quinta-feira, 14 de maio de 2009

Livros

LIVROS


Gosto de os ter; todos os bons livros quero adquirir. Sou um comprador compulsivo de livros. Hei-de ter biblioteca ou bibliotecas pejadas de livros do chão ao tecto; só dispensarei espaço para a luz, muita luz – terei, forçosamente, que recorrer a um Siza – e, obviamente, para um centro amplo com mesas q. b. e cadeiras em proporção. Isto porque os não quero só para mim…
Livros…, dão-me remorsos os que ainda não li embora os possua já!... Gosto de os tocar, de os ler, de os cheirar, de os reler.
Aprende-se tudo na relação de complementaridade existente entre os livros e a experiência. Num bom romance, por exemplo, podemos: aprender História, absorver Filosofia, compreender políticas e politiquices, entender de um modo simples um complicado fenómeno natural – que o cientista, porque o experiencia e vive, percebe na plenitude mas não explica cristalinamente, por natural incapacidade -, entender o mundo económico e social, cheirar e ver em estranha realidade os cenários (ao ler um romance encontro-me num cinema…, sou director de fotografia, sou o homem do som, sou o realizador e, se for do meu agrado, até sou o protagonista…), enfim, um bom romance inocula doses cavalares de estoicismo, sopra auras antidesalento.
Livros, gosto dos velhos e dos novos, de todos os que entretêm ou acrescentam… Gosto de os ler, reler – a alguns de re-reler -, de os dar a ler, de os discutir; gosto de os usar, porém nunca mas nunca de os estragar (não é sujo o sujo do uso; é de exaltar a perda de elegância física de um livro quando a mesma se deve à sublime função para que foi concebido - que estar direitinho na estante é desdenhá-lo -, agora estropiá-los…, estropiar livros?! Fico furibundo quando me deparo com tal!).
Livros: unidades fabris onde operam palavras; cidades de palavras; espaços de lazer para palavras – que os compartilham simbioticamente com os humanos -; parques desportivos para palavras; por vezes, maternidades para palavras.
Livros: palavras, imagens – que todas as palavras projectam imagens -, emoções…Vida!




Carlos Jesus Gil

19 comentários:

Darwin disse...

Gosto de livros. Eles sempre desempenharam um papel muito importante na minha vida. A leitura de um livro, seja ele de poesia, ficção literária, ensaio ou banda desenhada, é um exercício irrepetível e inimitável, em qualquer momento da nossa vida.
A leitura é hoje uma necessidade que deve ser incutida junto dos mais jovens, porque uma boa formação pessoal passará certamente pelo incremento do gosto pela leitura, pois na era da informação, em que os conteúdos entram em todos os lares de forma imediata e eficaz, é fácil de se abdicar dos livros.
Será que os computadores vão matar os livros ou o gosto pela leitura?
Penso que não. O computador é mais uma ferramenta, um meio para acedermos a mais leitura, a mais saber, a lermos mais - a imaginarmos e a criarmos com base no saber ler e nas possibilidades que o computador nos abre.
Não se deverá temer o computador, mas vê-lo como um aliado, como algo que pode ajudar quem lê (e quem ainda não lê) a gostar de ler.
O que ameaça hoje o gosto pela leitura são as escolas superlotadas e os programas desajustados e a sobrecarga curricular, tudo a transformar a escola num lugar de tortura, e todas as actividades, que nela se processem, em obrigações desprovidas de qualquer entusiasmo estimulante.

Para terminar gostaria de citar John Rowe Tonsend:
“Eu ainda acredito na capacidade que têm os livros de continuarem vivos. O livro é um velho pássaro manhoso. As pessoas pensavam que o cinema e a rádio e a televisão iriam dar cabo dele, mas até agora isso ainda não aconteceu. E talvez não seja assim tão loucamente optimista esperar que, no século vinte e um, quando já tiverem passado à história todos os milagres modernos e muitos outros de que ainda não ouvimos falar, uma criança ainda possa ser encontrada aqui e ali, deitada de barriga para baixo em cima do tapete, a anos-luz de distância dos que vivem ao seu lado, completamente imerso nas páginas de um livro.”

Darwin disse...

Um grande abraço para o amigo José Terra.

Monique Frebell disse...

Livros, tô precisando comprar alguns para me atualizar a leitura...

Besos!

Daniel Savio disse...

Maneiro o texto literario...

Sendo que sinto algo parecido com os quadrinhos, adoro ler sobre o Batman, Homem Aranha e etc, até gosto de ler o Pato Donald e Mickey.

Fique com Deus, menino Carlos.
Um abraço.

GMV disse...

Livros...

"Gosto de os tocar, de os ler, de os cheirar, de os reler."... e eu já gosto de ti por tudo isso!

E também gosto de os ler para os meus "lindinhos".

Beijos livrescos, Carlos

jose terra disse...

um bom livro é como um bom vinho só com umas diferenças...
sabem dizer-me quais?

zé terra

linda disse...

gil, adoro este mundo da net. Mas gosto cada vez mais de livros.

bj

batutaemeia disse...

Também tenho assim um apego aos livros. Tou como o darwin, penso que a net só vai ajudar a gostar mais de ler em papel.

Mariazita disse...

Não vou coementar (por agora); apenas venho transcrever a resposta que dei ao teu comentário na minha "Casa".

Caro Carlitos
Embora tenha deixado de responder aos comentários aqui, neste espaço, (salvo no caso em que os comentadores não têm blog), abro aqui uma excepção para dar uma explicação, suscitada pelo teu comentário, que penso deva ser do conhecimento de todos os meus leitores de Anita.

A história não tem nada a ver com a minha árvore genealógica.
Como já tive ocasião de referir trata-se da história da vida de alguém que uma amiga minha conheceu, e que ma transmitiu.
Não se trata de uma biografia.
Obviamente, os nomes das pessoas são fictícios, os locais não são nomeados, propositadamente, embora eu os conheça; as datas referidas não são exactas, mas muito aproximadas. Tudo se passou no século XX; a história termina em finais dos anos 80.

Quanto à tua futura compra :) digo-te o mesmo que, no capítulo anterior, disse ao João Paulo:
é melhor esperares sentado...

Obrigada por teres vindo.

Um beijo
Mariazita

Táxi Pluvioso disse...

Nam... não se aprende nada nos livros. No bordel já é outra coisa mas em Portugal é proibido...

Vestidos de leite. bfds

João Água disse...

Zé Terra, um bom vinho não tem comparação com nada...ai não !

Laurindo disse...

Livros sempre. Mesmo aqueles aos quadradinhos

dragao vila pouca disse...

Assim sendo e como eu também gosto muito de ler e já li muitos - agora com isto do blog, leio muito menos -, pergunto-te: dois ou três livros de referência?

Deixo os meus: Papillon - foi o primeiro livro que li de enfiada - A sombra do vento e Padrinho.

Um abraço

Beautiful Stranger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Beautiful Stranger disse...

ler esta entre as coisas que mais gosto de fazer, traz um conforto e um crescimento imenssuravel; quem dera se todos tivessem este mesmo pensamento...

;)
strangerbeautiful.blogspot.com

Táxi Pluvioso disse...

Um site com vários concertos, inclusive Nine Inch Nails.

ϟ Camila S. ¬ disse...

oslivros são impotantes demais pra mim,é assim que as vezes eu fujo da realidade e me faço feliz neles!

AZUL DRAGÃO disse...

Aqui está o laudativo retrato
do LIVRO .

Bem hajas !

(mas não te esqueças nunca dos OUTROS que os teus olhos vêem )


Um abraço

Vladimir Petromax disse...

Gosto muito de ler o que escrevo, como tenho escrito pouco e não editei nenhum livro, que me lembre, pelo menos sóbrio acho que não, a leitura resume-se a trabalho. E os livros técnicos são uma seca, mas tem de ser, e o que tem de ser, tem muita força, lol, abraço Gil