nas matérias-primas, levando-as a subir para além do efeito mecânico. Provocando assim, uma maior inflação na Europa.

Numa economia mundial e aberta, os jogos de interesse contraditórios tornam ainda mais complexo o desempenho da política monetária.
Enfim, quando Bush invade o Iraque ou ameaça o Irão, «faz mais» pela especulação que todos os especuladores juntos, limitando-se a interpretarem os «sinais dos tempos»?

stériuéré disse...

pois tal como eu tb mudas da água pró vinho sem quê nem pra quê, mas assim tem a sua piada . Pois bem , o preço do petróleo está horrivelmente alto e impossibilitando algumas pessoas de terem um modo de vida + - razoável. E depois queixam-se que há furtos e mortes , é normal, não há dinheiro pa grandes comfortos e a malta agarra-se ao que pode . Pra mim o pior que fizeram até hoje foi a invenção do dinheiro ( moeda), aí começou o grande problema . Ainda hoje o comércio deveria ser feito através de batatas e cebolas ndo nosso humilde quintal.

alberto joão disse...

Olá boa malta! O senhor gana tem aqui uma excelente análise económica. Apetece-me convidá-lo para o meu governo. Continuação e boas férias.

Darwin disse...

O ministro da Economia, Manuel Pinho, considerou que se a tendência de queda do preço do petróleo se mantiver terá um impacto extremamente positivo na economia portuguesa.
"Há um ano, o barril estava a 70 dólares e depois aumentou para 140. Não há razão objectiva para que o petróleo tenha duplicado o seu preço em tão pouco tempo", afirmou, considerando que a instabilidade no preço está associada uma "forte componente especulativa".

Extraordinário! Pinho não cessa de nos surpreender. Esta conclusão é de uma perspicácia, a que só os eleitos podem aspirar. Confesso que ainda não interiorizei completamente os conceitos económicos em questão, mas estou convicto que lá chegarei com muito esforço intelectual. O que me intriga mais é como a queda do preço do petróleo pode ter um impacto positivo na economia. Vou continuar a pensar!

«Nem os ricos escapam à crise dos mercados. As fortunas portuguesas não são excepção e registaram este ano, pela primeira vez desde 2004, uma queda no valor dos seus activos. A riqueza detida pelos milionários nacionais vale hoje 32 mil milhões de euros, menos 6% do que no ano passado.»

Pelo que podemos ver até os milionários "sofrem" com a crise. Lamentável. Aquele decréscimo de 6% é de ir às lágrimas...de comoção pura. Que interessa se no ano anterior as fortunas desses senhores tinham subido uns míseros 36%? Os 6% é que são realmente dramáticos. São as vicissitudes da Bolsa que pregam estas pequenas partidas aos nossos pobres ricos. Infelizmente e como se viu claramente com a crise do subprime norte-americano, esta gente gosta de privatizar os ganhos e de socializar as perdas. Ou seja, quando perdem arranjam sempre maneira de sermos nós, os do costume, a pagar a crise que eles próprios criaram com as suas insaciável ambição e sede de lucro.