NEGÓCIO/ÓCIO
O senhor das obras pr’a mim:
- Saiba!, nunca fiz negócio como forma de negação do ócio… sério, rapaz! Oh oh! Negar o ócio, eu?! Eu, que quando era “zé ninguém” tanto invejava quem o cultivava?! Eu, que lhe reconheço a virtude do impulso…sim, este ímpeto que me trouxe até aqui e que ainda hoje me invade!... Não, eu idolatro o ócio. Por ele formiguei e amigalhei… Tanto que já não dou conta de quantos migalheiros. Aliás, já não tenho migalheiros… Pois é, meu caro, foi para ser também digno dele, seu cultor, que fiz e faço freneticamente negócio… Não para o negar!
- Então, mas…?
- Pois, não diga mais nada meu rapaz. Nunca o vira eu mais magro; sei que não passei das intenções. Tenho plena consciência disso… Reconheço-me um miserável escravo do negócio… Alforria?... Hummmm!
Carlos Jesus Gil
Tens razão gil. Há quem só veja trabalho
ResponderEliminarum casal de comerciantes depois de jantar.
ResponderEliminarela faz anos nesse dia.
então joão sempre a ler o jornal!!
e..não posso?
podes mas sabes que dia é hoje?
não..
faço anos.não me compraste nada?
tá bem , o que é que tens para vender?
Cara, não dá para ter a alforria completa, pois sempre há algo que nos prende...
ResponderEliminarFique com Deus, menino Carlos.
Um abraço.
Sempre me encanta o português de Portugal, sempre.
ResponderEliminarMais ainda quando adoro o texto, mas dele não entendo quase nada.
Braços!
Estamos a viver um ciclo de crise e instabilidade no país, as situações de precariedade aumentam, torna-se cada vez mais complicado amealhar.
ResponderEliminarPor isso até o clássico mealheiro, onde se colocam os trocos que sobram, está em crise!
Também não tenho dúvidas que um dos grandes pecados modernos é transformar tudo em negócio, dando cabo do ócio.
A Lena D'Água cantava há uns anos: " trabalhar p 'ra ganhar a vida/ porque é que a vida que se ganha/ tem que gastar-se a trabalhar?". É trabelhemos, mas dêmos também uma oportunidade ao écio de vez em quando.
ResponderEliminarHá pessoal que só vê trabalho à frente. Há famílias que sofrem por não haver trabalho e há outras que sofrem por o seu chefe ter trabalho a mais.
ResponderEliminarQuer queira quer não, sempre nos escravizamos em algo.
ResponderEliminarBeijinhos!
Com o aquecimento global já ninguém acredita que haja quem trabalhe para aquecer.
ResponderEliminar"Os senhores das obras" que não têm !, também necessitam de cuidados onde guardam o dinheiro.
Que não façam como o Presidente da Câmara de Alcaucín, perto de Málaga, que por não ter "migalheiros" guardava 160.000 euros debaixo do colchão, quando a Guardia Civil o prendeu (conjuntamente com mais 12 autarcas e empreiteiros), pelo que depreendi, tinham o dinheiro sujo ...
Alforria ?
A libertação ou melhor a liberdade está para lá do mar.
De repente lembro-me das ilhas
"Cai mão", que se coadunam mais com a anatomia humana.
Bom fim de semana.
(vou tentar aparecer, agora que ando de motor renovado.
Só que o trabalhar ainda tem interferências eléctricas)
Para saber o que é um silenciador...
ResponderEliminarBom domingo, Carlos [de ócio, espero]
ResponderEliminarBeijo